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APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Olá, amigos, em todo o Brasil, eu sou Kátia Sartório e começa agora mais uma edição do programa Bom dia, Ministro. O programa tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje, aqui nos estúdios da EBC Serviços o Ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos. Bom Dia, Ministro. Seja bem-vindo.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom-dia Kátia, bom-dia amigos que ouvem as emissoras que estão conosco nesse programa.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Na pauta do programa de hoje a ampliação da malha ferroviária brasileira com a construção das ferrovias Norte-Sul, Oeste-Leste e a Transnordestina. O Ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos vai conversar com a gente também sobre os investimentos do governo federal em rodovias. O ministro dos transportes já está aqui nos estúdios pronto para começar a conversar com âncoras de emissoras de rádio de todo o país, esse programa que é multimídia, estamos ao vivo no rádio e na televisão. Ministro, já está na linha a rádio CBN de Rio de Janeiro, a pergunta é de Márcia Arroio. Bom-dia Márcia.
REPÓRTER MÁRCIA ARROIO (Rádio CBN / Rio de Janeiro – RJ): Bom-dia, bom-dia, ministro. Ministro, há tempo a gente ouve falar da ampliação da malha rodoviária da Transnordestina, a minha pergunta é se existe algum projeto concreto para que depois de inaugurada a Transnordestina continue a receber manutenção seja de iniciativa privada, seja do governo federal. Com quem ficará a responsabilidade de manter essa malha?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Em primeiro lugar, Márcia é importante assinalar o que Brasil levou muito anos sem que se fizessem investimentos importante em termos de ferrovias e o governo do presidente Lula colocou o modo ferroviário de transporte no centro da mesa, como uma prioridade para o país, por conta disso os investimentos a serem realizados na Ferrovia Transnordestina tomaram cerca de 5,4 bilhões de reais, nós estamos falando de fato em cerca de pouco mais de 1700 quilômetros de ferrovias, hoje já estamos mobilizando desde a origem, Eliseu Martins passando por Salgueiro indo em direção ao Porto de Suape, cerca de nove mil homens trabalhando para tornar realidade essa ferrovia. E o que é mais importante, ela está sendo feita sob liderança da iniciativa privada com forte apoio governamental. E, portanto, o mesmo grupo que hoje é responsável pela construção da ferrovia, será também responsável pela sua operação e pela sua manutenção. É importante registrar que a partir de uma ferrovia de bitola larga, grande capacidade no Nordeste brasileiro, nós estamos colocando naquela região uma infraestrutura que será capaz de estimular novos investimentos, fortalecer os investimentos existentes, promover o crescimento e o desenvolvimento econômico e o Nordeste precisava disso, assim como outras regiões do país assim que também na área ferroviária estão sendo objeto de atenção da parte do governo.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Márcia você tem outra pergunta?
REPÓRTER: Não, tá bom. Obrigada ministro.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada Márcia Arroio, da Rádio CBN do Rio de Janeiro que participa conosco dessa rede de emissoras. Esse é o programa Bom dia, Ministro sou Kátia Sartório, hoje estamos conversando com o ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos. Ministro, vamos agora a Goiânia, em Goiás, a Rádio Aliança 190 AM de Goiânia. Anacléia Souza bom-dia.
REPÓRTER ANACLÉIA SOUZA (Rádio Aliança 1090 AM / Goiânia - GO): Olá Kátia, muito bom-dia. Bom-dia ao Ministro Paulo Sérgio Passos, bom-dia a todos. Ontem o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, inaugurou 54 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul e ele prometeu que até dezembro vai inaugurar a obra. Então, gostaria de saber do ministro se ele confirma essa conclusão da obra até dezembro.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Anacléia bom-dia, em relação a Ferrovia Norte-Sul é importante assinalarmos que por mais de 20 anos em sucessivos governos foram construídos da Ferrovia Norte-Sul, apenas 215 quilômetros. No governo do presidente Lula nós vamos estar com mais de 1500 quilômetros da rodovia construída. Portanto, este governo terá sido responsável pela construção de mais de 1300 quilômetros desses 1560 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul e para imprimir maior velocidade para dar a essa ferrovia, a sua construção, o ritmo veloz é que avançamos descendo lá da direção de Estreito, seguindo para alcançar Palmas e já alcançamos Palmas agora, no final do mês de agosto. Nós também desenvolvemos uma outra frente de trabalho, a partir do território goiano, mais precisamente a partir de Anápolis. O que pretendemos é fazer com que essa ferrovia de Açailândia no entroncamento com a ferrovia da Vale do Rio Doce, a Ferrovia de Carajás, até Anápolis, estejamos com ela concluída até o final do ano. Estamos trabalhando com muito empenho, com muita vontade, com a grande mobilização de máquinas e equipamos e homens trabalhando, para que você tenha ideia, em toda a extensão de Ferrovia Norte-Sul nós estávamos com cerca de 16 mil homens nos diversos lotes, tocando as obras dessa ferrovia. Ela tem uma importância fundamental para o país, nós estamos falando de uma ferrovia que é uma verdadeira coluna vertebral, é um grande eixo que corta o território brasileiro e deverá se estender ainda de Anápolis na direção de Estrela D’oeste, no estado de São Paulo, e esta ferrovia quando concluída em toda sua extensão deverá ter como articulação segmentos de característica transversal fazendo com que a riqueza brasileira, a produção brasileira possa circular internamente e mais do que isso, possa se deslocar na direção dos portos brasileiros para o que país possa exercer da melhor forma a sua vocação de país exportador.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Anacléia você tem outra pergunta?
REPÓRTER ANACLÉIA SOUZA (Rádio Aliança 1090 AM / Goiânia - GO): Sim, é que o projeto da Transnordestina, por exemplo, tem investimento da na ordem de 5,4 bilhões de reais, gostaria de saber do ministro se com a troca do governo, ai eu cito estadual e federal se poderá haver, se vai ser atrapalhado esse projeto ou se ele terá continuidade normalmente.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Eu não vejo esse risco e digo a você qual a razão. O fato é que o Brasil hoje apresenta uma matriz de cargas onde há uma grande preponderância do transporte rodoviário sobre os outros tipos de transporte. E o nosso país, que encontrou a estabilidade, cresce a um ritmo veloz deverá manter um crescimento econômico e sustentável econômico e vigoroso nos próximos anos, tem naturalmente que encontrar formas mais eficientes para escoar, para deslocar, os seus fluxos de produção. E o transporte ferroviário ele se apresenta como uma condição incontornável, nós temos que retomar, como já fizemos, como o governo do presidente Lula já fez, a prioridade nos investimentos ferroviários e é por esta razão que estamos tocando a Ferrovia Transnordestina no Nordeste brasileiro, é por esta razão que estamos fazendo os investimentos na Ferrovia Norte-Sul, dando a esta ferrovia até o escopo muito maior do que aquele previsto na sua concepção original, aliás, além do seu prolongamento até Estrela D’oeste, já vamos estudar, fazer os estudos de viabilidade para avaliar o seu prolongamento até o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e é por esta razão que outra ferrovias, como a Ferrovia Oeste-Leste e a própria Ferrovia de Integração do Centro-oeste estão na nossa agenda e eu não tenho a menor dúvida de que continuarão na agenda como prioridade no próximo governo.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programo Bom dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório, estamos hoje com o ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos que conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. Lembrando que a EBC Serviços disponibiliza o sinal dessa entrevista no satélite para todas as emissoras do país no mesmo canal da Voz do Brasil. Ministro, vamos agora à Recife em Pernambuco, vamos conversar com a rede Brasil de Recife. Elida Regis, bom-dia.
REPÓRTER ELIDA REGIS (Rádio Boas Novas 580 AM / Recife - PE): Bom-dia Kátia, bom-dia Ministro Paulo Sérgio Passos, receba o abraço do povo de Pernambuco, mais um vez um prazer de estar participando com vocês. Ministro, sobre os trens de passageiros, existe intenção do governo em voltar a servir a população do Nordeste com esse tipo de transporte, ministro?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Elida bom-dia, é um prazer, uma satisfação muito grande estar falando com o senhor. Os trens regionais de passageiros já são contemplados na agenda de trabalho do Ministério dos Transportes. Nós, infelizmente, temos ainda no Brasil, uma malha ferroviária que é preponderantemente uma malha que é de bitola métrica, uma malha que tem uma geometria sinuosa, com muitas interferências e necessidades de melhoramentos e de qualificação, e isso de certa forma, ao longo do tempo, desestimulou o uso das ferrovias para o transporte de pessoas. É claro que naquelas regiões onde há uma aptidão para este tipo de transporte, onde se vê uma vocação muito clara e hoje naturalmente muito mais nas curtas distâncias e sempre que há um estudo de viabilidade em relação a utilização de linhas para fazer o transporte de passageiros, o Ministério tem apoiado. Eu não falo aqui transporte urbano de passageiro, porque esta é uma área que está sob responsabilidade do Ministério das Cidades. Agora, nós podemos dizer que na medida em que vão ser construídas novas linhas férreas de alta capacidade de traçado mais moderno, como é o caso da Transnordestina aí no estado de Pernambuco, isso abre sim, uma perspectiva futura de se fazer com regularidade um transporte sob trilho para atendimento de pessoas. O estado de Pernambuco é um estado que tem destaque no país hoje, cresce vigorosamente, tem grandes investimentos do Governo Federal, a duplicação da BR 101, a construção da um grande estaleiro produtor de embarcações de grande porte, e, além disso, está sendo contemplado com uma ferrovia moderníssima que vai servir, sem dúvida nenhuma, de alavanca para o progresso do estado e também deve ser considerada sua possibilidade de utilização para o transporte de pessoas. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta Elida?
REPÓRTER ELIDA REGIS (Rádio Boas Novas 580 AM / Recife - PE): Sim, Kátia. Ministro com relação à distribuição interna de mercadorias, existe alguma preocupação do governo com ferrovias para dinamizar essa distribuição ministro?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Sem dúvida, o que nós temos a convicção é o que transporte ferroviário ele tem alguns atributos que são, extremamente importantes e favoráveis e devem ser considerados nas decisões dos governantes em relação a investimento. Primeiro lugar, o investimento em ferrovias faz com que se ofereça um tipo de transporte que é economicamente mais barato, do ponto de vista do frete. Segundo lugar, o transporte ferroviário ele é mais econômico do ponto de vista enérgico, e em terceiro lugar: O transporte ferroviário ele é compatível do ponto de vista ambiental. E, portanto, quando nós falamos em ampliar a malha ferroviária brasileira é exatamente com o objetivo de fazer com que áreas que hoje inclusive não são atendidas pelo transporte ferroviário, possam sê-lo e com isso se ofereça um transporte competitivo, condição do escoamento de produtos, de insumos, de mineiros, de mercadorias e isso significa, em resumo e como objetivo final, mais eficiência nas operações logística, mais eficiência na utilização do sistema de transporte.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório, estamos ao vivo no rádio e na televisão. E hoje o nosso convidado é o Ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos, lembrando que essa entrevista, o áudio dessa entrevista, já estará disponível ainda hoje pela manhã na internet, na página da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, anote o endereço: www.imprensa.planalto.gov.br Ministro, vamos agora a Rondonópolis no Mato Grosso, conversar com a Rádio Clube Rondonópolis, onde está Paulo Jorge. Bom-dia Paulo.
REPÓRTER PAULO JORGE (Rádio Clube Rondonópolis 930 AM / Rondonópolis - MT): Muito bom-dia a todos vocês, bom-dia Ministro Paulo Sérgio Passos, é um prazer falar aqui de Rondonópolis, através de 930 da Rádio Clube. A nossa primeira pergunta ministro é sobre a
BR-364, há o projeto da duplicação Rondonópolis até o Posto Gil, mas a princípio chegando pelo menos a Cuiabá. E a gente gostaria de saber o por que da demora, pelo menos aqui em Rondonópolis a base ainda está muito pequena, a preparação para esta duplicação, gostaria que, se pudesse passar o cronograma em relação a essa duplicação, ministro.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom-dia Paulo Jorge, é um prazer falar com você. Eu gostaria de assinalar, preliminarmente, que o estado do Mato Grosso, importante estado do Centro-Oeste brasileiro, é o estado que hoje apresenta uma extraordinária contribuição para o crescimento econômico do país, e isso tendo em vista a vasta produção de grãos que se verifica nesse estado. O estado do Mato Grosso produz hoje mais de 20 milhões de toneladas de soja, já se aproxima aí de 10 milhões de toneladas de grãos de milho, e por incrível que pareça, é um estado que não recebeu por muitos anos a atenção devida em termos de infraestrutura de transportes. Então, no que diz respeito a BR 364, em primeiro lugar nós estamos avançando e fazendo pavimentação de trechos que não eram pavimentados, e que vão servir ao estado, vão melhorar a sua infraestrutura. Em segundo lugar, nós estamos cuidando da duplicação que você mencionou, a duplicação Rondonópolis-Cuiabá Posto Gil. E qual é a nossa expectativa? A nossa expectativa é de que ainda nesse semestre façamos a licitação. É importante os ouvintes que estão nos assistindo entenderem que quando se decide fazer uma obra alguns passos preparatórios preliminares são dados, e isso envolve não somente o desenvolvimento do projeto de engenharia, a superação dos desafios ambientais e nós estamos trabalhando muito firmemente nisso e o que diferencia o governo do presidente Lula é exatamente isso, as coisas saem do papel. No passado ficavam na promessa ficavam relacionadas como declaração de intenções, de obras e projetos a serem realizados, e nada acontecia. Nós estamos trabalhando de uma maneira assim muito firme com muito compromisso e você pode ter absoluta certeza Paulo Jorge, nós estamos esse semestre ainda fazendo a licitação dessa duplicação para tocarmos ela com vigor e vontade, mais do que isso, no estado do Mato Grosso, no seu estado, nós já estamos trabalhando na pavimentação da BR 242, que é uma rodovia transversal que corta o Estado do Mato Grosso, já estamos avançando não só no trecho, não pavimentado, de Guarantã até divisa com o Estado do Pará a pavimentação da BR 163 e já estamos trabalhando na pavimentação na BR 163 no Estado do Pará até Santarém, para que? Para garantir aos produtores do Mato Grosso opções de transporte, opções para deslocamos de suas cargas de sua produção para um porto ao norte, e até mais bem localizado quando nós avaliamos os destinos das cargas para o Atlântico Norte ou para a mesmo a Europa.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta Paulo?
REPÓRTER PAULO JORGE (Rádio Clube Rondonópolis 930 AM / Rondonópolis - MT): Gostaria de fazer uma segunda pergunta ao ministro, relacionada à ferrovia. Há uma expectativa muito grande em relação à chegada dos trilhos da à cidade de Rondonópolis também porque eu me recordo que em 2002 nós cobrimos a chegada dos trilhos até Alto Taquari e de lá para cá há sempre uma promessa cada vez maior que vai chegar à Rondonópolis e ainda não chegou. Dessa vez está avançando de uma forma mais contínua. Tem também ministro já definida a data que finalmente chegará a Rondonópolis.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Veja Paulo, de fato as obras já começaram. Porque começaram? Porque o Governo Federal chamou a concessionária, sentou na mesa e estabeleceu condições, objetivos e metas a serem cumpridas dentro duelo que é sua responsabilidade e sua obrigação. Então, hoje a América Latina Logística, que é a empresa responsável pela exploração de malha nessa região, ela está com a obrigação de construir os 260 quilômetros que vão de Alto Araguaia até Rondonópolis, nós já estamos trabalhando, não na totalidade dos lotes porque ainda há lotes que dependem do licenciamento ambiental, mas este trabalho que está sendo feito, esse investimento que hoje está sendo feito, é para que nós possamos ter aí até diria para você alguma coisa como final 2011, começo de 2012 termos essa ferrovia concluída até Rondonópolis.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Esse é o programa Bom Dia, Ministro. Estamos hoje entrevistando o Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ele conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. Lembrando que a NBR, a TV do Governo Federal reapresenta a gravação dessa entrevista hoje à tarde com reprises também no sábado e no domingo. Ministro, vamos agora conversar com a Rádio Educadora 107,5 FM de Salvador, na Bahia. Sueli Diniz bom-dia.
REPÓRTER SUELI DINIZ (Rádio Educadora 107,5 FM / Salvador - BA): Bom-dia, Kátia Sartório. Quero agradecer a você e ao Ministro Paulo Sérgio Passos a participação de Rádio Educadora da Bahia nesse programa. Eu gostaria de perguntar ao senhor ministro com relação aos portos baianos, tendo em vista as nossas condições de excessos dos portos baianos quais são a vantagens que essa ferrovia de integração Oeste-Leste pode trazer para a logística dos nossos produtos?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom-dia Sueli, prazer em falar com você, como ministro dos transportes e como baiano que sou também. Eu queria dizer para você Sueli o seguinte; quando o Governo Federal pensou em estruturar uma grande ferrovia, cortando o território baiano, o fez levando em consideração basicamente o seguinte; nós já temos hoje uma região do país que tem uma notável produção de grãos, que é a região do oeste da Bahia, região de Barreiras e Luís Eduardo e que precisava ter como deslocar com eficiência as grandes tonelagens de grãos que são produzidos naquela região. Por outro lado, naquela região de Brumado e Caetité se localiza uma grande província mineral, uma área com grande aptidão para exploração de minério de ferro. E não só minério de ferro outro tipos de minerais que lá se localizam. E, é exatamente com a construção da ferrovia de integração Oeste-Leste que parte da região de Luís Eduardo e de Barreiras e vai até o litoral sul da Bahia que nós teríamos condições de fazer com que esta riqueza, importante do estado, possa ser deslocada para o litoral, para que daí ela possa ser exportada. É óbvio que quando se instala uma ferrovia com mais de mil quilômetros como é o caso da ferrovia Oeste-Leste, nós estamos criando condições para que outras atividades produtivas, outros arranjos produtivos possam se organizar. E isso vai fazer naturalmente com que esta ferrovia seja o instrumento promotor de crescimento e desenvolvimento econômico, e isso está naturalmente dentro da expectativa do desejo de todos os baianos e, é nosso desejo também.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta Sueli?
REPÓRTER SUELI DINIZ (Rádio Educadora 107,5 FM / Salvador - BA): Eu gostaria de saber senhor ministro, depois de onze anos de inicio das obras de construção do metrô de superfície de Salvador, nós tínhamos hoje a situação de que um pequeno trecho está previsto para no próximo ano entrar em operação. Nós temos inclusive os trens sobre esses trilhos sem funcionar. E gostaríamos de saber nesse momento se existe alguma previsão do Ministério dos Transportes para a continuidade do restante desse projeto, da linha de trem, e de que forma o Ministério pode interferir para que haja uma gravidade nesse prazo que sempre tem sido prorrogado.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Sueli em relação a essa pergunta eu gostaria de dizer para você o seguinte; o transporte metropolitano de pessoas não está sob a responsabilidade do Ministério dos Transportes, ele é um tema que está sob a supervisão do Ministério das Cidades, e, portanto do Ministro Márcio Fortes, meu colega de ministério. O que eu posso dizer como cidadão é que tanto quanto você, qualquer um dos que nos ouve, é o desejo de que de fato Salvador como uma cidade, com a dimensão que tem, uma grande metrópole possa estar servida um sistema de transporte de massa eficiente, e desejo que as obras avancem e esse tipo de serviço possa ser colocado à disposição da população. Agora, eu gostaria também de assinalar para você o seguinte; nós estamos fazendo uma grande obra, em pleno centro de Salvador, que é a via expressa de Salvador e como parte desse projeto nós estamos construindo um complexo viário de grande dimensão naquela região chamada Rótula do Abacaxi, todos os baianos sabem, todos os baianos conhecem, uma área responsável por congestionamentos de grandes proporções, congestionamentos diários e de desconforto para a população, e depois de 30 anos sem que ninguém tomasse atitude de fazer alguma coisa em relação a isso aí, nós, o governo do Presidente Lula, está resolvendo este que é um grande gargalo para circulação para a mobilidade de pessoas na cidade de Salvador.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom Dia, Ministro, sou Kátia Sartório e estamos com o Ministro dos transportes, Paulo Sérgio Passos. Nesse programa que é multimídia, estamos no rádio e na televisão.
Ministro, vamos a João Pessoa, na Paraíba, à Rádio 98 FM, de João Pessoa, a pergunta é de Lenilson Guedes. Bom-dia.
REPÓRTER LENILSON GUEDES (Rádio 98 FM / João Pessoa - PB): Bom-dia Kátia, bom-dia, ministro. Uma curiosidade minha, ministro, antigamente se fazia viagem de trem, de um estado para outro, hoje não é mais possível, não é viável esse projeto, ministro?
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: De passageiros, não é isso, Lenilson?
REPÓRTER LENILSON GUEDES (Rádio 98 FM / João Pessoa - PB): Exatamente, de passageiros.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom-dia. Claro que é. O Brasil no que diz respeito ao transporte ferroviário, e que investiu bastante no final do século XIX, nos primeiros... Até metade do século XX, o Brasil praticamente colocou o transporte ferroviário numa condição lateral, e eu diria que nós caminhamos na contramão do que se verificou com o resto do mundo. Os países desenvolvidos, os países hoje em mais destaque no mundo, pela sua pujança, pela sua condição econômica, todos eles usam o transporte ferroviário para o transporte de pessoas, seja no ambiente urbano, com metrôs, com soluções mais simples, como os chamados VLTs mas também usam o transporte ferroviário como opção para o deslocamento das pessoas entre regiões. Nós temos que reaprender isso, eu acho que o passo mais importante para viabilizar este tipo de opção é com essas novas linhas ferroviárias que tem traçado moderno e tem grande capacidade. Por que? Porque nelas vai ser possível se fazer deslocamento de pessoas em trens com velocidade satisfatória, a 80, 100, até mais de 100 Km/h. Hoje na malha mais antiga, a malha, sobretudo do Sul, Sudeste, na malha de bitola métrica, as possibilidades de velocidade comercial são baixas, e evidentemente é difícil você imaginar que um transporte ferroviário de baixa velocidade vá competir com o transporte rodoviário quando o ônibus pode circular tranquilamente a 80 km/h. Mas naquelas linhas de bom traçado, de boas condições, sem dúvida nenhuma, nós temos que fazer a compatibilização do transporte de cargas com o transporte ferroviário de pessoas.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta Lenilson?
REPÓRTER LENILSON GUEDES (Rádio 98 FM / João Pessoa - PB): Gostaria de saber do ministro com relação a duplicação da BR 101, a estrada de João Pessoa a Recife, se há previsão de inauguração dessa estrada?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Esse Lenilson, é um projeto prioritário do governo do Presidente Lula, para que você tenha uma ideia nós já temos hoje, na nossa agenda, do Nordeste brasileiro, partindo das proximidades de Feira de Santana no entroncamento com a BR 324 até a cidade Natal nós estamos, ou estamos em obra, ou estamos em processo licitatório, no caso processo licitatório são o trecho baiano, para que possamos ter cerca de mil quilômetros de duplicação da BR 101. No caso específico da duplicação dos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba que começaram antes, o nosso objetivo é trabalharmos para integrar a população até o final desse ano a rodovia duplicada. Isso tem um significado muito grande, você que está aí em João Pessoa sabe muito bem disso, o que isso representa, todos os amigos paraibanos que nos ouvem sabem o que isso significa em termo de dinamização e de estímulo ao potencial turístico do Nordeste brasileiro. Que é um potencial extraordinário, que tem que ser bem aproveitado e não se faz um bom aproveitamento desse capital extraordinário que nós temos que são as nossas belezas naturais sem que tenha uma infraestrutura moderna, adequada e que estimule o turista a procurar e se utilizar dos serviços o que nordeste pode oferecer e o que é mais importante, pode oferecer ao ano inteiro. Nordeste é uma região solar do Brasil, e é uma região que pode oferecer opções para o turismo durante todo ano.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom Dia, Ministro. Esse programa é produzido e coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Nosso convidado de hoje, o Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Ministro, vamos agora a Barreiras, na Bahia, à Rádio Barreiras, onde está o Lucas Vilasboas. Bom-dia Lucas.
REPÓRTER LUCAS VILASBOAS (Rádio Barreiras / Barreiras - BA): Bom-dia Kátia Sartório, Bom-dia, ministro, Paulo Sérgio Passos. As ferrovias Norte-Sul, Oeste-Leste são consideradas pelo Presidente Luiz Inácio Lula de Silva, como exemplo de momento mágico de desenvolvimento econômico vivido pelo País. Aqui na região oeste da Bahia há uma grande expectativa em relação a ferrovia Oeste-Leste. O primeiro trecho que vem de Ilhéus até Barreiras já tem prazo de execução?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Veja Lucas, é um prazer falar com você, com todos ouvintes, da Rádio Barreiras. Eu gostaria de nesse momento já está dando a notícia para você de que as obras já haviam se iniciado, nós estamos trabalhando nessa direção, o processo licitatório da construção da ferrovia Oeste-Leste já está em fase final, o nosso desejo é o de que possamos no curto, mas muito curto prazo mesmo, poder dar ordem de serviço. Nós sabemos o que isso vai significar, a presença, a construção dessa ferrovia para o oeste baiano, eu diria que um dos impactos mais imediatos que nós vamos ter em relação a isso aí é a expansão da área plantada, de soja, para que os produtores naturalmente vão se sentir mais estimulados, vão estar diante de um meio de transporte mais eficiente, meio de transporte que terá condição de oferecer fretes mais baratos, e portanto, isso tem efeito transformador, tem um efeito virtuoso sobre a economia do oeste baiano. A nossa expectativa é de ainda começar as obras de construção da ferrovia Oeste-Leste, este ano. Evidentemente nós estamos falando cerca de pouco mais de mil quilômetros, da região de Barreiras, Luís Eduardo até o litoral sul da Bahia, nas proximidades da Ilhéus, mas eu quero dizer para você que no futuro nós naturalmente vamos trabalhar para fazer a ligação dessa ferrovia a partir de Luís Eduardo até a ferrovia Norte-Sul. Por que isso? Porque esta ferrovia ela deverá também, além de atender aos baianos, ela certamente servirá de canal para escoar a produção de grãos do Centro-Oeste brasileiro. Será uma das opções para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste brasileiro. Portanto, é uma ferrovia estratégica e importante e você tem toda razão quando revela a ansiedade para que as obras logo possam ser iniciadas.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Nesse caso, dessa ferrovia, Oeste-Leste, ministro, os grupos tinham apresentados as propostas, isso já foi divulgado pela Valec ou ainda não?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: As propostas foram recebidas, nós tivemos todos 12 consórcios que se interessaram pela construção dessa ferrovia, o processo licitatório ele já está em fase final, está se concluindo aparentemente sem nenhum recurso administrativo, as coisas estão, ao que eu tenho sido informado estão caminhando muito bem e na hora que tivermos esse processo licitatório concluído vamos estar na dependência apenas da licença de instalação, que já está sendo providenciada junto ao Ministério do Meio Ambiente, um órgão competente para expedir essa licença, é o Ibama, mas todas as tratativas já há vários meses atrás, já vem sendo conduzidas de modo que nós vemos com muito otimismo a perspectiva de início das obras de construção dessa ferrovia.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, eu gostaria que você conversasse um pouquinho com a gente sobre o trabalho do DNIT na recuperação das rodovias brasileiras, inclusive eu queria aproveitar que eu já fiquei sabendo que na segunda-feira o senhor vai estar em Santa Catarina com o Presidente Lula inaugurando mais um trecho na BR 101 não é isso, Ministro?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Sem dúvida. O que eu gostaria de assinalar Kátia, é o seguinte; o Brasil levou quase duas décadas e meia de contração nos seus investimentos em transportes, com uma baixa capacidade de responder as demandas da sociedade, as demandas da economia brasileira, e hoje nós temos a felicidade, a satisfação de estarmos à frente de um ministério, que para se ter uma ideia, comparativamente nós investimos hoje, nós estamos com uma meta de execução e pagamento de obras e de serviços de engenharia que é praticamente dez vezes mais do que aquilo que se pagava no início da década. E isso se traduz em obras muito importantes, obras que foram represadas, obras desejadas pela sociedade brasileira e que não saíam do papel. Eu cito como exemplo, a duplicação da BR 101 no Nordeste brasileiro, em todo o Nordeste brasileiro. A duplicação da BR 101 no Sul do país, nos estados de Santa Catarina, e no estado do Rio Grande do Sul. Eu cito como exemplo, os investimento que fazemos para pavimentação de rodovias e áreas ricas, em áreas prósperas do território brasileiro e que não eram servidas sequer da extensão adequada de rodovias pavimentadas, é o caso do Mato Grosso, nós temos a 364, estamos fazendo a pavimentação da BR 364, a BR 242, nós estamos fazendo a pavimentação da BR 158 no Mato Grosso. E, no que diz respeito à manutenção das rodovias brasileiras, nós levamos muito tempo com um subinvestimento no que se diz a respeito a manutenção das rodovias. E, é por isso que brasileiros reclamavam tanto, é porque não se investiam o que era necessário investir. Hoje temos a tranquilidade de dizer que a malha brasileira como um todo ou ela está sendo objeto de algum contrato de recuperação de seu pavimento ou ela está sendo objeto e de algum contrato de restauração pesada ou ela tem contratos de conservação, de modo aqui não se deixem nenhum trecho sem atenção devida.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, vamos agora a Rádio Cultura de Maringá, no Paraná. Eles estão ao vivo conosco não é isso Antônio Marcos? Bom-dia.
REPÓRTER ANTÔNIO MARCOS (Rádio Cultura / Maringá - PR): Alô. Bom-dia. Estamos ao vivo aqui no jornal da cultura, pela Rádio Cultura, de Maringá. Gostaria de perguntar ao Ministro dos Transportes, o Paulo Sérgio Passos, a respeito, em Maringá, ministro, fala-se em voltar o trem de passageiros, há mais de 30 anos que está paralisada aqui na cidade. Isso realmente pode acontecer ministro?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Sem dúvida, nós, como já tive a oportunidade há pouco de assinalar, nós temos no Ministério dos Transportes um programa que é voltado ao transporte regional de pessoas por intermédio da ferrovia. Hoje, os estados ou as regiões que tenham o interesse nesse tipo de transporte podem se dirigir ao Ministério dos Transportes apresentar as suas propostas em relação à utilização de segmentos ferroviários para o transporte de pessoas e, evidentemente, naqueles casos onde se identificam a viabilidade para este tipo de transporte, essa iniciativa conta com o apoio do Ministério dos Transportes. Mas eu dizia também, que o que vai estimular definitivamente o uso do transporte ferroviário de passageiros é o investimento que nós estamos fazendo para expansão da malha ferroviária. Esses investimentos na expansão de malha significam a construção de ferrovias em bitola larga, a construção de ferrovias com rampas e raios de curva mais modernos e naturalmente, nesses trechos que permitem o deslocamento de velocidades comerciais maiores, é possível e, naturalmente vai ocorrer um grande estímulo para que tanto quanto a utilização desses trens ferroviários para cargas, os trechos possam ser também utilizados para o transporte de pessoas.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Antônio Marcos, você tem outra pergunta?
REPÓRTER ANTÔNIO MARCOS (Rádio Cultura / Maringá - PR): Gostaria, como estamos ao vivo, que o ministro falasse a respeito, nós teremos a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, como estão os preparativos para os transportes dos turistas que virão visitar o nosso país?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Veja, no que diz respeito ao Ministério do Transportes, em todos aqueles investimentos que têm alguma conectividade com a mobilidade de pessoas nas cidades que deverão sediar a Copa do mundo, nós estamos atentos e estamos promovendo esses investimentos, mas essa é uma tarefa que envolve múltiplos atores. Aí, nós temos ministérios importantes que vão seguramente trabalhar para fazer os investimentos que assegurem a mobilidade das pessoas na área urbana como o Ministério das Cidades, nós temos o próprio Ministério dos Esportes, enfim, cada um com a cobertura de sua área de responsabilidade, de modo que país possa e seguramente nós faremos, oferecer ao mundo um evento como será a Copa de 2014, com um alto grau de organização e eu tenho certeza de que o Brasil fará bonito e nós faremos, de fato, daremos um bom exemplo aí para o mundo, de como organizar uma boa festa.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada à Rádio Cultura de Maringá no Paraná que participou ao vivo conosco dessa rede. Ministro, vamos agora a Porto Velho em Rondônia à Rádio Caiari, onde está Cristiane Lopes. Bom-dia, Cristiane.
REPÓRTER CRISTIANE LOPES (Rádio Caiari de Porto Velho - RO): Bom-dia a todos, bom-dia ao Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio e a nossa pergunta é a seguinte: Quando que realmente a duplicação da BR 364 será finalizada principalmente aqui no estado de Rondônia. Bom-dia.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom-dia Cristiane, é um prazer falar com você. Nós estamos hoje trabalhando na BR 364 em vários estados brasileiros. Você que está aí em Rondônia certamente deve ter informação de que nós estamos fazendo a pavimentação da BR 364 no estado do Acre, é uma rodovia de integração naquele estado e evidentemente aí, na sequência, nós temos Rondônia e Mato Grosso. Nós estamos, evidentemente, nessa atividade voltada para a ampliação de capacidade, nós estamos focando, prioritariamente, aqueles trechos que apresentam volumes de tráfego mais elevados, e assim nós fazemos duplicações nas cidades, fazemos adequação de capacidade, você mesmo é testemunha do investimento, o grande investimento feito pelo Governo Federal, na adequação de capacidade, no trecho entre Candeias do Jamari e Unir. Nós temos segmentos importantes no estado do Mato Grosso, que já impõem a necessidade de duplicação e aí em Rondônia nós vamos avançando na direção de fazermos aquelas melhorias que se apresentem como necessárias e essas melhorias é aquilo que nós chamamos de adequação da capacidade de rodovia, que é o quê? É a construção de terceiras faixas nas pistas ascendentes, é a realização de investimentos para propiciar uma travessia urbana adequada e aí, gradualmente, nós vamos fazendo os benefícios que vão sendo percebidos pela população e pelos usuários, sejam eles no uso de veículos de passageiro, seja no uso de veículos de carga.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Esse é o programa Bom Dia, Ministro, sou Kátia Sartório estamos hoje entrevistando o Ministro dos Transportes. Ministro, vamos agora conversar com a Rádio Nacional AM de Brasília onde está Luciano Barroso. Bom-dia, Luciano. Daqui a pouco a gente tenta conversar com a Rádio Nacional de Brasília. Vamos agora, então, à Marabá, no Pará, à Rádio Clube de Marabá. Chagas Filho, bom-dia.
REPÓRTER CHAGAS FILHO (Rádio Clube de Marabá - PA): Bom-dia, Kátia Sartório. Bom-Dia, Ministro. De Marabá de onde estou até a cidade de Itaituba são mil quilômetros pela Rodovia Transamazônica, nesse período de verão amazônico, que a gente denomina aqui, essa viagem demora dois dias, debaixo de muita poeira, e no inverno são seis dias enfrentando muitos atoleiros. Eu pergunto, então: Porque sempre foi tão difícil para os governos asfaltarem a Rodovia Transamazônica pelo menos nesse período aqui e quais são os planos concretos do Governo Federal para asfaltar entre Marabá e Itaituba.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom-dia, Chagas Filho, é uma prazer falar com você. Eu respondo diretamente a sua pergunta para lhe dizer o seguinte: A pavimentação da BR 230 Transamazônica e que você com justa razão apresenta aí a demanda e até a busca da explicação porque ela não foi... Não foi porque os governos não levaram isso como prioridade, não tomaram isso como prioridade e o governo do Presidente Lula assumiu isso, e de tal forma que, hoje, já temos diversos segmentos que já estão em obras com a pavimentação já para ser executada. Por exemplo, se nós tomarmos aqui entre Altamira e Medicilândia, cerca de 85 quilômetros, nós já estamos começando esse pavimentação. Além disso, nós já seguimos na direção de Anapu e mais adiante mais 105 quilômetros, de tal forma que se possa fazer a ligação pavimentada de Marabá até Rurópolis. Este é o nosso objetivo. E você pode estar certo de que, neste ano, nós vamos já estar com várias frentes, vários lotes de trabalho. Hoje nós já temos três lotes iniciando as atividades de pavimentação na região da Transamazônica. Nós vamos aumentar isso e por quê? Porque estamos trabalhando de forma diuturnamente, de forma muito cuidadosa, procurando superar as dificuldades, procurando atender as exigências de caráter ambiental e, feito isto, nós podemos assegurar que aquilo que foi prometido, aquilo que sempre foi colocado como intenção e que nunca saiu do papel agora vai sair porque nós estamos trabalhando e já com empresas contratadas para fazer a pavimentação.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Chagas filho?
REPÓRTER CHAGAS FILHO (Rádio Clube de Marabá - PA): Ministro, a rodovia estadual PA 150 foi federalizada, ela virou BR 155. A esperança dos moradores aqui da região é de que, finalmente, essa rodovia receba investimentos, enfim, quando isso deve acontecer já que é uma rodovia que tem muitos buracos, não tem acostamento e tem pontos precários que facilitam a ocorrência de acidentes e até de assaltos.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Chagas, você deve estar falando, provavelmente, da BR 155 trecho entre Redenção e Marabá.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: É isso, Chagas?
REPÓRTER CHAGAS FILHO (Rádio Clube de Marabá - PA): Exatamente.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: São 344 quilômetros, nós vamos fazer, isso já está previsto no PAC 2 e a nossa ideia é de trabalharmos nesses 344 quilômetros, fazemos investimentos que estão estimados em 280 milhões de reais para que se possa, de fato, resolver o problema dessa rodovia.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, o senhor esteve em Tucuruí, na eclusa de Tucuruí, na semana passada, com Miriam Belchior, não foi isso?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Estive. Esta é uma obra que vem se arrastando há quase 30 anos, o sistema de transposição do desnível que ocorre ali aonde se localiza a Barragem de Tucuruí, no Rio Tocantins, o governo do Presidente Lula direcionou recursos, quase um bilhão de reais para que nós possamos e é nosso desejo e tenho certeza de que nós vamos materializar esse desejo, nós queremos fazer com que o presidente possa fazer a transposição do desnível agora neste próximo mês de novembro. Portanto, é uma obra que uma vez concluída vai propiciar um estímulo à utilização do Rio Tocantins que sem dúvida nenhuma, se apresenta como um grande corredor que pode e deve ser utilizado pela atividade econômica por aqueles que desenvolvem atividades produtivas e que necessitam fazer, deslocar as suas cargas e agora poderão fazer isso com base na utilização desse rio.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Só lembrando aos ouvintes que eclusa é uma forma de facilitar a navegabilidade, não é isso?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Exatamente. A eclusa é o dispositivo de engenharia que permite vencer desníveis que de outra forma não poderiam ser transpostos e assegurar uma navegação contínua ao equacionar a forma de transposição desses desníveis.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, ministro. Vamos agora ao Rio Grande do Sul, à Rádio Furg FM Rio Grande onde está Sheron Nicolette. Bom-dia, Sheron.
REPÓRTER SHERON NICOLETTE (Rádio Furg FM / Rio Grande - RS): Bom-dia, Kátia. Bom-dia, Ministro, Paulo Sérgio Passos, falo aqui da Universidade Federal do Rio Grande, cidade esta que vem crescendo muito, principalmente com a expansão do nosso polo naval, que logo logo irá se consolidar ainda em janeiro deste ano, e então dentro disso tudo, a perspectiva é que se dobre o tamanho da população da cidade e também aumente o escoamento de cargas, justamente aqui também pelo nosso porto que já é uma realidade hoje, o escoamento de cargas muito grande justamente por rodovias. Nós temos aqui ligando... A única saída da cidade seria a rodovia BR 392, que hoje a gente já começa a ver as obras de duplicação dessa rodovia através de PAC, uma obra que já está em andamento, uma obra grande que já está em andamento, ligando a cidade de Rio Grande à cidade de Pelotas. Porém, a gente não vê essa ampliação da malha ferroviária se estender aqui para o sul do nosso país. Queria, então, perguntar para o nosso ministro dessa realidade da malha ferroviária daqui, que hoje em dia existe sim, só que ela é realmente uma malha ferroviária reduzida perante o que poderia ser, então que a gente utiliza apenas o escoamento de toda a nossa produção aqui do Porto do Rio Grande através de BR 392.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom-dia Sheron, eu iniciaria registrando o fato de que o governo do Presidente Lula tem tratado o estado do Rio Grande do Sul com grande carinho, com uma grande atenção, e você mesma numerou o polo naval em plena expansão aí no estado, a duplicação da BR 392 ligando Pelotas à Rio Grande, mas eu diria que nós temos outros grandes investimentos, a duplicação da BR 101 no estado do Rio Grande do Sul, nós temos inúmeros investimentos em pontes, em viadutos, na construção de complexos viários, na BR 116 entre Dois Irmãos e Gravataí, nós temos um grande investimento que está sendo feito ligando Porto Alegre a Sapucaia, ali na chamada BR 448, são cerca de 23 quilômetros, nove dos quais vão ser duplicados e treze vão ser triplicados, e isso traz para o estado uma condição de modernização da sua infraestrutura. Naquilo que diz respeito à área ferroviária nós temos em mente, muito claramente, o fato de que é absolutamente necessário que se estude o prolongamento da Ferrovia Norte-Sul, já que nós vamos levá-la até o interior de São Paulo, do interior de São Paulo até o porto de Rio Grande. Isso significa e eu tenho certeza que os estudos de viabilidade que faremos vão dar um resultado muito positivo, isso significa um investimento de impacto, um investimento transformador para o estado do Rio Grande do Sul. E nós acreditamos nisso e achamos que esse investimento é fundamental para o estado.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, ainda em Rio Grande do Sul, agora em Porto Alegre, a Rádio da Universidade UFRGS, a Rejane Salvi está lá. Bom-dia, Rejane.
REPÓRTER REJANE SALVI (Rádio da Universidade (UFRGS) / Porto Alegre - RS): Bom-dia, Kátia. Bom-dia, Ministro. Ministro, segundo pesquisas do Dieese, o salário mínimo no país, hoje, deveria ser de R$ 2.023,00 para suprir as necessidades básicas. Nós temos visto e ouvido os candidatos em campanha desde deputado estadual até a presidente o nome da necessidade de investir em áreas de saúde, principalmente, educação, segurança e moradia. Como que o Ministério consegue justificar a importância de aplicar este valor, de 5 bilhões e meio de reais na construção de uma ferrovia que é um corredor de transporte comercial?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bem, eu respondo a sua pergunta, Rejane, lhe dizendo o seguinte: Quando nós falamos em crescimento econômico, nós falamos em geração de emprego, geração de oportunidades, estímulo à atividade produtiva e quando nós fazemos uma investigação, uma verificação em todos os países que deram certo no mundo, o que nós vamos verificar? É que eles, sem exceção, investiram e investiram muito pesadamente em infraestrutura de transportes. O que significa? Investiram muito em rodovias, investiram muito em ferrovias, investiram muito em portos e investiram em hidrovias, quando se trata, evidentemente, de algum país que tenha uma malha hidroviária aproveitável e investiram muito também nos seus sistemas de transporte para a mobilidade urbana. Não há como se pensar em desenvolvimento com gargalos, não há como se pensar em crescimento econômico com a infraestrutura de transportes significando um fator de restrição, de constrangimento, porque sabe o que isso representa? Representa um freio ao desenvolvimento, portanto, quando você fala que é importante investir em educação, sim, é importante investir em educação, quando você menciona investir em saúde, sim, é importante investir em saúde e eu digo, também é importante, sim, investir infraestrutura, essas coisas não são excludentes, elas são complementares.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, eu gostaria muito de agradecer, Ministro Paulo Sérgio Passos, a sua participação no programa Bom Dia, Ministro.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Kátia, foi uma satisfação estar aqui presente, falando para todos os ouvintes das rádios que estiveram conosco compartilhando esse encontro, dessa amanhã, e dizer da minha alegria em estar aqui e levando um pouco de informação sobre o trabalho, aquilo que nós fazemos, o empenho que o Ministério dos Transportes tem em relação à modernização, à qualificação de infraestrutura do país porque nós temos certeza de que todo esse esforço que o governo do Presidente Lula faz é um esforço que tem como objetivo maior o bem-estar de todos os brasileiros.
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, ministro e a todos que participaram conosco dessa rede, o meu muito obrigada é até o próximo programa.