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APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Olá, amigos,  em todo Brasil, eu sou Kátia Sartório, e começa agora mais um programa Bom Dia, Ministro. O programa tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços. Hoje, aqui nos estúdios da EBC Serviços, o ministro das Cidades, Marcio Fortes. Bom dia, Ministro Marcio Fortes, seja bem vindo.
MINISTRO MARCIO FORTES: É um prazer estar mais uma vez aqui neste programa Bom Dia, Ministro, esclarecer ações do ministério das Cidades, e ações gerais do governo nessa área que diz respeito à habitação, saneamento, transporte público, regularização fundiária, operação de metrôs, PAC da Copa, PAC 2, “Minha Casa, Minha Vida 1” e Minha Casa Minha Vida 2”.

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: E na pauta do programa de hoje, a ajuda do governo federal para as cidades atingidas pela chuvas no Nordeste, e no restante do Brasil. O ministro das Cidades, Marcio Fortes, vai falar também sobre o balanço das contratações do programa “Minha Casa, Minha Vida”, e apresentará dados para as obras do “Programa de Aceleração do Crescimento”, PAC, e ainda sobre o PAC da Mobilidade da Copa do Mundo de 2014. O ministro das Cidades, Marcio Fortes já está aqui no estúdio pronto para conversar com âncoras de emissoras de rádio de todo país. Ministro, já está na linha a Rádio Tupi no Rio de Janeiro, onde está Ana Rodrigues. Bom dia, Ana.
REPÓRTER ANA RODRIGUES (Rádio Tupi / Rio de Janeiro – RJ): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministro Marcio Fortes. Essa semana o Presidente Lula mencionou a preocupação com relação ao envio de verbas para as cidades do Nordeste atingidas pelas chuvas, mas principalmente a preocupação em alertar as prefeituras, os governos dos Estados, para a não construção de residências nos mesmos locais de risco onde ocorreram as tragédias. Como o Ministério das Cidades também pode contribuir nessa fiscalização e nessa verificação desse cuidado na hora justamente de se construir as residências, e evitar que se cometa os mesmos erros cometidos anteriormente, ministro?

MINISTRO MARCIO FORTES: Bem, Ana, Em todas nossas iniciativas nós já temos esse cuidado. Nós não construímos nenhuma casa, de qualquer dos nossos programas, seja do FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social), “Minha Casa, Minha Vida”, “Crédito Solidário”, não construímos em áreas de risco, nós temos a preocupação de evitar erros do passado. As coisas que acontecem hoje em dia derivam, como você disse, de no passado não ter havido uma programação, um planejamento para a ocupação de áreas para a população mais carente, e acontece o que seria esperado, que o rio retomasse a várzea, porque o rio é dono da várzea, que houvessem deslizamentos em época de grande chuva, e, infelizmente, houvesse mortes. No caso específico do Nordeste, a preocupação, assim como foi também Santa Catarina, foi no sentido de encontrar áreas seguras, e como fazer? Nós colocamos pessoal do Ministério das Cidades, da Secretaria Nacional de Programas Urbanos, tem geólogos, tem pessoal técnico  especializado, acompanhando os trabalhos lá em Santa Catarina, eu já coloquei à disposição também dos dois governos, tanto de Alagoas, quanto de Pernambuco, essa equipe para ir lá e ajudar nessa definição de áreas seguras. Parece fácil, mas às vezes não é fácil, pelo seguinte, o clima está mudando, e a quantidade de chuva que tem caído é fora do normal, o que pode se parecer seguro hoje, amanhã pode não ser. Então temos que ter um jogo entre geólogos e meteorologistas, para ver qual é a previsão do futuro em relação à segurança das áreas.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ana, você tem outra pergunta?
REPÓRTER ANA RODRIGUES (Rádio Tupi / Rio de Janeiro – RJ): Especificamente em relação ao Rio de Janeiro, onde os moradores ainda de Niterói, São Gonçalo, se queixam ainda de dificuldades com relação a estarem alojados nas residências, em função da chuva ocorrida em abril.
O Ministério das Cidades tem investido muito aqui no Rio de Janeiro com relação à habitação? E qual é a perspectiva para os próximos meses, ministro?
MINISTRO MARCIO FORTES: Bem, com respeito a essas populações de São Gonçalo, e de Niterói, relembrar que logo no primeiro momento 93 unidades foram disponibilizadas para os moradores do Morro do Bumba. Eu estive presente lá na cerimônia de entrega, inclusive habitações equipadas com mobiliário, e também nós tivemos a preocupação de ter o contato estreito com o governo do Estado, com a prefeitura de Niterói, a prefeitura de São Gonçalo no sentido de viabilizar a construção de mais casas, porque essas 23 unidades passaram de um programa, que era o PAR (Programa de Arrendamento Residencial), passaram para o “Minha Casa, Minha Vida”, e numa operação conjunta com o governo do Estado puderam ser disponibilizadas rapidamente. Nos outros casos, estamos vendo a situação com muito cuidado, acompanhando inclusive com ações efetivas do governo do Estado, que já comprou áreas inclusive do governo federal para iniciar as construções dessas habitações. No intervalo foi acertado que haveria o chamado aluguel social, ou seja, ou, então, a permanência temporária em abrigos, ou para que ninguém ficasse ao relento. Mas o aluguel social está sendo implementado de forma intensa pelo governo do Rio de Janeiro para melhorar essa questão. No lado do Rio de Janeiro havia mais unidades do programa do PAR, que puderam ser passados para o programa “Minha Casa, Minha Vida”, no total de 4880 unidades. Então, essas unidades estão sendo concluídas, estão na fase já de entrega. Lembrar que também que logo nos primeiros momentos nós pudemos atender os moradores do Morro do Urubu, que receberam, em seguida, em Realengo, unidades que estavam com uma apresentação, com uma qualidade que realmente impressionou a todos naquele momento. Todos diziam que era um sonho, os moradores que passaram o Morro do Urubu disseram: "parece que nós acordamos depois de um pesadelo, e acordamos no meio de um sonho". Porque, realmente, foi resolvida rapidamente essa questão de habitação e estará sendo resolvida com essas 4880 unidades. Claro que haverá mais unidades sendo construídas pelo governo do Estado, em parceria com o governo federal, porque nós temos muitos desabrigados.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o  programa Bom Dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório, estamos hoje com o Ministro das Cidades, Marcio Fortes, que conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo país. Lembrando que a EBC Serviços disponibiliza o sinal dessa entrevista via satélite, no mesmo canal da “Voz do Brasil”, a todas as emissoras do país.       Ministro, vamos agora ao Rio Grande do Sul, a Rádio Guaíba, de Porto Alegre, conversar com Marina Fauth.
REPÓRTER MARINA FAUTH (Rádio Guaíba / Porto Alegre – RS): Bom dia. Bom dia, Ministro.
A pergunta é em relação ao andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, aqui no Rio Grande do Sul. A gente percebe que existe um atraso, ou mesmo obras estagnadas, sem resultados aparentes. O que o senhor tem a dizer sobre isso, e qual a previsão para investimentos aqui para o nosso Estado já a partir do próximo semestre.
MINISTRO MARCIO FORTES: Bem, eu gostaria que pudesse especificar quais são as obras que estão paralisadas e com atraso, porque nós temos um sem número de obras, e grande parte delas, ou a maioria delas, em pleno andamento, inclusive em fase de entrega, e as nossas obras variam aí desde a questão de habitação, a questão de despoluição das bacias, até a construção de extensão do trecho do metrô, do Trensurb de São Leopoldo, em Novo Hamburgo. Inclusive essa obra bateu um recorde de construção, na fase de 45% já de realização, inclusive com expectativa de até antecipação de cronograma. No caso das operações de saneamento, elas estão sendo construídas com agilidade, com objetividade, porque nós temos que tratar da questão do saneamento, e da água, por exemplo, na Bacia do Sinos, ao mesmo tempo temos a poluição da bacia tanto todas as lagoas, é um cuidado que nós temos para fazer com que a saúde humana, e a saúde do meio ambiente sejam tratadas com especial carinho e atenção. Lembrar que nós atuamos com parcerias, parcerias com o governo do Estado, parcerias com as prefeituras. O governo federal, através do PAC, privilegia os temas mais importantes, faz a política, e a operação na ponta é por conta do parceiro, que é a prefeitura, ou é o governo do Estado.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Marina?
REPÓRTER MARINA FAUTH (Rádio Guaíba / Porto Alegre – RS): Ok. Muito obrigado, ministro.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Marina Fauth, da Rádio Guaíba, de Porto Alegre. Ministro, vamos então a Rádio Amazonas FM, de Manaus, falar com Patrick Motta, bom dia, Patrick.

REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus – AM): Bom dia, Kátia Sartório, senhoras e senhores ouvintes, e bom dia, ministro.
MINISTRO MARCIO FORTES: Bom dia, Patrick.
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus – AM): Ministro, as ações imediatas que o governo tem tomado para minimizar os estragos causados pela subida das águas em Pernambuco e Alagoas, são realmente importantes. Mas, não há como criar alertas eficazes para evitar a perda de vidas, ministro? Já que a destruição de bens é quase impossível de se evitar?
MINISTRO MARCIO FORTES: Bem, exatamente esse é um tema que vem sendo discutido, a ampliação dos sistemas de radares, no caso dessa situação de Pernambuco, de Alagoas, houve sim o alerta quando se detectou, ainda pelo serviço de meteorologia do estado de Pernambuco, se detectou na tela do radar uma formação intensa de umidade em pleno Oceano Atlântico, e que se deslocava rapidamente em função dos ventos que vieram trazendo essa massa de ar úmida até o Agreste pernambucano. É claro que, hoje em dia, as precipitações, com essa mudança climática, têm surpreendido a todos, então, por isso que existe essa ideia de também investir muito mais ainda na questão de radares. Nós temos exemplos, em Belo Horizonte, por exemplo, eu estava ontem em Belo Horizonte, já um sistema montado pela prefeitura, nesse sentido. E como também já disse, sistema de radares, eu fui do Ministério da Agricultura, nós temos sistema de radares para justamente ter previsões a respeito do momento de plantio, do momento da colheita, como andam as safras, então já existem redes de radares, o que nós queremos agora é coordenar tudo isso dentro do espírito da defesa civil, aperfeiçoando esses alertas. No caso de Pernambuco, o alerta foi dado, e foi possível, então, ainda com o devido tempo, tirar pessoas da situação mais crítica de risco de vida. Eu estive lá nos dois Estados, realmente o que aconteceu ali foi totalmente fora do normal, e a opinião que eu tive, ao transmitir ao presidente da República, que me solicitou que lá fosse visitar o local, logo no primeiro momento, a impressão que eu tive foi de uma fotografia de Hiroshima após o lançamento da bomba atômica, ou mesmo o Tsunami da Indonésia, porque foi uma destruição total. Para ter uma ideia, trilhos retorcidos, como se fosse papel, como folha de papel. Tanques de usina de álcool desceram rio abaixo, chocaram com pontes, e a parte da velocidade das águas foi incrível, por onde passou a água, destruiu. É só imaginar quanto pesa um litro d'água, quanto pesa um litro d’água com barro, quanto pesa um litro d’água com a velocidade que veio nessas águas que desceram de Pernambuco para Alagoas.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Patrick, você tem outra pergunta?
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus – AM): Sim, Kátia Sartório.       Ministro, o nosso próximo questionamento é sobre o projeto “Minha Casa, Minha Vida”, aqui na Amazônia, principalmente no Amazonas. Há uma previsão para o número de moradias, ou isso depende da demanda de cada Estado, ministro?
MINISTRO MARCIO FORTES: Não, inicialmente existe uma distribuição pró rata do déficit, déficit habitacional para cada Estado. Eu estive recentemente com o Presidente Lula, exatamente no Amazonas, até para a assinatura da contratação de um programa de “Minha Casa, Minha Vida”, para o total superior a sete mil unidades, em Manaus. A previsão que nós temos é de uma meta de 22 mil 238 unidades para o estado do Amazonas, e nós já temos essas contratações encaminhadas. Eu quero dizer que dessas sete mil unidades previstas, a primeira fase, que foi objetivo de contrato  foi de cerca de 3 mil e 500 unidades. Até esclarecer o seguinte, Nós hoje lidamos até com uma questão interesse, que nós não construímos casa, não construímos conjuntos habitacionais, as propostas que tem chegado são no sentido de construir verdadeiras cidades. Você imagina construir algo como 7 mil, 8 mil unidades, multiplica por 3 a 4, mais ou menos, você tem uma população de quase 30 mil pessoas, isso é construir uma cidade. Então você não vai ter que não só planejar a construção das unidades habitacionais, como também você tem até Plano Diretor. Porque você tem que ter um pequeno comércio, pequena indústria, um cuidado específico com relação a transporte urbano, colégio, posto de saúde, todo um complexo de ações, iniciativas, que não se limitam apenas a construir uma casa. Então, além da rede normal que nós fazemos nas construções, de água, de esgoto, e também rede elétrica, e nós temos que planejar toda essa ação para atender esse novo quadro que é de construção quase de verdadeiras cidades. Então, no Amazonas está colocado um limite inicial de 22 mil 238 unidades, isso não significa que seja o teto imutável, porque na medida que cheguem as propostas, nós podemos alterar e substituir, como falou o presidente da República. Nós temos que construir onde há projetos imediatamente apresentados, para que as soluções sejam imediatamente também trazidas à população.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Esse é o  programa Bom Dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório, e estamos hoje com a o Ministro das Cidades, Marcio fortes, ele conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo país, sobre vários assuntos, entre eles, sobre as enchentes que atingiram alguns estados do Nordeste. Lembrando que o governo federal tem um blog que reúne notícias sobre as ações do governo na ajuda às vítimas das enchentes no Nordeste. Anote o endereço: http://enchentenordeste.blogspot.com.  Ministro, vamos agora a Minas Gerais, conversar com a Rádio Catedral, de Juiz de Fora, Minas Gerais, a pergunta é de Ana Carolina.
REPÓRTER ANA CAROLINA (Rádio Catedral / Juiz de Fora – MG): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministro Marcio Fortes.
MINISTRO MARCIO FORTES: Bom dia.
REPÓRTER ANA CAROLINA (Rádio Catedral / Juiz de Fora – MG): Ministro, com relação ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, mesmo com todos os investimentos realizados pelo governo federal, com objetivo de diminuir o déficit habitacional do país, aqui na Zona da Mata Mineira, e principalmente em Juiz de Fora, uma cidade com cerca de 600 mil habitantes, muitos empreendimentos foram lançados, mas ainda estão em pequeno número aqueles que beneficiam especificamente as famílias com renda mínima. Eu gostaria de saber se isso pode ser apontado como um problema, e, caso sim, como esse quadro poderia ser modificado.
MINISTRO MARCIO FORTES: Você coloca como problema o fato de se atender só pessoas com renda mínima? É  justamente isso? Entendi mal.
MINISTRO MARCIO FORTES: Você coloca como problema o fato de só atender as pessoas de renda mínima, é justamente isso?
REPÓRTER ANA CAROLINA (Rádio Catedral / Juiz de Fora – MG): Pelo contrário, o fato de atender, de maneira pequena, as pessoas com renda mínima, a maioria dos empreendimentos são para classe média, se é que a gente pode dizer assim.
MINISTRO MARCIO FORTES: O forte do programa “Minha Casa, Minha Vida”, é exatamente atender as faixas que correspondem à renda mensal de zero a 1395 reais, inclusive pelo Brasil afora essa faixa tem inclusive já batido o teto, ou seja, havido autorizações para chegar a mais de 20% o teto da distribuição por faixa. Tem sido essa preocupação de atender as faixas de quem nada tem, as faixas das pessoas que precisam um de subsídio total para ter moradia e aí que está concentrada a ação do “Minha Casa, Minha Vida”, independentemente de ter essa distribuição para faixa superior, que corresponderia, antigamente se falava de salários mínimos, mas na verdade você tem até 1395, 40% do teto, depois você tem mais 40% do teto, mais 20%, perdão, você tem mais 40% do teto para a faixa que corresponderia até o dobro dessa renda, e acima disso você tem ainda a disponibilização de 20% do teto de recurso. Mas nós estamos fazendo ajuste, até para ampliar o atendimento nesses locais. Agora, veja bem, o plano “Minha Casa, Minha Vida”, ele atua através da participação das empresas, e também da iniciativa de prefeitos, os prefeitos não mais recebem mais recursos como era pelo programa do FNHIS, ou outras iniciativas do Orçamento Geral da União, mas no momento nós disponibilizamos recursos via Caixa, que é nossa parceira, mas o prefeito tem um papel muito importante, de disponibilizar terras. Porque nas cidades em que você, de porte médio e porte grande, você tem que ter cuidado ao identificar terras disponíveis, porque cabe ao prefeito doar, fazer a compra ou desapropriação desses terrenos para que o projeto vá adiante, porque uma vez disponibilizado isso, o empresário apresenta o projeto, a Caixa seleciona, e vai em frente, assim tem funcionado pelo Brasil afora. Então, a ação de cada prefeito, cada governador, é muito importante, porque você pode ter ação local, municipal, ou ação do governo estadual. É importante ter a terra para se construir as casas. Aquela expressão, se não tem bala, não tem guerra, então é importante para fazer a obra que tenha o terreno, essa ação é fundamental. E também assinalar que a doação dos terrenos é papel importante da Câmara dos Vereadores, no caso de município, e no caso de estados a participação da Câmara Legislativa para autorização de doação de terrenos, como em ambos os casos também a questão da autorização de redução de custo via diminuição de impostos, seja o ITBI, seja a questão do IPTU posteriormente, tudo isso é importante para viabilizar a ação em favor dos que menos tem.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ana Carolina.
REPÓRTER ANA CAROLINA (Rádio Catedral / Juiz de Fora – MG): Perfeito, Kátia, essa era minha única pergunta. Muito obrigada pela as explicações, ministro. Bom dia a todos.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Bom dia, Ana Carolina, da Rádio Catedral de Juiz de Fora, Minas Gerais, que participou conosco dessa rede. Ministro, vamos a Goiás, Goiânia a Rádio 730 AM, Nathalia Lima, bom-dia.
REPÓRTER NATHALIA LIMA (Rádio 730 AM / Goiânia – GO): Bom dia, Kátia, bom dia ministro. Eu queria ver como o senhor está vendo essa polêmica, se os números previstos do PAC foram alcançados e serão alcançados até o final do governo Lula, algumas críticas referentes ao programa.
MINISTRO MARCIO FORTES: Nós tivemos, recentemente, mais um balanço do PAC, nós fazemos um balanço a cada quatro meses, e principalmente nesse último balanço tivemos uma execução financeira de 70,7% do total, um total de 656 bilhões de reais, uma execução de 463,9 bilhões de reais, sendo que uma conclusão de 46,1% do total dos projetos, um total de 302,5 bilhões de reais, cuidado, que eu estou falando sempre bilhões, execução de 463 bilhões de reais e conclusão de 302 bilhões de reais. Então, no caso de saneamento, e no caso de habitação, nós temos projetos já contratados de 208 bilhões de reais. Então, realmente, nós estamos em plena na marcha de realizar tudo. Agora, lembrar o seguinte, o PAC foi lançado, mas não era para ser executado todo a partir de 2007, ele tinha uma programação ao longo de quatro anos. Então as obras mais ou menos complexas, algumas inclusive que ultrapassa o período de quatro anos. E lembrar que no caso do F FNHIS, que era anual, no caso do programa de financiamento de moradia também que era anual, o caso de saneamento, no caso de drenagem, que nós fizemos chamadas importantes, inclusive no ano passado de drenagem nós somamos 4,8 bilhões de reais, um número muito próximo também para saneamento. O que acontece? Cada vez que faço uma chamada, o horizonte de conclusão das obras se amplia, porque você está aumentando o número de obras, o número de empenhos, e aí você vai realizando as obras que são complexas, não são obras de fazer em um dia. Tem que ter cuidado na análise dessa questão de atraso, alguma coisa, porque o seguinte, as obras são feitas para terminarem dentro do cronograma. Muitos esperam que o anúncio do Lula em um dia, e no dia seguinte a casa esteja pronta, que no dia seguinte a água na torneira. É claro que esse era o sonho de todo mundo, mas nós temos a obra a ser construída. E para construir a obra nós temos que passar por fase como, licença ambiental, regularização fundiária, saber se o terreno está em ordem, nós temos que ter o programa de edital, licitações, não mais agora no “Minha Casa, Minha Vida”, você tem outro procedimento, mas no caso do FNHIS, no caso de todas as ações de saneamento você tem a licitação, você tem recurso, você tem depois o andamento da obra, que muitas vezes tem problema de engenharia, você atrasa, mas no conjunto nós temos cronogramas que estão sendo cumpridos, e digo e repito, muitos ultrapassam já na sua origem o final desse ano. Então não é nada demais continuar com as obras, não estamos fazendo obras de um real, estamos fazendo obras, por exemplo, que totalizam quase um bilhão de reais. No Rio de Janeiro, nas favelas do Rio de Janeiro, nós temos o caso específico, por exemplo, de Complexo do Alemão, ações com cerca de 800 bilhões de reais, perdão, 800 milhões de reais, envolvendo ações conjuntas com a prefeitura e com governo do Estado. Então uma obra de 800 milhões você há de convir que não fica pronta em um dia, eu tenho a programação de quatro anos e por extrema curiosidade eu quero dizer que essa obra vai ficar pronta no tempo.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Nathalia, você tem outra pergunta?
REPÓRTER NATHALIA LIMA (Rádio 730 AM / Goiânia – GO): Sim, ministro, eu queria que  o senhor fizesse um balanço das contratações programa “Minha Casa, Minha Vida” aqui no Estado de Goiás, e perspectiva até o final do governo.
MINISTRO MARCIO FORTES: Bem, nós temos por estado a distribuição do déficit habitacional como meta. No caso de Goiás nós temos como meta de 27 mil 613 unidades. E quero dizer o seguinte, Goiás é um dos que está lá na frente, tá? Tem já contratados 26 mil e 382 moradias, está muito próximo de chegar. O teto está com 95,5%. Foi muito boa sua pergunta, que você elegeu margem para que eu colocasse um top de posição dessa corrida contra o déficit habitacional, e de sua progressiva diminuição. Então Goiás está de parabéns, e vamos para o “Minha Casa, Minha Vida 2”, para ampliar ainda mais essas ações pelas várias faixas salariais.

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Esse é o programa Bom Dia, Ministro, nosso convidado de hoje Marcio Fortes, das Cidades, ele conversa com emissoras de rádio de todo país. Lembrando que o áudio dessa entrevista está disponível em www.imprensa.planalto.gov.br ainda hoje pela manhã. Ministro, vamos conversar agora com a Rádio 98 FM, de João Pessoa na Paraíba, onde está Michelle Souza, bom-dia, Michelle.
REPÓRTER MICHELLE SOUZA (Rádio 98 FM / João Pessoa – PB): Bom dia Kátia, bom dia Ministro. Ministro eu queria saber a perspectiva de redução do déficit de habitação na Paraíba a partir de balanço também do programa “Minha Casa, Minha Vida”, mas também pensando não só a questão das contratações, mas o que está perto de ser entregue efetivamente aos inscritos.       MINISTRO MARCIO FORTES: Bem, eu vou até aproveitar sua pergunta inclusive para falar um pouco mais do “Minha Casa, Minha Vida” em termos nacionais e depois atender sua pergunta específica, porque se eu falo e falo de cada estado e acabo não falando do global. O programa do presidente Lula prevê a construção de um milhão de unidades, sem que houvesse um prazo para sua conclusão. Eu diria que era mais um desafio do que um programa, porque realmente construir um milhão de unidades não estava em qualquer cartilha de qualquer programa de governo. Então, ou seja, também da parte do setor privado construir esse grande número de unidades não fazia parte das suas prioridades imediatas, você não tem insumo disponível nas suas carteiras, nem mão de obra disponível nas suas carteiras, então você tinha que planejar uma logística de insumo, logística de mão de obra, até porque as obras não seriam realizadas só nas capitais, no interior também, você há de convir que o insumo na capital, uma cidade de porte médio ou alto, é uma coisa, outra coisa é você deslocar para o interior. Há regiões do Brasil que você inclusive, estados do Amazonas que você nem tem pedra, então até pedra, brita, você tem que disponibilizar para fazer as obras. E você tem que ter insumos disponíveis, como cimento, só para dar um exemplo, que está exigindo inclusive no momento grandes investimentos estão sendo já anunciados pelos empresários. Na questão da contratação é uma coisa, da entrega é outra, como você colocou, mas exatamente o “Minha Casa, Minha Vida” foi concebido para diminuir esse prazo que vai da definição dos projetos, até a entrega das chaves. Porque a média anteriormente era de 33 meses, o objetivo inicial do “Minha Casa, Minha Vida” era drástico, de redução, para em torno de 12 a 13 meses com média. Então esse é o objetivo, no momento que nós simplificamos todo o sistema de destinação de recursos, não mais via prefeituras, mas via Caixa Econômica, com apresentação de projetos pelos empresários, e o aporte das facilidades de doação de terreno, diminuição de impostos, da parte dos prefeitos e da parte dos governadores de estado. No caso de cada unidade da federação eu conto muito com a ação da parceria, ou seja, da ação do prefeito, da ação do governador, para que todo esse sistema funcione rapidamente. E também, é claro, do empresariado, porque o empresariado também está sabendo a disponibilização dos terrenos, quando ele próprio não tem os terrenos para fazer a construção e entregar rapidamente essas casas.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Michelle, você tem outra pergunta?
REPÓRTER MICHELLE SOUZA (Rádio 98 FM / João Pessoa – PB): Não, obrigada ao ministro, obrigada Kátia.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada a você, Michelle, Souza, da Rádio 98 FM de João Pessoa da Paraíba que participou conosco dessa rede. Ministro, vamos a São Paulo, a Rádio Bandeirantes de São Paulo, Leandro Manço, bom dia.
REPÓRTER LEANDRO MANÇO (Rádio Bandeirantes / São Paulo – SP): Bom dia, Kátia, bom dia, ministro.
Ministro, esse dinheiro que foi alocado, que vai ser alocado para cidades atingidas pelas chuvas, ele já está disponível para os municípios investirem? E quais serão as prioridades iniciais para a reconstrução desses municípios? Bom dia.
MINISTRO MARCIO FORTES: Bom dia. Deixa eu colocar toda a sistemática que foi adotada, você sabe que alguns ministérios saem na frente para atender a questão da emergência, não é? Ministério da Integração, Ministério da Saúde, Forças Armadas, só para dar um exemplo, é porque você tem que tratar da questão do abrigo, da questão água, do alimento, do medicamento e você tem que tratar também da recomposição da circulação viária, que muitas vezes pontes são destruídas, tem que também ver como fazer com que se estabeleça no conjunto a normalidade da vida das cidades. Se bem pelo que eu vi em cada caso, realmente as tragédias foram intensas e muito fora do normal.  Nós temos ações diretas nessa área, mas temos também ações de médio prazo que vão da reconstrução, até a normalização  na vida dessas pessoas. O presidente da República, preocupado, como estava inclusive em face dos relatórios que nós apresentamos verbalmente a ele depois de uma primeira visita, da minha parte, da parte do ministro Santana, da Integração, ele fez reuniões com a equipe do governo, com os ministros de várias áreas, não só essas que estou indicando, mas várias outras áreas, para atender a necessidade seja até de energia elétrica, seja comunicações, de recomposições de escolas destruídas, e o presidente está preocupado com você ter que apresentar recursos apenas após a apresentação dos relatórios de avaliação de danos. Tomaria um tempo, e a desgraça que eu vi lá pediria uma ação imediata. O presidente inverteu então, como acordo, justamente com as áreas técnicas, formou, então, uma proposta no sentido, e foi já implementada, no sentido de ter a transferência de recursos como antecipação para que depois as unidades da federação, Pernambuco e Alagoas prestasse conta desse recurso, porque realmente não poderia esperar meses e meses de apresentação de relatório, e a população sofrendo como estava, então os recursos já foram transferidos e a própria prestação de contas será a cargo de cada estado, cada governador. E as ações implementadas são nessas áreas que eu mencionei, e lembrar as cidades que foram destruídas, o problema não é nem de recomposição da vida familiar, de você construir uma casa, recuperar uma casa. Agora o problema é de você recompor uma vida urbana por completo, você tem que reconstruir uma casa, isso é exemplo da cidade de Branquinha, que praticamente foi destruída, a prefeitura foi abaixo, a Câmara dos Vereadores foi abaixo, doze escolas foram abaixo, e praticamente não sobrou nada da cidade, então agora está sendo definida uma nova área para a reconstrução da cidade, e também as novas áreas necessárias para reconstruir casas, porque nós não vamos deixar que as casas sejam construídas nos mesmos locais, porque foi um fenômeno excepcional. Como andam as coisas no âmbito climático, o que é excepcional hoje pode se repetir amanhã, então temos que ter o cuidado de encontrar áreas seguras para colocar essa população num novo ambiente de vida.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Leandro?
REPÓRTER LEANDRO MANÇO (Rádio Bandeirantes / São Paulo – SP): Ministro, sobre o ponto de vista de responsabilidades, como é que o governo traça essa tragédia que ocorreu no Nordeste? Vamos levar isso em consideração, como se fosse uma tragédia natural, ou a necessidade de se chegar a alguns responsáveis?
MINISTRO MARCIO FORTES: Não sei se você teve a oportunidade de estar lá presente e ver o que aconteceu. Eu estive logo no dia após, ainda peguei toda a tragédia, peguei toda a velocidade das águas descendo de Pernambuco para Alagoas. Porque é bom explicar também o que aconteceu, houve um, como eu falei há pouco no programa, houve um deslocamento de uma massa úmida,  uma formação intensa muito grande totalmente fora dos parâmetros, para o interior de Pernambuco, as chuvas precipitaram, e atingiram as cabeceiras de rios, como justamente o Mundaú e Paraíba. E houve inundações fortes, como por exemplo, na cidade de Palmares, e as águas desceram, desceram e destruíram tudo pela frente. Encontrar culpado, eu queria saber como, só se eu, poderia responsabilizar no conjunto as alterações climáticas, pelo aquecimento global, poderia ser uma responsabilização. No caso específico, é claro que tem que ter o sistema de alerta, e o governador de Pernambuco teve uma ação direta, saiu avisando a todos, acontece que foi o inesperado, uma coisa totalmente fora de propósito, como também foi em Santa Catarina. Então você só correr atrás de culpados, não adianta, você tem que verificar o que está acontecendo a nível mundial, a nível do planeta, o que está acontecendo, e aí sim começar a ter consciência de que isso possivelmente não tenha volta, e a gente tenha que programar ações muito mais intensas. Isso vai, por exemplo, você tem várias barragens construídas, foram construídas com muito cuidado no passado com programações será que hoje em dia elas não têm que ser redimensionadas? Porque agora justamente está evidenciada essa redimensionada essa nova posição do clima, essa nova posição das precipitações pluviométricas, então, certamente, você vai ter que redimensionar as barragens a serem construídas pensando já em coisas fora do normal. Porque alguns vão dizer, isso aconteceu extraordinário, não vamos nos preocupar, vamos fazer a nossa barragem exatamente do mesmo tamanho normal. Não, eu tenho colocado isso e os técnicos também tem, tem justamente entendido que é necessário repensar a dimensão dessas unidades todas, é uma ação minha na parte de micro e macro drenagem, mas da barragem é uma ação que vem exatamente de uma ação do Ministério da Integração, e é a preocupação de todos proteger as cidades em face dessa nova realidade climática.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: E falando em cidades atingidas, vamos exatamente para União dos Palmares, em Alagoas, conversar com Alberto Wanderley, que está lá na Rádio AG 98,9 FM de União dos Palmares. Bom dia, Alberto. Ele está ao vivo com a gente, não é isso, Alberto?
REPÓRTER ALBERTO WANDERLEY (Rádio AG 98,9 FM / União dos Palmares – AL): Bom-dia, Kátia. Bom-dia ao Ministro Marcio Fortes.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Alberto, nós não estamos te ouvindo. Por favor, você pode aumentar o retorno? Bom dia Alberto.
REPÓRTER ALBERTO WANDERLEY (Rádio AG 98,9 FM / União dos Palmares – AL): Bom dia, Kátia, bom dia Ministro Marcio Fortes. Está me ouvindo agora?
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Se puder aumentar um pouquinho mais.
MINISTRO MARCIO FORTES: Eu estou atento aqui, fala um pouquinho,mas aumenta o volume, para poder ouvir.
REPÓRTER ALBERTO WANDERLEY (Rádio AG 98,9 FM / União dos Palmares – AL): Está me ouvindo?
MINISTRO MARCIO FORTES: Vamos lá, vamos lá.
REPÓRTER ALBERTO WANDERLEY (Rádio AG 98,9 FM / União dos Palmares – AL): Eu queria saber do ministro a respeito dos 275 milhões que foram liberados. Setenta e cinco milhões serão para os recursos que já estão sendo usados pela defesa civil, e 200 milhões para reconstrução. Ministro, a partir de que data será começada as obras para a reconstrução das casas para os desabrigados, ministro?
MINISTRO MARCIO FORTES: Veja bem. A preocupação do presidente é de ação imediata, tanto que ele disponibilizou esse recurso numa velocidade incrível, quando fomos visitar, agora a segunda vez, já com o presidente da República, já estava anunciado e disponibilizando o recurso, anunciado esta decisão, e disponibilizado o recurso, para cada um dos estados. Agora, em cada local cabe à administração, governador, em interação com as prefeituras, concluir o que é de necessário de imediato, o levantamento de todos os danos, para fazer o planejamento que tem que ser feito, porque, realmente, onde estão as casas, quantas casas são. Inclusive há equipes especializadas que estão em cada uma dessas cidades, para fazer um levantamento para saber o que havia em cada local, se era uma casa, se era apenas um quarto, se era um barraco, o que havia, quantas pessoas estavam em cada situação, porque tudo foi destruído. Isso vai me lembrar muito Santa Catarina, porque às vezes cidade inteira foi abaixo, e não tinha mais terreno de ninguém, todos perderam o terreno, porque desapareceu. E no caso, justamente dessas cidades atingidas pelo Mundaú esse problema que veio do Paraíba, essa é uma preocupação, é fazer um levantamento rápido do que foi colocado, em termos de casa, individualmente, mas também você tem que rapidamente atender o que está sendo feito pelo governo federal, em parceria com o governo estadual, com as prefeituras, que é o restabelecimento da energia, que no momento foi afetada, várias cidades ficaram sem energia, restabelecimento das comunicações telefônicas, também, isso foi afetado no início. Você tem que ver a questão da disponibilização de água, de alimentos, e também a questão da rede local de esgotos, de distribuição de água, porque não é a cidade inteira em cada caso que foi atingida, algumas cidades, por exemplo, Branquinha foi totalmente destruída, eu estive em Rio Largo, uma parte da cidade que foi atingida, a parte mais alta não foi atingida. E até a título de esclarecimento, lembrar que eu tenho, que eu digo porque a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), é uma empresa do Ministério das Cidades, que opera a malha ferroviária, chamada trem suburbano, o metrô suburbano, que vai até Rio Largo. Eu estou com uma composição, que é uma máquina diesel, e quatro vagões parados em Rio Largo, onde de lá não posso retirar, porque os trilhos que vão até Alagoas e lá foram atingidos pela violência do Mundaú e foram retorcidos. Então eu acho que vai levar algo em torno de 2 meses para se recompor a linha férrea, e restabelecer essa comunicação com Maceió. O transporte está sendo feito até Utinga pelo trem, mas dali para diante temos que ver como atuar rapidamente para restabelecer. Mas é complexa a situação. No caso das cidades, então, o dinheiro está disponível, a velocidade vai em cada caso da ação da autoridade local, após levantamentos que estão sendo feitos.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Alberto Wanderley, você tem outra pergunta?
REPÓRTER ALBERTO WANDERLEY (Rádio AG 98,9 FM / União dos Palmares – AL): Olha, Kátia, agora veja se você me ouve melhor, eu queria saber do ministro a respeito do “Minha Casa, Minha Vida”. O “Minha Casa, Minha Vida” é um programa que já está sendo lançado pelo governo federal, e a Caixa Econômica Federal, juntamente com a Caixa Econômica Federal, e esse programa se as pessoas envolvidas nas enchentes, já que vão receber suas casas, que já estão sendo encaminhadas verbas para isso, para reconstrução das casas dos atingidos pelas enchentes. Então, o “Minha Casa, Minha Vida”, somente para outras pessoas, e não para os envolvidos nas enchentes, é isso, Kátia.
MINISTRO MARCIO FORTES: Não, não, o “Minha Casa, Minha Vida” também é para o pessoal da enchente. Foi dito lá quando estivemos presentes nas cidades que o “Minha Casa, Minha Vida” é o instrumento mais rápido para atender, inclusive não precisa de disponibilização de recursos adicionais, os recursos já estão disponíveis. Então, é só definir terrenos, ou seja, os governadores estão vendo, os dois estados, prefeituras, onde é que estão esses terrenos, porque ou você tem ou que comprar, desapropriar, receber em doação, ou fazer a própria doação, se o terreno já é municipal ou estadual, para que você possa ter o projeto na Caixa. Então faz parte sim dessa ação para restabelecer normalidade daqui alguns meses com a construção das casas. Então isso é parte importante.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Esse é o programa Bom Dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório, só um minuto...
MINISTRO MARCIO FORTES: Eu gostaria só de complementar, já que estamos falando com União dos Palmares.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Pois não, ministro.
MINISTRO MARCIO FORTES: Lembrar que existe uma ação coordenada do governo federal, até do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, que colocou todos os ministérios envolvidos nessas áreas que são críticas para restabelecimento da normalidade, colocou todos em ação permanente, com poder de decisão. Inclusive há representantes locais em cada um dos estados, da Presidência da República, ou seja, presença direta do Presidente da República, através desse grupo de ação, grupo de crise, para que a gente possa encaminhar as soluções. Porque você tem que ver se está tudo funcionando, se a água está chegando, medicamento está chegando, transporte está chegando, você tem que em cada caso agir rapidamente, há uma preocupação direta de todo o governo, mas muito em particular do Presidente da República, com seu grande coração que ele tem em relação aos estados brasileiros.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Está certo. Estamos hoje com o ministro das Cidades, Marcio Fortes, no programa Bom Dia, Ministro. Ele conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo país. Vamos então a Pernambuco, Rádio CBN de Recife, Joffre Melo, bom dia.
REPÓRTER JOFFRE MELO (Rádio CBN / Recife – PE): Bom dia, Kátia, bom dia Ministro Marcio Fortes, bom-dia aos nossos ouvintes. Ministro, aqui no Nordeste é muito comum, principalmente nas cidades de interior, onde está havendo esse maior problema, Alagoas e Pernambuco por conta das chuvas, o assistencialismo sendo usado como ferramenta política, principalmente pelos prefeitos. Eu pergunto ao senhor, já que o estado de Pernambuco está recebendo 275 milhões da União, como o Governo Federal vai fiscalizar esse dinheiro para que ele seja realmente usado em obras por quem precisa desse dinheiro, ministro?
MINISTRO MARCIO FORTES: Veja, a velocidade da resposta foi no sentido de atender as necessidades e a responsabilidade da prestação de contas fica a cargo dos dois governadores, que vão atender o que é necessário. A posição do governo federal, não só nesse programa de atendimento agora, que passaram por esta tragédia, mas qualquer programa do governo federal, a nossa posição é suprapartidária, não tem nenhum envolvimento partidário, ninguém. É republicana, o PAC, “Minha Casa, Minha Vida”, nas assistências aos flagelados, nunca ninguém perguntou qual era o partido do governador, qual era o partido do prefeito, o nosso partido é o povo, que está precisando de ser atendido, seja em habitação, saneamento, ou nestes casos de calamidades. Então nós passamos os recursos rapidamente, e o presidente esteve aí no Nordeste visitando as cidades, eu estive pessoalmente também, vários ministros já estiveram para que as soluções sejam implementadas rapidamente. Não tem nada de preocupação, como você está colocando, até porque seria uma situação totalmente, assim, irracional.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta, Joffre?
REPÓRTER JOFFRE MELO (Rádio CBN / Recife – PE): Pois não, Kátia, obrigado. Ministro, e com relação a reconstrução das casas das pessoas, como é feito esse monitoramento, a  escolha, essas avaliações são feitas pelos governos estaduais e municipais?
MINISTRO MARCIO FORTES: Nós temos equipes, e também governos de estados, prefeituras   para fazer o levantamento das situações das casas, temos que saber quantas casas foram destruídas, quem morava, é um levantamento que depende de até de identificação dos desaparecidos, porque num primeiro momento a grande preocupação era com o que ocorreu, ou seja uma avalanche,  uma correnteza fortíssima, levando corpos, saber quem desapareceu, quem perdeu vidas, e quem sobreviveu, onde é que morava, se poderia faze,r justamente, a programação. Como foi no Rio de Janeiro, Santa Catarina, tem que fazer o cadastramento rápido para identificar quais são as necessidades. Eu não posso dizer assim, preciso de 5 mil casas, eu preciso saber se são 4.999 ou 5.002, eu preciso de um número exato para poder já programar. É claro que eu não vou ficar na dependência de uma unidade a mais, mas na dependência de que haja um número de referência para que a gente possa fazer os projetos e atender as necessidades e temos que saber quais são as pessoas que sofreram essa identificação importantíssima e este cadastramento para a gente poder levar  adiante as nossas soluções. Se bem que o importante é construir, e ter ideia do número, e o mais importante é ter o número, no momento de iniciar as obras, e você vai fazer identificação para destinação posterior.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Esse é o programa Bom Dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório, estamos hoje com o Ministro das Cidades Marcio Fortes, que conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo país. Lembrando que esse programa é multimídia, estamos ao vivo no rádio e na televisão. E a NBR, a TV do Governo Federal, reapresenta a gravação desta entrevista ainda hoje à tarde, com horários alternativos no sábado e também no domingo. Ministro, vamos agora à Salvador, na Bahia, Rádio Excelsior, de Salvador, onde está Jorge Ribeiro. Bom dia, Jorge.
REPÓRTER JORGE RIBEIRO (Rádio Excelsior / Salvador – BA): Bom dia, bom dia ministro Marcio Fortes.A gente queria saber, ministro, como é que vai se dar essa distribuição dessas verbas do Governo Federal para a reconstrução das casas das pessoas que perderam suas casas lá nas Alagoas, e também em Pernambuco, e a fiscalização, claro, na distribuição dessa verba, para realmente ser usada na reconstrução dessas casas, ministro.
MINISTRO MARCIO FORTES: Como eu acabei de dizer, a responsabilidade é local de cada governador que está recebendo recurso nessa ágil resposta do governo federal, e a prestação de contas será feitas por eles, a responsabilidade  perante os órgãos de controle será dos governos de estados, de cada governador receberemos o relatório de cada aplicação. Assim que será feito. O que o presidente esclareceu que está fazendo um adiantamento para atender as necessidades prementes de toda a população, seja na área de atendimento de emergência, ou na área de reconstrução.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta, Jorge?
REPÓRTER JORGE RIBEIRO (Rádio Excelsior / Salvador – BA): Eu queria saber do ministro,
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Pode falar mais alto, por favor?
REPÓRTER JORGE RIBEIRO (Rádio Excelsior / Salvador – BA):  Em relação ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, aqui para a Bahia, e a gente sabe que algumas cidades, principalmente Salvador, ministro, a gente tem pessoas que moram em locais onde correm rios, e em locais também de encostas aqui na cidade de Salvador, e também em algumas cidades do estado da Bahia. Como esse programa “Minha Casa, Minha Vida”, vai abraçar essas pessoas, a fim de retirá-las dessas áreas, justamente de perigo, e dar uma tranquilidade para que essas pessoas possam ter uma casa em um local seguro, ministro?
MINISTRO MARCIO FORTES: O programa “Minha Casa, Minha Vida”, tem algumas prioridades, uma delas é atendimento para pessoas em área de risco, é uma delas. Eu posso mencionar uma outra, por exemplo, é atendimento à necessidade de habitação em áreas de grandes investimentos, investimentos seja privados, ou federais, ou estaduais, ou municipais. Então, essa priorização é importante, porque nós queremos retirar imediatamente dessas encostas, ou de áreas de inundação, as pessoas que para lá foram, não porque quisessem, porque não tinham onde estar, porque não havia programas habitacionais em governos anteriores, não havia planejamento, não havia Plano Diretor, as pessoas foram ocupando áreas disponíveis, e com a complacência da fiscalização. Hoje em dia temos que corrigir o passado, e planejar o futuro, uma ação que envolve essa definição de novos programas, que nós estamos levando adiante, como o “Minha Casa, Minha Vida”, como já era o FNHIS e retirar as pessoas de área de risco. Agora, mais do que isso, no PAC 2, já existe a previsão inclusive, de um recurso para você tratar a questão de deslizamento de encosta, 1 bilhão de reais para alguns projetos já selecionados para verificar como atender a questão de segurança dessa encosta em várias cidades brasileiras. Independentemente do recurso que nós já tenhamos para o “Minha Casa, Minha Vida”, que a previsão para o “Minha Casa, Minha Vida 2”, contando subsídios, vai na faixa de 71 bilhões de reais, mas eu conto também com um número que é do próprio financiamento que é faixas que necessitam de financiamentos, você pode trabalhar com algo em torno de 111 bilhões de reais. E se eu computo também a questão de urbanização de favelas que são 30 bilhões, e pelo menos 30% desse valor vai ser para a construção, eu acrescento mais 10, então serão 121 bilhões de reais envolvidos em construção de casas, e dentro desse conjunto está a questão de retirada de famílias da área de risco. Foi bom até colocar essa questão do “Minha Casa, Minha Vida”, dá uma notícia também sobre como andam as contratações a nível nacional. Já passamos da metade do programa, temos 503.914 unidades, ou seja, quase 504 mil, na última posição em 28 de junho, de unidades contratadas por todo Brasil, e com análise na Caixa, de projetos apresentados até hoje, incluídos estes 500 e temos certa de 910 mil unidades em análise na Caixa. Quer dizer, 500 já contratadas, e 400 e poucos nessa fase de definição. Ou seja, o programa vai em frente sim, é um desafio, um programa ambicioso, mas que se mostrou de uma operacionalidade muito rápida, e inclusive todos se ajustaram a ele, a Caixa Econômica agilizou seus procedimentos internos, o setor privado também, todos se mobilizaram para ter áreas disponíveis, prefeituras, Governo do Estado, impostos rebaixados, procedimentos cartoriais mais rápidos, e mais baratos, definições ambientais também em prazos mais curtos, tudo isso foi mobilizado para que a gente pudesse ter a diminuição do prazo que vai da definição do projeto, entrega da casa, e exatamente a realização do sonho das pessoas. Aliás, eu tirei essa palavra sonho do meu dicionário, porque são tantas ações do governo federal em habitação e saneamento, que agora eu tenho é certeza, certeza que mantidos esses investimentos, progressivamente essas ações reverterão para diminuição do déficit habitacional e solução das questões de tratamento do esgoto e disponibilização de água de qualidade.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, vamos agora a Alagoas, a Rádio Correio e CBN em Maceió, onde está Gilson Gonçalves, bom dia, Gilson.
REPÓRTER GILSON GONÇALVES (Rádio Correio e CBN / Maceió – AL): Bom dia, bom dia ministro. As ajudas por parte dos governos de vários estados e também do governo federal, além da ajuda de outros países, principalmente da população brasileira, tem garantido nesse primeiro momento a ajuda às famílias de desabrigados das enchentes em Alagoas, e também Pernambuco. Porém, ministro, duas preocupações surgem: primeiro, ministro, quem garante a continuidade dessa ajuda daqui a 30 dias, e quem irá fiscalizar para que seja obedecida a regra que as cidades destruídas não voltem a ser reconstruídas às margens dos rios?
MINISTRO MÁRCIO FORTES: A respeito dessa última parte da pergunta, esse é um compromisso que existe e uma definição, nada vai ser construído em área de risco. Tudo vai ser mudado para áreas mais altas para evitar a repetição do ocorrido.  Quanto à questão dos recursos, dos bens que são disponibilizados, nós temos o acompanhamento diuturno juntamente com o governo dos estados, com as prefeituras, e com a nossa presença lá localmente. Lembrar que não é só o setor privado que está disponibilizando esses bens, lembrar que os kits da Defesa Civil envolvem kits de colchões, travesseiros, lençóis, envolve a disponibilização de cestas da Conab, disponibilização de água, disponibilização, inclusive, no caso de emergência no primeiro momento, até de lonas para tendas rápidas, que fossem necessárias. Então, isso segue com a presença constante das autoridades federais para que não haja descontinuidade porque você não vai ter solução de uma semana. Para reconstruir todas essas áreas você vai levar tempo, então você precisa de atendimento continuado, e os irmãos do Nordeste podem ter certeza que à frente de toda decisão está a posição do Presidente da República de atender com carinho, com atenção, para evitar que esse drama que aconteceu se perpetue nas suas vidas, ou seja, claro que quem perdeu bem, perdeu parentes é uma tragédia, quem perdeu bens vai ter a sua vida reconstruída, mas nós queremos que o futuro seja muito mais alegre do que foi esse passado.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Gilson, você tem outra pergunta?
REPÓRTER GILSON GONÇALVES (Rádio Correio e CBN / Maceió – AL): Estou satisfeito, obrigado.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Muito obrigada, Gilson Gonçalves da Rádio Correio e CBN de Maceió em Alagoas. Ministro, vamos então a Palmares, Pernambuco, a Rádio Cultura dos Palmares 1450 AM, onde está Mávio Alves, bom-dia Mávio.
REPÓRTER MÁVIO ALVES (Rádio Cultura dos Palmares 1450 AM / Palmares – PE): Ministro Márcio Fortes.
MINISTRO MÁRCIO FORTES: Bom dia, Mávio.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Mávio! Estamos te escutando, o ministro está te escutando também.
REPÓRTER MÁVIO ALVES (Rádio Cultura dos Palmares 1450 AM / Palmares – PE): Ministro Márcio Fortes quero dizer que é um prazer falar com o senhor, o senhor esteve aqui há cerca de oito dias, e justamente, nós conversávamos, junto com o Ministro João Santana da Integração Nacional, aqui nos estúdios da Rádio Cultura, e o senhor acompanhou e viu de perto o que está acontecendo aqui na nossa região. Se fala, agora, na construção de casas para cerca de 80 mil pessoas. Fazendo uma conta rápida, dividindo por 4, por família, seriam 20 mil casas.  Eu pergunto: é possível a construção dessas 20 mil habitações? E o prazo que o governo do Estado deu foi até dezembro, o que o senhor fala sobre isso, ministro?

MINISTRO MÁRCIO FORTES: Bem, havendo vontade, havendo recursos, e havendo agilidade do programa, nós tenderemos tudo que for necessário para restabelecer a tranquilidade à vida dessas pessoas. Temos que ter os terrenos, os recursos estão disponibilizados pelo “Minha Casa, Minha Vida”, temos recursos já disponibilizados pelo Presidente da República diretamente para os governos de estado. É a questão de tocar a obra em frente. Inclusive, até tenho colocado ao governador de Pernambuco ou ao governador de Alagoas, em contato com empresários que possam ter o sistema de produção mais ágeis, mais rápidos, porque precisamos de rapidez na construção, rapidez na entrega dessas casas. Aliás, Mávio, eu estou aqui até com o papel timbrado da Rádio Cultura dos Palmares, quando eu estive aí recentemente, lidando com o tema com vocês e anotando todos os pleitos que foram feitos naquele momento por vocês, pelo governador, por pessoas que passaram pelo sofrimento intenso que eu via naquele momento. A emissora que todos gostam de ouvir, Rádio Cultura de Palmares, está aqui.

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Mávio, você tem outra pergunta para o ministro?
REPÓRTER MÁVIO ALVES (Rádio Cultura dos Palmares 1450 AM / Palmares – PE): Eu quero perguntar o seguinte, ministro, o senhor levou um papel timbrado com alguns apelos, aqui da Rádio Cultura, como o senhor bem falou. O que é possível, desses pleitos que foram feitos ao senhor, ser resolvidos, e o que está em encaminhamento já?
MINISTRO MÁRCIO FORTES: Está tudo encaminhado, como eu disse, no grupo da presidência, do Gabinete de Segurança Institucional, temos um gabinete de crise com representantes de todos os ministérios envolvidos para darem soluções e com data, com prazo para cumprimento. Não é simplesmente: “Eu estou sonhando em fazer aquilo, não. Eu vou fazer aquilo no prazo tal”. Então tudo está sendo objeto de decisão e nós contamos, como sabe muito bem, com essa questão, com o sistema do levantamento das necessidades, nós temos o problema do hospital que foi totalmente inundado, tem a questão das casas, a energia está restabelecida, temos que ver a questão da ponte da BR-101, restabelecimento das pontes que já foi anunciado qual o prazo para restabelecimento, como também das outras pontes que foram afetadas. Ou seja, um conjunto de ações que parte do seguinte: temos recurso disponibilizado, temos a vontade dos governadores, vontade do prefeito, a vontade política do Presidente da República de atender, e seu carinho todo especial para os desabrigados dos dois estados.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Mávio Alves, da Rádio Cultura dos Palmares 1450, de Palmares, em Pernambuco, que participou com a gente ao vivo nessa rede.Ministro, vamos agora a Sergipe, conversar com a Rádio Aperipê, de Aracaju, onde está Mário Sérgio, bom-dia, Mário.
REPÓRTER MÁRIO SÉRGIO (Rádio Aperipê / Aracaju – SE): Bom dia, Kátia, bom dia ministro, bom-dia a todos nessa rede do programa Bom Dia, Ministro.A nossa pergunta, Kátia, é o seguinte: se o governo tem projetos, estamos começando o inverno, e a gente sabe que, no interior de todo o Brasil, existem cidades que não estão estruturadas para receber esse inverno, principalmente com a quantidade de chuvas que está acontecendo esse ano. Se o governo federal tem ações para levar a esse interior medidas preventivas, e de que forma as prefeituras poderiam solicitar para que essas medidas preventivas sejam colocadas à disposição dessas prefeituras.
MINISTRO MÁRCIO FORTES: Bem, nós temos no Ministério da Integração a ação da Defesa Civil, temos nos outros ministérios ação de disponibilização de alimentos, no caso da Conab, itens de saúde, no caso do Ministério da Saúde, para citar alguns casos, e a ação da Defesa Civil é coordenada com a Defesa Civil local, estadual, é uma ação conjunta, não é uma ação individualizada do governo federal. Então, essa interação já existe e cabe, localmente, a cada Defesa Civil fazer o encaminhamento dos pleitos que sejam necessários para esse atendimento.Lembrar que nós, inclusive, estamos no momento, também, disponibilizando recursos para as cidades que foram atingidas por situações anteriores de deslizamentos, de inundações ao longo do ano, e lembrar que, para Sergipe, nós disponibilizamos recursos para Aracaju, para Canindé de São Francisco, e para Porto da Folha, para a reconstrução de casas, independentemente dos recursos que já foram disponibilizados pelo Ministério da Integração.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, vamos agora ao Ceará, Rádio Verdes Mares de Fortaleza, Nilton Sales, bom dia.
REPÓRTER NILTON SALES (Rádio Verdes Mares / Fortaleza – CE): Bom-dia, bom-dia Ministro Fortes.
MINISTRO MÁRCIO FORTES: Bom dia.
REPÓRTER NILTON SALES (Rádio Verdes Mares / Fortaleza – CE): Quando será que o brasileiro da classe média terá direito a um financiamento dentro do programa da casa própria?
MINISTRO MÁRCIO FORTES: A classe média tem direito a isso, inclusive o Sistema Brasileiro de Poupança tem batido recordes. Desses 208 bilhões que eu mencionei há pouco, de contratações em habitações e saneamento, certa de 157 bilhões são do sistema de poupança, então a presença da classe média é intensa nessa programação de emissão do déficit habitacional.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, eu vou aproveitar e fazer uma pergunta para o senhor sobre esse primeiro contrato formal do PAC da Mobilidade da Copa, que eu sei que o senhor assinou ontem em Belo Horizonte, não é isso?
MINISTRO MÁRCIO FORTES: É, exatamente. Nós anunciamos o PAC da Copa, no início do ano, com recursos do Fundo de Garantia,
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Aliás, da copa de 2014, vamos esclarecer porque senão a gente vai ficar achando que é o da Copa que já está acontecendo.
MINISTRO MÁRCIO FORTES: Nessa Copa atual a mobilidade é por parte dos jogadores, não posso interferir. Um PAC da mobilidade dos jogadores não dá para fazer, mas bem que, eu jogo futebol gostaria de tentar dar alguma ajuda pessoalmente, apesar de velhinho, gostaria de jogar... Porque alguns dizem que eu jogo futebol, outros dizem que eu assisto o jogo de dentro do campo..     Mas o PAC da Mobilidade envolveu recursos na faixa de 7,8 bilhões de reais de financiamento com recursos do Fundo de Garantia para 12 cidades-sedes. Isso, com parcela de investimento total de 11 bilhões e 200 milhões, a diferença, em contrapartida, o recurso de desapropriação que cada cidade, que cada governo local teve que disponibilizar. Nós, como se trata de financiamento, tivemos o momento de apresentação dos projetos, a discussão com o agente financeiro, que é a Caixa, a autorização de Tesouro Nacional para o endividamento. E ontem tivemos a primeira cidade do Brasil a ter um contrato assinado.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: A primeira cidade-sede, é isso?
MINISTRO MÁRCIO FORTES: A primeira cidade-sede. São 12 cidades-sedes, a primeira cidade a assinar um contrato com a Caixa Econômica Federal para a disponibilização de recursos, com vistas à mobilidade urbana. O que é mobilidade urbana na Copa? São projetos que facilitem o deslocamento de torcidas, de turistas, entre os pontos de referência da Copa, ou seja, arena, estádio, a rodoviária, aeroporto, porto, a rede hoteleira, com segurança, e com rapidez. Então, esse objetivo é do programa da mobilidade e também deixar um legado para as cidades. Porque nem só fizemos algo que fosse só para a Copa e nem algo que fosse só para atender o resto da cidade, é uma interação entre legado e a disponibilização de mobilidade rápida para o estádio, ou para as Fun Fests, que você sabe que Fun Fest tem no Rio de Janeiro, e em Belo Horizonte também tem. Lá em Belo Horizonte esses recursos vão atender a BRTs, que são tipos de metrô sobre pneus, como tem em Curitiba, são áreas exclusivas de circulação de ônibus, e também a obras viárias. Então é uma intensa participação para a Copa desses recursos com vistas a que você tenha um descongestionamento das ações em Belo Horizonte de mobilidade. No PAC 2 a gente vai discutir outros temas, sem preocupação do cronograma da Copa, porque esse cronograma tem que ser confortável para a gente terminar a obra até o meio da Copa estaremos discutindo com o valor de 18 bilhões de reais, no PAC 2 temos como metrôs, e também mais BRTs, que são os Bus Rapid Transit, ou seja, esses corredores exclusivos com metrôs de ônibus, e também para construir obras viárias que facilitem o trânsito nas cidades.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: A próxima cidade?
MINISTRO MÁRCIO FORTES: Todos estão correndo, as 12 estão analisadas, os recursos estão disponibilizados, estão concluindo os textos para a assinatura.

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro Márcio fortes, muito obrigada pela participação, mais uma vez, no Bom Dia, Ministro.
MINISTRO MÁRCIO FORTES: Sempre às ordens, sempre à disposição, quem quiser me telefonar é 61 9121-5527, para complementar qualquer pergunta que eu não tenha respondido por completo ou informação adicional, sobretudo para essa questão do atendimento aos carentes de Alagoas e Pernambuco.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada então pela participação, e a todos que participaram conosco dessa rede, meu muito obrigada e até o próximo programa.

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