Transcrições: A Voz do Brasil de 28/07/2011
Apresentadora Kátia Sartório: Mais de 90% dos brasileiros consomem frutas, legumes e verduras abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde.
Apresentador Murilo Carvalho: Cai o número de casos de hepatite no país, nos últimos dez anos, nas capitais brasileiras.
Kátia: A partir do início do mês que vem, produtores e distribuidores de etanol vão ter acesso a financiamento com juros mais baixos para aumentar e armazenar a produção.
Murilo: Quinta-feira, 28 de julho de 2011.
Kátia: Está no ar a sua voz.
Murilo: A nossa voz.
Kátia: A Voz do Brasil.
Murilo: Boa noite. Aqui, nos estúdios da EBC Serviços, eu, Murilo Carvalho, e Kátia Sartório.
Kátia: A combinação tradicional de arroz com feijão, Murilo, e o cafezinho, ainda são os alimentos mais consumidos por nós, brasileiros.
Murilo: É verdade, Kátia, mas cresceu, também, nos últimos anos o consumo de carne de boi e de alimentos ricos em gordura e açúcar, como pizzas, salgados fritos, doces e refrigerantes, principalmente entre as crianças e na população de maior renda.
Kátia: Em contrapartida, de acordo com uma pesquisa de orçamentos familiares divulgada hoje, pelo IBGE, frutas, verduras e legumes são pouco consumidos diariamente por mais de 90% da população. Vamos saber mais na reportagem de Marcela Rebelo.
Repórter Marcela Rebelo (Brasília-DF): Na praça de alimentação do shopping é comum ver sanduíches em vez de legumes e verduras no prato. Fazer refeição fora de casa, muitas vezes, ajuda no aumento do consumo desse tipo de alimento, como conta a técnica em higiene dental de Brasília, Elisa Andrade, de 32 anos.
Técnica em higiene dental - Elisa Andrade: Em casa, eu tomo mais cuidado, com certeza. Arroz, verdura, salada, muita salada, suco natural... Na rua é mais refrigerante, hambúrguer, frituras.
Repórter Marcela Rebelo (Brasília-DF): Os dados do IBGE mostram que mais de 90% dos brasileiros consomem menos frutas, legumes e verduras do que o nível de 400 gramas por dia recomendado pelo Ministério da Saúde. O tradicional arroz com feijão continua no prato, principalmente das famílias de menor renda, mas a combinação está associada com alimentos com poucos nutrientes e muitas calorias. O estudo registrou que 61% da população consomem açúcar de forma excessiva. Quando se fala em gorduras saturadas, o índice sobe para 86%, como explica o pesquisador do IBGE, André Martins.
Pesquisador do IBGE - André Martins: É preocupante essa ainda falta da nossa cultura de fazer uso das frutas, legumes e verduras. Para que a gente possa, com a redução do açúcar, da gordura saturada e com o aumento das frutas, legumes e verduras, a gente conseguir minimizar essa deficiência de alguns micronutrientes que a gente tem deficiência aí, como a vitamina A...
Repórter Marcela Rebelo (Brasília-DF): O consumo de bebidas com adição de açúcar, como refrigerantes, é alto, principalmente entre os adolescentes, que consomem o dobro da quantidade registrada para adultos e idosos. Entre os produtos muito consumidos pelos adolescentes estão, também, biscoitos, salsichas, sanduíches e salgados. De Brasília, Marcela Rebelo.
Murilo: Hoje é o Dia Mundial de Combate à Hepatite. Aqui, no Brasil, o Ministério da Saúde divulgou dados sobre a situação dos três tipos da doença no país.
Kátia: De acordo com o Ministério, houve uma queda no número de casos, nos últimos dez anos, nas capitais brasileiras.
Murilo: Mas a doença ainda infecta e mata muita gente e, por isso, o Ministério da Saúde também lançou uma campanha de combate à doença.
Repórter Ana Gabriela Salles (Brasília-DF): O mapa das hepatites virais no Brasil, divulgado hoje, pelo Ministério da Saúde, mostra que os tipos mais preocupantes da doença são o A, B e C. Entre 1999 e 2010, mais de 130 mil pessoas tiveram casos confirmados de hepatite A, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, e em crianças de cinco a 12 anos. Só no ano passado, foram 5.940 casos. Este tipo de hepatite está relacionado à falta de saneamento básico e ao consumo de água contaminada. A hepatite B atinge mais jovens adultos de 20 a 39 anos de idade e é transmitida sexualmente. No ano passado, 11.700 pessoas foram diagnosticadas com a doença, mas a forma mais grave da hepatite é a tipo C, normalmente silenciosa e que se não for tratada desde cedo pode evoluir para uma cirrose hepática ou um câncer de fígado, quando já é necessário um transplante do órgão. Em 2010, a doença foi detectada em 8.557 pessoas, com 1.932 mortes. O uso de seringas contaminadas favorece o contágio, que também pode se dar em tatuadores e manicures que não usam materiais descartáveis ou esterilizados. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alerta que os cuidados devem começar dentro de casa.
Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: Aquela coisa do pai querer ensinar o filho a fazer a barba usando a mesma lâmina de barbear, da mãe querer ensinar a filha a fazer a unha usando o mesmo alicate, de outros materiais que possam ter contato... Às vezes, tem um ferimento em casa e o contato é feito com sangue, com a secreção, ou seja, em alguns estudos mostram a concentração grande de transmissão dentro de casa, no compartilhamento desses materiais. Por isso que é algo para se chamar atenção.
Repórter Ana Gabriela Salles (Brasília-DF): Uma pesquisa por amostragem nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, também divulgada hoje, pelo Ministério da Saúde, revela que a população que já tem ou teve algum tipo de hepatite diminuiu entre 1999 e 2010, acometendo quase 23 milhões de pessoas no país. Para combater as doenças silenciosas, o Ministério lançou uma campanha que fala da importância da prevenção; jovens de até 24 anos podem tomar a vacina contra a hepatite B, em três doses, na rede pública de saúde. A meta é elevar essa idade para 29 anos em 2012. O ministro Alexandre Padilha fala da importância desta atitude.
Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: Inclusive, nós estamos ampliando o acesso à vacina, ou seja, isso impacta fortemente na redução do número de casos para a hepatite B.
Repórter Ana Gabriela Salles (Brasília-DF): A partir de agosto, Centros de Testagem em todas as capitais do país também passam a oferecer testes rápidos das hepatites B e C. O resultado sai em apenas 30 minutos. O objetivo, de acordo com o Ministério da Saúde, é aumentar o diagnóstico precoce e, com isso, há chances de tratamento e cura. De Brasília, Ana Gabriela Salles.
Kátia: Os produtores e distribuidores de etanol vão ter acesso a financiamento público para aumentar a produção e também o armazenamento do produto.
Murilo: O anúncio foi feito hoje, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ou melhor, na noite desta quarta-feira.
Kátia: Dois bancos públicos federais vão criar linhas específicas de financiamento do etanol.
Murilo: O ministro Edison Lobão explicou que a meta é aumentar a oferta de combustível no mercado nacional e reduzir o preço para o consumidor.
Ministro de Minas e Energia - Edison Lobão: Estamos com uma Medida Provisória em elaboração, que conduzirá ao armazenamento do etanol, a warrantagem, e também ao financiamento que poderá ser feito tanto aos produtores, quanto aos distribuidores que quiserem estocar o produto, através do BNDES e do Banco do Brasil, além da renovação dos canaviais.
Kátia: Segundo o ministro Lobão, a Medida Provisória deve ser publicada em dez dias.
Murilo: O ministro de Minas e Energia anunciou, ainda, investimentos na empresa vinculada à Petrobras que produz biocombustíveis, também para aumentar a oferta de etanol no país.
Ministro de Minas e Energia - Edison Lobão: A Biocombustíveis, da Petrobras, receberá, a partir do próximo ano, algo em torno de 4,1 bilhões de dólares para a ampliação da sua produção. Hoje, a Biocombustíveis está em terceiro lugar, produzindo 5% de todo o mercado brasileiro, e nós desejamos que, num período curto, eles passem a 12% da produção nacional. Para isto, eles terão, a exemplo, também, dos produtores privados, os recursos do BNDES e do Banco do Brasil que forem necessários.
Kátia: Tomou posse hoje o novo presidente do Peru.
Murilo: Ollanta Humala. A nossa enviada especial, Carla Wathier, tem mais informações.
Repórter Carla Wathier (Lima-Peru): O novo presidente do Peru, Ollanta Humala, assume com a promessa de dar prioridade ao combate à pobreza e à desigualdade, desafio que ele quer enfrentar com a experiência do Brasil, combinando desenvolvimento econômico com inclusão social. Ele prometeu elevar o salário mínimo e manter as políticas de mercado em vigor. A cerimônia da posse presidencial, no Congresso Peruano, contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff e de outros chefes de Estado da região. Do lado de fora, a população acompanhou pelas ruas. Após a cerimônia, foi oferecido um almoço aos chefes de Estado de governo convidados. De Lima, no Peru, Carla Wathier para a Voz do Brasil.
Kátia: Carla, nós estamos com você, agora, ao vivo, aí de Lima, no Peru. Quais são as últimas informações, inclusive, da presidenta Dilma, aí no Peru?
Repórter Carla Wathier (ao vivo): Oi, Kátia, boa noite.
Kátia: Boa noite.
Repórter Carla Wathier (ao vivo): Após a cerimônia de posse e após almoço oferecido aos chefes de Estado e de governo convidados para essa cerimônia, agora, é hora da reunião da Unasul. É a primeira reunião com a participação da presidenta Dilma. A reunião acabou de começar. Entre os temas em discussão está essa questão social, esse compromisso de se eliminar as desigualdades entre os países do grupo, e existe também uma expectativa em enfrentar a crise das nações ricas e a necessidade de uma maior integração dos países da região, diante dos problemas econômicos enfrentados pelos Estados Unidos por países da Europa, como Grécia e Portugal. Esse, Kátia, vai ser o último compromisso da [ininteligível – 0:10:40] aqui em Lima. Dilma Rousseff retorna ainda hoje ao Brasil.
Kátia: Carla, obrigada pelas informações. Nós estamos com o contato um pouco difícil com a Carla, que está falando ao vivo, direto do Peru. E o Peru tem importantes relações comerciais com a gente, aqui, no Brasil. Nós compramos e vendemos muitas coisas do país vizinho. Só para a gente ter uma ideia, Murilo, o comércio entre os dois países, no ano passado, se aproximou aos R$ 3 bilhões.
Murilo: Vamos ouvir, agora, então, uma reportagem especial que a Carla Wathier fez das relações comerciais entre Brasil e Peru.
Repórter Carla Wathier: O Peru é o terceiro maior país da América do Sul. Entre os países da região foi o que mais cresceu em 2010. Esse resultado se deve aos investimentos, que, no ano passado, chegaram a 27% do PIB, o Produto Interno Bruto. Apesar disso, o desenvolvimento é desigual e está concentrado na capital Lima e nas zonas costeiras e exportadoras. O Peru é vizinho do Chile, Bolívia, Colômbia, Equador e Brasil, com quem divide a fronteira mais extensa. E para estabelecer um melhor controle dessa área, os dois países possuem vários acordos de integração e combate ao tráfico de drogas. Hoje, os principais parceiros comerciais do Peru são Estados Unidos e China. O Brasil ocupa o nono lugar nas exportações peruanas e o terceiro nas importações. Mas, nos últimos anos, vários esforços tem sido realizados para dinamizar as relações entre os dois países. O comércio entre Brasil e Peru vem crescendo, passou de cerca de US$ 730 milhões, em 2003, para quase US$ 3 bilhões, em 2010. O Brasil compra do Peru cobre, minérios e combustíveis minerais e vende, principalmente, produtos manufaturados, como máquinas, equipamentos e veículos automotores. Também é forte o investimento brasileiro em solo peruano, e, segundo o ministro Clemente Baena Soares, diretor do Departamento da América do Sul II, do Ministério das Relações Exteriores, com a construção da rodovia interoceânica, a promessa é de mais proximidade e desenvolvimento para a região.
Diretor do Departamento da América do Sul II, do Ministério das Relações Exteriores - Clemente Baena Soares: Isso vai beneficiar tanto o estado... a província peruana quanto o Estado brasileiro, mas com impactos para toda a região Norte do Brasil, para beneficiar, também, a Bolívia, beneficiar o Chile do escoamento de exportações tanto para o Pacífico e do Pacífico para o Atlântico.
Repórter Carla Wathier: Comércio e fronteiras à parte, o Peru está de olho mesmo é nos programas sociais brasileiros, tanto que, mesmo antes de tomar posse, o presidente eleito, Ollanta Humala, escolheu o Brasil como primeiro país a ser visitado, um sinal de que o novo governo pretende dar dinamismo às relações entre os dois países, como explica o ministro-conselheiro Hugo Flores, encarregado de Negócios da Embaixada do Peru.
Encarregado de Negócios da Embaixada do Peru - ministro-conselheiro Hugo Flores: O novo governo tem como um dos seus principais objetivos o tema dos programas sociais. Então, nesse sentido, eu acho que o Peru vai procurar muito da experiência do Brasil nesse campo, nessa temática. Nós temos relacionamento em todos os aspectos, temos no aspecto educativo, energético, comercial, cultural... Enfim, são muitas coisas.
Repórter Carla Wathier: Na área energética, há um projeto de interconexão das redes elétricas entre os dois países, com a construção de cinco hidrelétricas no Peru e a venda do excedente de energia para o Brasil. Mas isso ainda está em estudo.
Kátia: Essa foi a reportagem de Carla Wathier, uma reportagem especial. E só fazendo uma correção: para a gente ter uma ideia, o comércio entre os dois países, Brasil e Peru, no ano passado, se aproximou aos US$ 3 bilhões. E agora vamos entender melhor o que é a Unasul. Depois que a gente já sabe que a presidenta Dilma está, nesse momento, reunida na Unasul, vamos ouvir agora a reportagem de Carolina Monteiro.
Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): A União das Nações Sul-Americanas é um espaço de articulação cultural, social, econômica e política entre os povos, como explica o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Alcides Costa.
Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília - Alcides Costa: A Unasul pretende atuar em um amplo leque de temas. Seu funcionamento se dá através, fundamentalmente, dos Conselhos, que são Conselhos temáticos, na área de Energia, de Infraestrutura, de Saúde, de Ciência e Tecnologia, de Defesa e Segurança. Os Conselhos são fundamentalmente as instâncias que dão a funcionalidade da Unasul.
Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): Tratando de temas mais abrangentes, a Unasul é diferente do Mercosul, que tem foco essencialmente econômico. A composição da União das Nações Sul-Americanas também é mais ampla. Enquanto o Mercosul tem quatro países-membros, a Unasul é formada por 12 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.
A Unasul tem contribuído para a solução pacífica de questões regionais e para o fortalecimento da democracia na América do Sul. O professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Alcides Costa, afirma que, entre os Conselhos da Unasul, o de Defesa é o que mais teve destaque até o momento.
Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília - Alcides Costa: O diálogo regional, em matéria de defesa, ele era conduzido anteriormente por um fórum, que era o fórum de ministros de Defesa da América do Sul. Mas essa reunião dos ministros de Defesa da América do Sul não estava vinculada a nenhum organismo, a nenhuma instância formal. Com a criação do Conselho de Defesa, no âmbito da Unasul, se cria, se estabelece esse espaço, vinculado a uma organização, e isso dá, portanto, um substrato institucional mais vigoroso, mais interessante para o diálogo político, em matéria de segurança e defesa dentro da região, em um contexto em que a América do Sul ganha relevância do ponto de vista estratégico, no contexto tanto do Hemisfério Continental quanto do ponto de vista global.
Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): A atual secretária-geral da Unasul é a colombiana María Emma Mejía. A Unasul também tem uma presidência pro tempore. Em novembro de 2010, assumiu a Guiana e, no final de 2011, será transferida para o Paraguai. De Brasília, Carolina Monteiro.
Kátia: Sete e dezesseis.
Murilo: E hoje, aqui em Brasília, aconteceu mais uma reunião do Conselho Monetário Nacional, o CMN.
Kátia: Quem tem os detalhes é o repórter Paulo La Salvia, que fala ao vivo, agora, do Ministério da Fazenda. Boa noite, Paulo! Eu queria, primeiro, que você explicasse o que é o CMN e por que o cidadão precisa acompanhar essas decisões.
Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Kátia! Esse Conselho reúne os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Miriam Belchior, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. O Conselho regula o sistema financeiro nacional, decide também sobre os juros que vão ser cobrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, em empréstimos para indústria, além de aprovar linhas de crédito e a renegociação de dívidas de agricultores. Com todas essas tarefas, interfere na vida das pessoas de forma direta e indireta. Pode determinar, por exemplo, a abertura e desenvolvimento de negócios e, com isso, gerar empregos.
Kátia: Paulo, e o que foi decidido hoje, pelo Conselho?
Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Kátia, a primeira decisão do Conselho Monetário Nacional diz respeito ao comércio internacional. Pequenas e médias empresas, que vendem produtos e serviços no exterior, pela internet, vão receber o valor da venda em reais, aqui, no Brasil. A ideia é facilitar o recebimento desse dinheiro pelos exportadores nacionais. Empresas e bancos que atuam no comércio digital vão intermediar a operação. A medida ainda vai ser regulamentada pelo Banco Central. A segunda decisão dá mais segurança ao sistema bancário. Quando um banco, para diminuir o risco de calote, vender para outra instituição parte da dívida de uma pessoa que financiar um carro, por exemplo, os dois bancos vão ter que registrar as operações em uma central administrada pela Febraban, Federação Brasileira de Bancos. A regra passa a valer a partir de 22 de agosto. O Conselho Monetário Nacional ainda decidiu aumentar os créditos para a produção, estocagem e industrialização de café. A partir de 1° de setembro, os agricultores podem buscar os novos financiamentos no Banco do Brasil. Também foi criada uma linha de crédito especial de R$150 milhões para a indústria de café solúvel ampliar a produção nacional. Cada indústria poderá financiar R$ 40 milhões, com o prazo de pagamento de dois anos e carência de seis meses para iniciar o pagamento. Kátia.
Kátia: Obrigada, Paulo La Salvia, pela participação, ao vivo, na Voz do Brasil.
Murilo: Como anunciamos essa semana, o Programa Ciência sem Fronteira tem a meta de conceder 75 mil bolsas de estudos no exterior para estudantes e pesquisadores brasileiros e vai priorizar a formação de profissionais na área de Exatas, como a Engenharia, por exemplo.
Kátia: Além disso, outras 25 mil bolsas vão ser oferecidas em parceria com a iniciativa privada, somando 100 mil estudantes que podem ser beneficiados.
Murilo: O investimento no programa vai ser de mais de R$ 3 milhões, como explicou hoje, no programa Bom Dia, Ministro, Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia.
Kátia: Ele explicou quais vão ser os critérios para selecionar os estudantes.
Ministro da Ciência e Tecnologia - Aloizio Mercadante: O critério prioritário é o aluno ter... Se ganhou alguma medalha nas Olimpíadas de Matemática, Ciência, ele vai ter acesso direto e se ele teve mais de 600 pontos no Enem. Com mais de 600 pontos no Enem, por exemplo, só no Prouni, são 53 mil alunos. Então, todos os estados do Brasil têm alunos aptos a participar do Programa Ciência sem Fronteira. Todos os estados, todas as regiões têm alunos. Só do Prouni são 53 mil, mais do Sisu, que são mais 71 mil. Então, esse é o público que tem direito potencial, e aí cada universidade... A Universidade Federal do Acre e as outras universidades farão lá o seu critério de avaliação entre os alunos que estão cadastrados nessa condição a cada ano. No dia 1° de agosto, nós estaremos colocando o Portal do CNPq, no Ministério de Ciência e Tecnologia, com todos os detalhes, como é que ele se inscreve, como é que ele encaminha, como é que são feitos os editais... Todas as informações estarão esclarecidas no site do CNPq, a partir de segunda-feira, dia 1° de agosto. Então, nós vamos divulgar detalhadamente essas informações, para que qualquer aluno, em qualquer lugar do Brasil, possa acessar e saber quais são as condições que ele tem que preencher.
Murilo: O ministro Aloizio Mercadante também destacou que o Brasil vai ser o primeiro país do Ocidente a fabricar os tablets, que são os computadores de mão, com tela sensível ao toque. Além disso, o país caminha para ser destaque mundial na produção de equipamentos de tecnologia da informação.
Ministro da Ciência e Tecnologia - Aloizio Mercadante: Quem quiser vender tablets no Brasil, com incentivo fiscal, e o incentivo é grande, é uma redução de 31% dos impostos, só dos impostos federais, que nós vamos ter agora, nesse segundo semestre, um tablet muito mais barato, ele tem que produzir 20% dos componentes no Brasil, no primeiro ano, 80%, em três anos. Então, o que nós pretendemos com isso? Trazer, por exemplo, uma indústria de semicondutores para o Brasil. Só 20 países no mundo produzem semicondutores. Nós queremos, também, trazer a indústria dessa tela de toque, essa tela que é o que constrói o tablet, que é uma tecnologia que está tendo uma grande aceitação mundial. Só quatro países no mundo – estão todos na Ásia – produzem essa tela. O Brasil será o primeiro país do Ocidente a ter essa indústria, se nós concretizarmos os entendimentos, que estão muito avançados nessa direção. Então, isso que nós estamos fazendo com o tablet nós pretendemos fazer com os celulares, com os televisores, os computadores, laptops, notebooks, PCs, ou seja, com toda a cadeia de tecnologia da informação.
Kátia: E também, hoje, depois do Bom Dia, Ministro, Aloizio Mercadante adiantou o que vai ser discutido na I Jornada de Trabalho de Defesa Cibernética, que está sendo feita aqui, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e o Exército brasileiro.
Ministro da Ciência e Tecnologia - Aloizio Mercadante: O Brasil precisa melhorar sua capacidade de defesa e está desenvolvendo exatamente tecnologia para a defesa cibernética. Também, na internet, nós temos os hackers. Os hackers são os grafiteiros; os crackers são os pichadores. Os crackers destroem; os hackers constroem. Você tem jovens talentosos que desenvolvem softwares livres, que querem mais transparência da administração pública, que quererem mais acesso às informações. Com esses nós temos que dialogar, ter políticas públicas e trabalhar juntos, e com os outros, nós vamos combater, prevenir. Se nós tivermos um ataque, saber se defender, e, se houver prejuízo, saber restabelecer o serviço imediatamente. Essa é a linha da defesa.
Murilo: O seminário começou hoje e termina amanhã, no Quartel General do Exército, aqui, em Brasília. Mais informações em www.exercito.gov.br.
Kátia: Devem ser anunciados, na semana que vem, os nomes dos novos dirigentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Dnit.
Murilo: A informação é do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.
Kátia: Ele explica quais sãos critérios para as nomeações.
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - Gilberto Carvalho: Qualquer servidor público, antes de ser nomeado, ele passa por um processo de verificação. Ninguém é nomeado, no serviço público, sem que não se faça uma verificação da ficha dessa pessoa. Então, da mesma forma, o Dnit, e em qualquer órgão do governo, só vai ser nomeado quem não tiver nenhuma pendência judicial. Isso é evidente. Mas, mais do que isso, é importante que essa pessoa esteja preparada para essa função.
Murilo: Os antigos servidores do Dnit pediram demissão ou foram afastados, neste mês, depois de denúncias de irregularidades em obras públicas.
Kátia: Lançado na tarde de hoje, pelo Ipea, o comunicado sobre dinâmica populacional e sistema de mobilidade nas metrópoles brasileiras.
Murilo: O documento traz dados sobre o crescimento populacional nas regiões metropolitanas brasileiras e a necessidade de expansão do sistema de transporte em massa.
Kátia: O estudo completo está em www.ipea.gov.br.
Murilo: Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.
Kátia: Mais de 90% dos brasileiros consomem frutas, legumes e verduras abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde.
Murilo: Cai o número de casos de hepatite no país, nos últimos dez anos, nas capitais brasileiras.
Kátia: A partir do início do mês que vem, produtores e distribuidores de etanol vão ter acesso a financiamento com juros mais baixos para aumentar e armazenar a produção.
Murilo: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.
Kátia: Siga a Voz do Brasil no Twitter: twitter.com/avozdobrasil. Voltamos amanhã. Uma boa-noite.
Murilo: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e até amanhã.