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Arquivos: 09/12/10 Transcrição


APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas, e começa, agora, mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro. O programa tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje, no programa, o Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Bom dia, ministro, seja bem-vindo.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom dia, Luciano.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Prazer recebê-lo aqui, conosco.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: É um prazer, também.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: No programa de hoje, o ministro falará das ações do governo federal no setor de transportes, com destaque para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, que investiu na expansão da malha ferroviária, recuperação, modernização e ampliação do modal rodoviário, além dos investimentos crescentes nas hidrovias do Brasil. O Ministro Paulo Sérgio Passos começa, agora, a conversar com âncoras de emissoras de rádio todo país. E a primeira participação vem de Rio de Janeiro, da Rádio CBN, Márcia Arroyo. Bom dia, Márcia.
REPÓRTER MÁRCIA ARROYO (Rádio CBN / Rio de Janeiro - RJ): Olá! Bom dia, Luciano. Bom dia, ministro. Ministro, desde criança, a gente houve falar da Ferrovia Transnordestina. Eu queria saber como é que andam as obras dessa ferrovia?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Márcia, bom dia. Bom dia, ouvintes da Rádio CBN do Rio de Janeiro. Eu tenho boas notícias em relação à Ferrovia Transnordestina. Hoje, nós estamos com uma grande mobilização na construção dessa ferrovia, que partindo da cidade de Eliseu Martins, no interior do Piauí, vai até Salgueiro, em Pernambuco, e de lá se bifurca, seguindo na direção dos portos de Suape, em Pernambuco, e Pecém, no estado do Ceará. Hoje, nós estamos com cerca de 11 mil homens trabalhando freneticamente na construção dessa rodovia. Portanto, é uma mobilização de grandes proporções, e a nossa expectativa de que estejamos, tanto quanto este ano, trabalhando no próximo ano, para que, em 2012, possamos tê-la concluída, pelo menos, no segmento que vai de Eliseu Martins até o porto de Suape. Na sequência, nós teremos a conclusão do trecho que vai de Salgueiro até Pecém.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Márcia?
REPÓRTER MÁRCIA ARROYO (Rádio CBN / Rio de Janeiro - RJ): Só mais uma pergunta, ministro. Aproveitando, como é que anda o processo das obras do trem-bala, que vai ligar Rio de Janeiro a São Paulo?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Esse é um projeto importante, um projeto de grande envergadura, ele vem introduzir um novo modo de transporte na ligação entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. É um trem que vai propiciar condições para que a ligação entre o Rio de Janeiro e São Paulo se faça em 90 minutos, portanto, uma hora e meia. Nós estamos com o processo licitatório em curso, já com demonstração de interesse por parte de concorrentes. O governo, recentemente, havia... Que tinha estabelecido prazo para recepção das propostas no final do mês de novembro, e com o leilão previsto para dia 16 de dezembro, entendeu que era conveniente fazer uma dilatação nesse prazo. Isso levando em conta a manifestação de interesse tanto de grupos estrangeiros como das grandes construtoras brasileiras que, pelo fato de estarem realizando estudos, pediram um pouco mais de tempo até que esses estudos pudessem ser concluídos e lhes dessem condição de fazer uma avaliação mais precisa em relação ao seu interesse para participar da competição, pela construção desse projeto. E nós entendemos que essa era uma solicitação que deveria merecer acolhida do governo, adiamos o prazo de recepção das propostas para abril de 2011 e com isso esperamos que, no mês de abril, possamos ter tanto o prazo final para recepção das propostas como o próprio leilão. Nós estamos certos de que a implantação desse trem vai trazer para a população de toda essa região de Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, região mais rica do país, um meio de transporte seguro, rápido, eficiente, regular. Um trem de alta velocidade não depende de condições atmosféricas para partir da sua estação de origem até a estação de destino, como, por exemplo, acontece com os aviões. Além disso, nós estamos falando de um modo de transporte extremamente confortável e, além do mais, ele vem a se somar e a se oferecer como opção de transporte, tendo-se em consideração o fato de que o transporte que se realiza, hoje, entre os aeroportos centrais das duas cidades, Rio de Janeiro e São Paulo – falo aqui entre os aeroportos de Santos Dumont e de Congonhas –, se dá com base numa escala de viagem que tem limitações. O trem não tem esse tipo de limitação e, portanto, ele vem a contribuir, inclusive, para resolver o problema de saturação nas possibilidades do transporte aéreo, na chamada ponte aérea, como também daquele fluxo que hoje se observa e que será crescente na Rodovia Presidente Dutra.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E, agora, a participação da Rádio Guaíba, de Porto Alegre com Marjulie Martine. Marjulie, bom dia.
REPÓRTER MARJULIE MARTINE (Rádio Guaíba / Porto Alegre - RS): Bom dia. Bom Dia, ministro. Tudo bem?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom dia, Marjulie.
REPÓRTER MARJULIE MARTINE (Rádio Guaíba / Porto Alegre - RS): Bem, primeiramente, eu gostaria de fugir um pouquinho do tema central. Mas a gente tem uma polêmica, aqui, no Rio Grande do Sul, que é com relação à devolução das estradas pedagiadas, que são do governo federal, mas que estavam sob o domínio do governo estadual. O governo federal, enfim, decidiu aceitar de volta essas estradas pedagiadas, que foram devolvidas pelo governo gaúcho, mas, agora, o Piratini fala em incoerência do Partido dos Trabalhadores, também do governo Lula, e fala, ainda, que a polêmica não foi resolvida antes por questões eleitorais. O senhor, como ministro dos Transportes, como é que vê essa pendenga, como a gente fala, aqui, no Rio Grande do Sul?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: É, o governo do estado do Rio Grande do Sul, formalmente, manifestou seu interesse em denunciar o convênio entre o governo do estado e o governo federal. Esse convênio... Foi com base nesse convênio que o governo do Rio Grande do Sul pôde organizar as concessões nos diversos polos no estado do Rio Grande do Sul, todos os gaúchos conhecessem e sabem disso. Quando houve essa manifestação de interesse da parte do governo do estado, o Ministro Alfredo Nascimento, que estava como titular do Ministério dos Transportes, teve a oportunidade de fazer diversas correspondências endereçadas à governadora do estado, colocou muito claramente as condições e requisitos que o governo federal entendia como importantes para dar sequência a esse tema. Eu, posteriormente, quando assumi o Ministério dos Transportes, fiz uma correspondência à governadora do estado, propondo que fossem indicados servidores qualificados do governo do estado do Rio Grande do Sul, para fazerem parte de uma comissão que eu estava constituindo, para que esta comissão pudesse fazer todo o levantamento, toda a apuração de condição física das estradas, todo o levantamento, inclusive, dos passivos alegados pelo governo do estado do Rio Grande do Sul. E eu dizia, naquela época, que quando se pede ao governo federal um conjunto de rodovias, e na hora que se pretende denunciar... E, principalmente, levando-se em conta o fato de que por trás desse convênio firmado há inúmeros contratos firmados com concessionárias, isso não é como quando você aluga um apartamento, vai numa locadora, pega as chaves, passa a morar e na hora que você resolve encerrar o contrato, você passa na porta da locadora, joga a chave e vai embora. Não é assim. Essas coisas têm que ser tratadas com absoluta serenidade, essas coisas precisam ser tratadas com absoluta responsabilidade. O estado alega que tem um imenso passivo e nós queremos é exatamente isso. Nós queremos sentar, discutir, apurar, e para isso que foi constituída uma comissão que está trabalhando e vai apresentar o seu relatório, ao final do seu trabalho. Independentemente disso, eu devo manter entendimento com o governador eleito, que dentro de próximos dias já será o titular do governo do estado, para que possamos, diferentemente do que aconteceu até este momento, estabelecer a melhor base de entendimento e de conversação. Espero que, após a conclusão dos trabalhos da comissão, e até tendo em vista o que eu acabo de falar, a interlocução que pretendemos fazer com o governo do estado do Rio Grande do Sul, por meio do governador eleito, que logo, a partir de 1º de janeiro estará à frente do executivo do estado, possamos dar a melhor sequência, possamos dar a melhor resolução para esta questão que você colocou.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta?
REPÓRTER MARJULIE MARTINE (Rádio Guaíba / Porto Alegre - RS): Certo. Mas, então, houve uma negociação diferenciada com o governador? O governador propôs para o governo federal um novo modelo de pedágio no Rio Grande do Sul? Como é que foi essa interlocução para que se existisse, agora, o diálogo, e antes não existisse? Qual foi o fator preponderante para que se pudesse fazer, então, para o que o governo federal aceitasse de volta?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Eu ainda não estive reunido com o governador. Nos próximos dias é que nós teremos oportunidade de conversar sobre o tema.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Marjulie?
REPÓRTER MARJULIE MARTINE (Rádio Guaíba / Porto Alegre - RS): Só uma perguntinha. Com relação a BR 101, ela deve ser inaugurada, agora, pelo Presidente Lula, dia 16.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Sim. Sem dúvida--
REPÓRTER MARJULIE MARTINE (Rádio Guaíba / Porto Alegre - RS): Mas eu pergunto: 100km/h ou 110km/h como havia, inclusive, sido cogitado, e até colocado no radar da Polícia Rodoviária Federal, uma semana atrás?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Marjulie, em primeiro lugar, é uma grande satisfação para nós estarmos entregando à população gaúcha os cerca de 90 quilômetros, em torno de 80, 90 quilômetros de duplicação da Rodovia BR 101, no estado do Rio Grande do Sul. Essa foi uma obra que foi prometida, chegou-se, no passado, até ordem de serviço, e não aconteceu absolutamente nada. O presidente Lula prometeu, nós construímos a estrada e, com a presença dele, vamos estar entregando à população. E o que eu queria lhe dizer, sobre a velocidade de limite regulamentar que deve ser observada, é de 100km/h. Na verdade, quando nós desenvolvemos o projeto de engenharia de uma estrada, ele vem com todos requisitos técnicos, com todos aspectos que estão ligados à esfera construtiva, mas ele também pressupõe e já define quais são as velocidade adequadas, as velocidades que podem propiciar, ao usuário, condição de bom desempenho, na sua circulação, circulação de rodovia, assim como condições de segurança. A velocidade é de 100 Km/h.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Esse é o programa Bom Dia, Ministro, hoje, com o Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que conversa, ao vivo com âncoras de emissoras de rádio de todo país. Nós vamos, agora, a Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com a participação da Rádio Mega 94 FM, Roberto Costa. Bom dia, Roberto. Alô, Roberto, bom dia. Estamos tentando contato com Campo Grande. Enquanto isso, vamos a Belo Horizonte. Da Rádio Itatiaia, fala Alessandra Mendes. Alô, Alessandra, bom dia.
REPÓRTER ALESSANDRA MENDES (Rádio Itatiaia / Belo Horizonte - MG): Bom dia, Luciano. Bom Dia, Ministro. Minas tem, hoje, grandes expectativas do governo federal para a realização de três grandes obras vitais: o anel rodoviário, o metrô e a BR 381. A BR 318, em especial, por causa das mortes registradas todos os dias. Já há uma boa notícia, ministro, com relação a essas obras, para os mineiros?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Sem dúvida, eu não vou mencionar, não vou fazer comentários acerca do metrô, porque esse é um tema que está afeto ao Ministério das Cidades, mas quanto às duas outras obras, tanto o anel rodoviário de Belo Horizonte, quanto a BR 381, tenho boas notícias, sim. Em relação ao anel rodoviário de Belo Horizonte, nós havíamos recebido um projeto de engenharia que foi disponibilizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. Examinando mais detidamente este projeto, nós observamos que ele é pendente de alguns ajustes, além do que ele não contempla alguns aspectos fundamentais do anel rodoviário de Belo Horizonte, como acesso à rodoviária, articulação com a BR 040. O que nós estamos fazendo? Nós estamos decompondo esse projeto, e naquilo que diz respeito a um conjunto de viadutos, obras de arte, que fazem a diferença que vão propiciar uma condição muito mais confortável para a população da área metropolitana de Belo Horizonte, nós já vamos tratar de providenciar as condições para fazermos a licitação dessas obras, o que deverá ocorrer, na nossa expectativa, ainda no primeiro semestre de 2011, de modo que, em 2011, já começaremos a ter obras do anel em execução. Além disso, nós vamos complementar o projeto de engenharia com aqueles itens que são importantes, são relevantes. Eu citava, aqui, o acesso à rodoviária, a articulação com a BR 040, o aspecto relacionado ao remanejamento, reassentamento daquelas pessoas que terão que mudar as suas casas, a partir das desapropriações que serão realizadas. Mas o que é importante é que, em 2011, nós já teremos início de obras e, evidentemente, já a partir da complementação do projeto, iremos fazer as outras intervenções não previstas no projeto original, como também toda a intervenção na extensão de cerca de 30 quilômetros de pavimento do anel rodoviário de Belo Horizonte. No que se refere à BR 381, o governo trabalhou durante algum tempo com a ideia de que seria feita uma concessão no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares. Posteriormente, o presidente Lula tomou a decisão de que faríamos os investimentos necessários, a duplicação da BR 381, como obra pública. E, a partir daí, desenvolveram-se os projetos de engenharia dos diversos lotes, de tal forma que nós já teremos, agora, em dezembro, dos oito lotes, nós já teremos parte deles concluídos, agora, em dezembro, o que nos possibilitará fazer licitação e já começar obras na duplicação da BR 381, em 2011. Essa é a melhor resposta que o governo pode dar à população mineira, sobretudo, a população que se beneficia dessa rodoviária pode estar segura de que, durante todo esse tempo, nós não estivemos parados, nós estivemos trabalhando, desenvolvendo os projetos de engenharia, para podermos sair do papel e transformar em realidade aquilo que é, com justa causa, um desejo muito forte da população mineira.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Alessandra?
REPÓRTER ALESSANDRA MENDES (Rádio Itatiaia / Belo Horizonte - MG): Não, muito obrigada, Luciano. Muito obrigada, ministro.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Um abraço.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Nós agradecemos a sua participação. Agora, sim, refizemos contato com Campo Grande, Mato Grosso do Sul. De lá, fala Roberto Costa, da Rádio Mega 94 FM. Alô, Roberto, bom dia.
REPÓRTER ROBERTO COSTA (Rádio Mega 94 FM / Campo Grande - MS): Bom dia. Eu gostaria de saber do ministro em relação a Mato Grosso do Sul, porque aqui, em Mato Grosso do Sul, a BR 163 é considerada a rodovia da morte. Lamentavelmente, os acidentes estão acontecendo, ministro, e o que se pensa para resolver, minimizar ou até melhorar esse problema seria a duplicação da rodovia. O Ministério tem alguma coisa, nesse sentido, para Mato Grosso do Sul?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom dia, meu caro. Em relação a BR 163, de fato, nós temos consciência da sua importância, do alto fluxo de veículos que circula por esta rodovia. Hoje, nós estamos atuando não só na recuperação de toda a malha do Mato Grosso do Sul, e a população tem clara consciência da melhora do estado geral da malha, mas estamos trabalhando em obras como a pavimentação da BR 359, entre o entroncamento com a 163 e Alcinópolis. Estamos trabalhando na construção do anel rodoviário de Campo Grande. Estamos com a licitação concluída para as obras da ponte sobre Rio Paraná, em Três Lagoas. Mas você tem razão quando fala da necessidade de melhorar, qualificar a BR 163, no estado. E é, sim, do nosso interesse, trabalharmos nisso, desenvolvermos os projetos, para que possamos, na sequência, dar atenção naquilo que concerne à adequação da capacidade da BR 163.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Roberto?
REPÓRTER ROBERTO COSTA (Rádio Mega 94 FM / Campo Grande - MS): A duplicação da BR, ministro, está incluída no orçamento de 2011?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Eu não estou com esses elementos aqui, deixe-me... Eu vou ficar lhe devendo essa informação, meu caro, porque não estou com ela aqui, em mãos. Mas, seguramente, nós vamos lhe telefonar e lhe dar, em detalhes, a informação em relação a valores e o que está consignado em favor da BR 163.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Nós estamos entrevistando o Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, nosso convidado de hoje no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pela EBC Serviços. E, agora, vamos Anápolis, Goiás, da Rádio São Francisco 670 AM. Nilton Pereira fala conosco.
Bom dia, Nilton.
REPÓRTER NILTON PEREIRA (Rádio São Francisco 670 AM / Anápolis - GO): Bom dia, Luciano. Bom dia ao ministro, também. Olha, a nossa região, certamente, é uma das mais bem contempladas, no governo Lula, na questão viária. Nós fizemos, aqui, a formatação do anel viário da cidade, que desafogou muito, melhorou muito o fluxo, inclusive com a construção de pontes, viadutos, e a pista ficou, realmente, muito boa. Além, é claro, de ser em Anápolis, aqui, o marco inicial da Ferrovia Norte-Sul. Agora, ministro, há um pleito de todos nós, aqui, não só dos anapolinos, mas usuários de BR 153, BR 060, quanto à construção de um viaduto para o acesso ao distrito agroindustrial de Anápolis, que é o maior distrito industrial do Centro-Oeste, o senhor sabe disso.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Sim.
REPÓRTER NILTON PEREIRA (Rádio São Francisco 670 AM / Anápolis - GO): E temos congestionamentos imensos, problemas sérios, acidentes. O senhor tem conhecimento desse problema? E existe, de parte do Ministério, alguma providência, no sentido de se fazer esse viaduto?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Nós temos, sim. Veja que quando nós fazemos essas intervenções, esses melhoramentos com pavimentação, duplicação, naturalmente vêm à tona demandas que são demandas importantes e que, naturalmente, têm que entrar na nossa agenda. Aí no Estado de Goiás, independentemente das duplicações que temos feito, das intervenções de contorno, nós temos demandas em relação à construção de obras viárias e construção de viadutos, e já estamos trabalhando nisso. Então, esteja certo de que este é um tema que estará sendo considerado pelo Ministério dos Transportes, até pela importância que ele tem na articulação da rodovia com o Centro Industrial.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Nilton?
REPÓRTER NILTON PEREIRA (Rádio São Francisco 670 AM / Anápolis - GO): Não, apenas um complemento a respeito, inclusive, da BR-153, da Belém-Brasília, porque Anápolis, com toda certeza, o canal para a entrada e saída ao norte do estado e norte do país, consequentemente, da Belém-Brasília, é quanto à preocupação de todos nós a respeito da conservação da BR. Nós sabemos que o Ministério tem se preocupado, tem feito algumas intervenções importantes. Que garantia o senhor pode dar, Ministro, para os usuários dessa rodovia, principalmente nessa época, no período chuvoso, de que teremos um trânsito e um tráfego seguro?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Veja, o governo federal tem trabalhado e investido de forma crescente na manutenção da malha rodoviária federal. O que isso significa? Significa que os usuários, hoje, têm uma condição de trafegabilidade que é muitas vezes melhor do que aquela que ocorria há alguns anos atrás. E nós, até pelo fato de estarmos crescendo os investimentos, com obras de recuperação funcional das estradas, com a realização de intervenções pesadas quando necessário, nós estamos, por isso mesmo, seguros de que esse patamar mais elevado de investimentos para manter as rodovias, ele vai continuar. E assegurando, como estamos assegurando, os recursos necessários para garantir essa condição de trafegabilidade, a população pode ter certeza de que vai ter estradas - não só no Estado de Goiás, mas em todo o Brasil - em boas condições de tráfego, em boas condições de circulação. Quando nós temos alguma situação ainda não resolvida, onde se observa algum problema de comprometimento ou degradação no pavimento, significa que nós já estamos fazendo a licitação para colocarmos uma empresa no trecho, no local, para dar respostas. Nós estamos certos de que a BR-153, a chamada Rodovia Transbrasiliana, vai contar, como já está contando, com todas as condições para que, em toda a sua extensão, o tráfego possa ser realizado com segurança e nas melhores condições.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Você está ouvindo o programa Bom Dia, Ministro, hoje, recebendo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. A EBC Serviços disponibiliza o sinal desta entrevista para todas as emissoras de rádio do país, no mesmo canal, via satélite, no canal da Voz do Brasil. O áudio da entrevista também é disponibilizado, hoje, ainda pela manhã, na página da Secretaria de Imprensa da Presidência da República na internet. O endereço é: www.imprensa.planalto.gov.br. Vamos à cidade de Santo Antônio de Jesus, na Bahia. Da Rádio Andáia FM, fala Léo Valente. Bom dia, Léo.
REPÓRTER LÉO VALENTE (Rádio Andáia FM / Santo Antônio de Jesus - BA): Muito bem. Muito bom dia. Bom dia ao Ministro. Bom dia aos amigos ouvintes. Rádio Andáia FM, aqui de Santo Antônio de Jesus. Bom, Ministro, a minha pergunta é em relação a esses pedágios. Nós tivemos, recentemente, inaugurados na BR-116, esse trecho que liga Feira de Santana a uma saída, ali, para Vitória da Conquista, e, agora, na BR-324, está sendo construído também. Essa é uma tendência nas nossas BRs, nas nossas rodovias, para nós termos estradas boas, de boa qualidade e bem conservadas? Há uma tendência de pedágios, de uma espécie de privatização das nossas estradas em todo o país?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Veja, a iniciativa privada, quando atuando em parceria com o governo federal, ela é muito bem-vinda. Evidentemente, em alguns segmentos da malha rodoviária federal, o governo optou por fazer com que esses segmentos viessem a ser transferidos à responsabilidade da iniciativa privada, em regime de concessão, naqueles trechos com alto fluxo de tráfego e, evidentemente, dentro de alguns pressupostos que o governo não abre mão. Pressupostos esses, como: primeiro, que os concessionários assegurem uma excelente condição para as estradas que receberam para cuidar; segundo, que isso se faça de forma absolutamente módica no que diz respeito às tarifas; terceiro, que o usuário possa sentir e perceber que recebe um serviço de boa qualidade. Isso, entretanto, não pode ser aplicado a toda a extensão da malha rodoviária brasileira e, aqui, no caso, especificamente, da malha rodoviária baiana. Por isso que, embora tenhamos a BR-324 e 116, no Estado da Bahia, concessionada, as demais rodovias federais no estado estão recebendo cuidado, estão recebendo atenção do governo federal, sem que se cobre absolutamente nenhum valor a título de pedágio. Os baianos, hoje, podem perceber o quanto melhoraram as estradas no Estado da Bahia, as estradas federais. E isso por quê? Isto é pelo fato, Léo, de que nós estamos trabalhando, estamos investindo muito mais do que se investia há oito, nove anos atrás. Nós estamos... Hoje, enquanto no país inteiro, se investia 500, 700 milhões em manutenção de rodovias, nós estamos investindo mais de R$ 3 bilhões, fazendo aquilo que precisa ser feito para garantir ao usuário, de maneira permanente, para garantir àqueles que circulam pelas rodovias, uma estrada em boas condições, que dê segurança, que possa permitir o desenvolvimento das velocidades regulamentares. E isso evita com que, tanto o usuário que faz uso da rodovia em veículo particular quanto aqueles que trabalham com veículo de carga, não tenham perdas, como, por exemplo, de pneus, de rodas, de problemas, no caso dos caminhões, relacionados a ponteiras, fecho de mola, coisas desse tipo. Nós, hoje, estamos certos de que conseguimos um patamar bastante razoável nos investimentos que são feitos para a manutenção das rodovias e queremos que esses patamares sejam assegurados, porque isso significará o governo federal cumprindo o seu papel, a sua responsabilidade, e o usuário satisfeito, vendo que nós estamos cuidando, e cuidando bem, do patrimônio rodoviário federal.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Léo?
REPÓRTER LÉO VALENTE (Rádio Andáia FM / Santo Antônio de Jesus - BA): Não, só o nosso agradecimento. Parabenizar a toda a produção pela ideia que vocês tiveram. E nós estamos à disposição para, em outros momentos, nós podermos participar, fazer perguntas relacionadas, aqui, à nossa região. Estou satisfeito com a resposta do Ministro. Um bom dia a todos.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Muito obrigado, Léo. E agora a participação da Rádio Globo Cultura, da cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. De lá, fala Ivania Thaís. Alô, Ivania, bom dia.
REPÓRTER IVANIA THAÍS (Rádio Globo Cultura / Uberlândia - MG): Oi, bom dia. Bom dia, Sr. Ministro.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom dia, Ivania.
REPÓRTER IVANIA THAÍS (Rádio Globo Cultura / Uberlândia - MG): Rádio Globo Cultura, de Uberlândia, com a primeira pergunta. Qual a previsão para a conclusão da duplicação da BR-050, no Triângulo Mineiro, visto que aconteceram alguns entraves nos últimos dias?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Veja, nós trabalhamos na complementação das obras de duplicação entre Uberaba e Uberlândia, como você sabe, trecho esse já disponível e em uso pela população. Agora, nós estamos nos mobilizando no sentido da duplicação do trecho que vai de Uberlândia, passando por Araguari e chegando à divisa entre Minas e Goiás. Nós já começamos a execução desse trecho, estamos trabalhando nele e a nossa expectativa é de que possamos, até Araguari, ter ele concluído em 2011. A nossa meta é concluir em outubro de 2011. E o trecho que vai de Araguari até a divisa, esse vai demorar um pouco mais. Nós remetemos, dentro das condições de normalidade, para a conclusão em 2012.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Ivania?
REPÓRTER IVANIA THAÍS (Rádio Globo Cultura / Uberlândia - MG): Sim. Com a expansão da malha ferroviária, há planos de incluir Uberlândia e Triângulo Mineiro nessa malha?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Veja, nós estamos, hoje, trabalhando, como o Brasil todo sabe, investindo pesadamente nas obras da Ferrovia Norte-Sul, que, partindo de Açailândia, no entroncamento com a Estrada de Ferro Carajás, vem até Anápolis, nas proximidades de Goiânia. Nos próximos dias, estaremos dando ordem de serviço para o prolongamento da Ferrovia Norte-Sul de Anápolis até Estrela d’Oeste, em São Paulo. Isso significa dizer que esta ferrovia vai passar, necessariamente, pela ponta do Triângulo Mineiro. Isso significa beneficiar Minas Gerais, beneficiar o Triângulo Mineiro e fazer com que a Ferrovia Norte-Sul, com essas obras que serão executadas, com esse prolongamento, possa ir, gradualmente, se constituindo em uma grande espinha dorsal do sistema ferroviário do país.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Você está ouvindo o programa Bom Dia, Ministro, hoje, recebendo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. A EBC Serviços disponibiliza o sinal desta entrevista no mesmo canal da Voz do Brasil. E a NBR, a TV do governo federal, está transmitindo, ao vivo, esse programa e reapresenta a gravação desta entrevista hoje à tarde e em horários alternativos no sábado pela manhã e no domingo à tarde. Vamos a Palmas, no Tocantins. Da Rádio 96 FM, fala Wilson de Paula. Alô, Wilson. Bom dia.
REPÓRTER WILSON DE PAULA (Rádio 96 FM / Palmas - TO): Bom dia para você. Bom dia, ouvintes. Bom dia, também, para quem nos assiste pela televisão. Bom dia, Ministro. A minha pergunta é sobre a Ferrovia Norte-Sul. A Ferrovia Norte-Sul, ela, com certeza, é uma obra de grande importância para o Brasil, mas, para o Tocantins, ela tem um valor ainda mais especial, eu diria, porque ela corta o estado de uma ponta a outra. Mas, a partir do ano que vem, nós teremos uma mudança de governo. Apesar da manutenção do estilo de governo, nós teremos a transição do governo Lula para o governo Dilma. Mas o ministro Mantega já deu, inclusive, declarações, dizendo que podem ser postergados alguns investimentos com relação ao Programa de Aceleração do Crescimento. Eu queria saber sobre essa questão, sobre quais os riscos de haver interrupção, inclusive, nas obras da Ferrovia Norte-Sul, se existe esse risco e quais são esses riscos, inclusive para o Tocantins, que é um estado que será beneficiado diretamente com a Ferrovia Norte-Sul.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom dia, Wilson. Bom dia, ouvintes da 96 FM, de Palmas. Eu gostaria de dizer que você tem inteira razão quando fala da importância da Ferrovia Norte-Sul para o Estado do Tocantins. De fato, essa é uma ferrovia que corta o estado de norte a sul, e, naturalmente, todos os tocantinenses olham com grande expectativa e com grande confiança a construção dessa ferrovia. O que eu posso lhe dizer é que nós estamos trabalhando de maneira muito aplicada para que essa ferrovia possa estar concluída, até Anápolis, no primeiro semestre de 2011. A nossa expectativa era de concluí-la, inteiramente, até Anápolis, até dezembro de 2010. Ocorre que alguns serviços de engenharia, que precisavam ser feitos, tiveram que, nesse momento, ser desacelerados por conta das chuvas, não por outra razão, mas tão logo passe o período chuvoso, as obras, por exemplo, de terraplenagem, onde falta fazer, serão retomadas. Mas isso em trechos de pouca extensão, porque, na maior parte dos lotes, nós já estamos assentando lastro, dormentes, trilhos. E você pode estar confiante que esta é uma obra que não tem retorno. Ademais, quando você menciona que o ministro da Fazenda sinalizou na direção de algum tipo de ajustamento em relação a despesas, essas grandes obras de engenharia e de infraestrutura são obras que continuarão tendo a prioridade do governo. Elas não mudam a sua prioridade, porque são obras importantes para o Tocantins e são obras importantes para o Brasil. Eu quero lhe dizer que, além da Ferrovia Norte-Sul, que nós vamos continuar com toda a vontade e com toda a disposição - e eu quero que você transmita isso à população do seu estado -, nós também estamos trabalhando em obras de pavimentação na BR-010, você sabe disso, uma importante rodovia aí no estado. Nós estamos, já, nos preparando e trabalhando na 235, no Tocantins, e, além disso, realizando obras em inúmeras travessias urbanas no município, e aqui eu cito Araguaína, Colinas do Tocantins, Guaraí, Miranorte, Fátima, Rosalândia, Fortaleza do Tabocão, Aliança do Tocantins. Enfim, é uma gama de investimentos bastante ampla e que só visam beneficiar o estado e propiciar a infraestrutura que o estado precisa e merece.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Wilson?
REPÓRTER WILSON DE PAULA (Rádio 96 FM / Palmas - TO): Sim. Só mais uma perguntinha. Eu só queria saber, Ministro, sobre a questão da BR-153, aqui, no Tocantins. É uma BR em que ocorrem vários acidentes, e na questão do trecho do Tocantins há, também, questão de imprudência de motoristas e tudo mais, porque é uma rodovia que, de certa forma, é um pouco estreita. Eu queria saber do senhor se... Inclusive, alguns trechos estão até meio deteriorados. Eu queria saber como está essa questão da BR-153 e se existe algum projeto de melhoria desses trechos que não estão tão bons assim.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Sem dúvida, nós temos a responsabilidade de observar e de zelar não só pela qualidade do pavimento para que as pessoas trafeguem em condições de segurança, nós temos que levar em conta, também, os fluxos que se observam na rodovia, o crescimento desses fluxos e, sempre que necessário, a realização de obras de adequação da capacidade e até mesmo de duplicação em alguns segmentos que imponham, pelo grande volume, a necessidade desse tipo de intervenção. Então, vocês podem estar certos de que, na sequência, nós estamos cuidando não só da conservação, da manutenção, das condições de trafegabilidade da BR-153, mas também dos investimentos necessários naquilo que diz respeito ao seu aumento de capacidade.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E agora, no programa Bom Dia, Ministro, chamamos a cidade de Salgueiro, no Estado de Pernambuco. Da Rádio Salgueiro FM, fala Paulo Barbosa. Alô, Paulo. Bom dia.
REPÓRTER PAULO BARBOSA (Rádio Salgueiro FM / Salgueiro - PE): Bom dia. Bom dia aos ouvintes do programa Bom Dia, Ministro. Bom dia ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Ministro, a nossa cidade vive uma expectativa muito grande com relação à Ferrovia Transnordestina, e a gente recebeu o presidente Lula e, no seu pronunciamento, ele dizia da vontade de, até o mês de dezembro, último mês do seu mandato, ele entrar em um trem em Missão Velha, no Ceará, até Salgueiro, e chegar aqui com muita festa. E me parece que isso não foi possível. Há uma certa crítica com relação ao atraso da Transnordestina. O que o senhor teria a nos explicar, a falar sobre essa questão, Ministro?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: O que eu gostaria de comentar, Paulo, é de que esse é um projeto, um projeto prioritário do governo federal. É claro que para fazer um projeto que envolve 1.728km de construção ferroviária, um projeto que exigiu a estruturação de uma engenharia financeira sofisticada, um projeto que exigiu tempo para que fossem superadas todas as etapas relacionadas aos estudos ambientais, e ao próprio desenvolvimento do projeto, dos projetos de engenharia, e isso fez com que na sua execução não pudéssemos ter rigorosamente aquilo que era a nossa expectativa. Mas posso lhe dizer que, hoje, nós temos na ferrovia Transnordestina obras que estão desenvolvidas em toda a extensão, desde Eliseu Martins, até o porto de Suape. A empresa Norberto Odebrecht, uma das maiores construtoras desse país, fez um contrato de aliança com a Transnordestina Logística S.A, para dar cabo desse grande desafio que é a construção da ferrovia. Nós podemos afirmar que hoje estão mobilizados e trabalhando na ferrovia Transnordestina mais de 11 mil homens, mais de 1600 equipamentos, o que é uma mobilização em termos de engenharia de grandes proporções. O presidente Lula, no começo da semana que se inicia, vai até a Transnordestina para que se possa assinar os contratos dos trechos que ainda estavam pendentes da ligação de Salgueiro, entre Salgueiro e o porto de Pecém, de modo que eu posso lhe dizer que se por um lado nós não podemos ter a satisfação de dizer que foi rigorosamente dentro do prazo que imaginávamos, por outro lado podemos, com muita alegria, afirmar que o governo trabalhou, trabalhou de forma muito empenhada, muito determinada e, agora, nesse momento, nós vamos fazer, conforme disse, no começo da semana, já a contratação dos lotes que faltam, e essa ferrovia hoje pode e, todos os pernambucanos têm e podem verificar e constatar isso, ela está em um grande, em um forte ritmo de execução.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Paulo? Bom, fizemos contato aí com a rádio Salgueiro FM, no programa Bom Dia, Ministro, que vai agora a Goiânia, da rádio Difusora fala Edson Rodrio. Alô Edson, bom dia.
REPÓRTER EDSON RODRIO (Rádio Difusora / Goiânia - GO): Bom dia. Bom dia, Ministro. Bom dia a todos. Gostaria de perguntar ao Ministro o seguinte: Porque é tão difícil manter as rodovias em boas condições de tráfego, isso não é em um governo só não. Todos os governos têm esse problema, Ministro.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom dia, Edson. Eu queria em atenção a sua pergunta, dizer o seguinte: historicamente os governos aplicaram, investiram na manutenção da malha rodoviária federal muito menos do que aquilo que seria o razoável, o que seria o adequado para assegurar boas condições funcionais para as rodovias. E é exatamente por isso que cronicamente se ouvia das pessoas críticas ao fato de que generalizadamente, no país, as estradas tinham muitos buracos. Nós trabalhamos em relação a isso e esse esforço que o governo do presidente Lula tem feito é exatamente o esforço no sentido de reverter esta situação. Nós que, historicamente, verificávamos aplicações de recursos nas rodovias no patamar, no Brasil inteiro, de R$ 500, 700 milhões para preservar condições de cerca de 60 mil quilômetros de estradas, nós praticamente quintuplicamos esses valores. E é por isso que hoje, quando nós vemos, e com satisfação constatamos, pesquisas feitas como, por exemplo, as pesquisas anuais da Confederação Nacional dos Transportes em relação ao estado geral das rodovias, o que é que nós constatamos? Que hoje e, graças a esse esforço do governo do presidente Lula, graças à elevação dos investimentos na manutenção e conservação das rodovias federais, cerca de mais de 80% delas estão em condição regular, em bom estado ou em ótimo estado. Isso é um fato sem precedentes, porque nós temos estatísticas, nós temos demonstrativos que mostram que a proporção de estradas em péssimo estado, ou ruim, ou estado ruim alguns anos atrás era muito elevado e isso nós, graças ao esforço que está sendo feito, conseguimos reduzir.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Edson? Você está ouvindo o programa Bom Dia, Ministro, que chama agora a cidade da Juazeiro do Norte, no Ceará, rádio Verde Vale, de lá fala Francisco Biá. Alô, Francisco, bom dia.
REPÓRTER FRANCISCO BIÁ (Rádio Verde Vale / Juazeiro do Norte - CE): Bom dia, Luciano. Bom dia, Ministro. É um prazer muito grande participar deste programa de grande audiência em todo o Brasil. Ministro, a Transnordestina que liga Eliseu Martins, no Piauí, e Salgueiro, no Pernambuco. E os portos do Pecém, no Ceará, e Suape, no Pernambuco, gera mais de 11 mil empregos. Agora, pergunto: agora para 2011 terá mais investimentos para acelerar a obra, Ministro?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Bom dia, Francisco. Bom dia, ouvintes da Rádio Verde Vale, em Juazeiro do Norte. Eu quero lhe dizer que 11 mil homens é a quantidade de pessoas empregadas, hoje, na construção da ferrovia Transnordestina. Agora, no começo da semana, o presidente Lula estará aí no Nordeste para que possamos dar ordem de serviço para o trecho entre Salgueiro e Pecém, que não foi contratado ainda. Nós vamos assinar as ordens de serviço. O que isso significa? Significa dizer que nós vamos ampliar as frentes de obra. E essa ferrovia, que é uma ferrovia transformadora, que é uma ferrovia que está na expectativa dos transnordestinos, agora será uma realidade muito mais próxima e muito mais visível para o cearense.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Francisco?
REPÓRTER FRANCISCO BIÁ (Rádio Verde Vale / Juazeiro do Norte - CE): Não, só agradecer o Ministro e parabenizar, realmente, por este trabalho aqui, que é de grande importância, não somente aqui para a região, mas, enfim, para todo o nordeste brasileiro. Grande abraço, Luciano. Grande abraço para todos vocês e nós continuamos aqui, precisando, estaremos sempre às ordens.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Muito obrigado, Francisco, pela participação. Abraço a todos de Juazeiro do Norte. Você está acompanhando o programa Bom Dia, Ministro, hoje recebendo o ministro dos transportes, Paulo Sérgio Passos. Ministro, a gente viu aí, com a participação dos ancoras de emissoras de rádio do Brasil, que existe uma preocupação na continuidade dos investimentos. O ministro Guido Mantega falou em redução, mas o presidente Lula garantiu que o PAC não será afetado. Eu gostaria de perguntar para o senhor, como é que o senhor avalia o andamento das obras do PAC na sua área?
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Acho que nós estamos andando muito bem. O governo do presidente Lula teve a coragem, depois de muitos anos onde os investimentos em infraestrutura de transporte se contraíram e eram realizados de forma muito acanhada, o governo do presidente Lula teve a ousadia, a coragem de fazer um programa vigoroso de investimentos, que é o PAC, e que contempla investimentos nas áreas de energia, de petróleo, saneamento, de habitação, recursos hídricos e também em transportes. Nós temos, hoje, a satisfação de estar realizando investimentos em todo o país, na área rodoviária, seja naquilo que diz respeito à manutenção da malha, seja naquilo que diz respeito à pavimentação, onde é preciso ter novas estradas pavimentadas, seja no que diz respeito à duplicação de rodovias onde se impõe uma intervenção mais pesada para atender aos grandes fluxos de veículos. Na área ferroviária, não só com os investimentos nas obras de contornos ferroviários, travessias de cidades, para aumentar a capacidade da malha instalada, mas também fazendo investimentos ferroviários estruturantes, de grandes extensões, que vão mudar o panorama do país naquilo que diz respeito à distribuição de cargas entre os diversos modos de transportes. Nós crescemos extraordinariamente no que diz respeito à capacidade de investir e de dar respostas. O Ministério dos Transportes, hoje, para que se tenha uma ideia, que era um Ministério que há algum tempo atrás gastava 1,6 bilhão por ano, a nossa meta de investimentos de obra e serviços de engenharia esse ano é de cerca de R$ 16 bilhões. Isso significa multiplicar por dez vezes tudo aquilo que se fazia. E quando eu falo em R$ 16 bilhões, esses números têm uma tradução física, tem uma tradução efetiva: BR-101, no Rio Grande do Sul, duplicada, é a BR-101 duplicada em Santa Catarina, é a 282 que nós concluímos a pavimentação, em Santa Catarina, é o arco rodoviário do Rio de Janeiro que estamos fazendo para benefício da população do Rio. É a duplicação da BR-101 Nordeste, nos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia. São as intervenções que estamos fazendo também no interior do Estado da Bahia, no oeste da Bahia, zona produtora de grãos como, por exemplo, a pavimentação da BR-135, que contempla ações no Estado do Piauí, no Estado da Bahia, no norte de Minas Gerais, são investimentos como a ferrovia Transnordestina, construção de 1.728km de ferrovias modernas no Nordeste. É a ferrovia Norte-Sul, que em sucessivos governos foram feitos 215 quilômetros, esse governo vai entregar, vai deixar praticamente pronto mais de 1.560km, além do início de obras para a continuidade da ferrovia Norte-Sul, indo de Anápolis, até Estrela D’Oeste; é a ferrovia Oeste-Leste, que o Presidente da República, ainda esta semana, na sexta-feira, vai dar ordem de início, saindo do litoral sul da Bahia, indo na direção da área produtora de grãos do oeste baiano, passando por uma grande província mineral. Então, o que eu posso dizer é que nós, hoje, estamos investindo e investindo como nunca, preparando o país para responder a esses desafios da infraestrutura, nós que até por termos investido muito pouco, acumulamos, represamos demandas imensas no Centro-Oeste brasileiro, nós estamos trabalhando, fazendo a pavimentação da BR-163, hoje nós estamos com 900km da 163 além daquilo que já estava contratado, mais 900km foram contratados, fazendo com que o estado do Mato Grosso possa ter uma opção de saída para o Esporte Miritituba, ou Santarém na sua produção de soja. Estamos fazendo a pavimentação da BR-242, que é uma grande rodovia transversal no estado do Mato Grosso; a pavimentação da BR-158 do Estado de Mato Grosso. No Estado de Goiás, nós estamos fazendo a duplicação já do trecho Goiânia-Guapó, e faremos, está previsto no PAC 2, a duplicação do trecho que vai de Goiânia a Jataí. Estamos, no Estado de Goiás, já trabalhando para fazer a duplicação entre Rondonópolis e Posto Gil, de modo que o governo federal tem hoje demonstrações muito fortes do que significa esse programa, que é o PAC, que terá continuidade com o PAC 2 e que, a partir desses investimentos, vai melhorar, vai propiciar uma condição muito mais eficiente para as operações logísticas de quem trabalha com cargas na área rodoviária, de quem trabalha com cargas na área ferroviária. Recentemente, nós inauguramos as eclusas de Tucuruí, com isso abrimos a perspectiva num primeiro momento de termos cerca de 800km de rio, do Rio Tocantins, oferecendo condições de navegação continuada, o que significará baixos níveis de frete, uma vez que o transporte hidroviário, ele é insuperável no que diz respeito a baixos fretes, além de propiciar condições para um tipo de transporte que consome menos combustível, comparavelmente com os volumes de carga transportado e um modo de transporte que é absolutamente correto do ponto de vista ambiental.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Perfeito, Ministro. Só para finalizar, gostaria que o senhor falasse um pouco da retomada da indústria naval, que foi tão alardeada aí pelo presidente Lula, estava praticamente parada no início do governo, e agora oferece muitas possibilidades de crescimento para o país.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Nós temos, hoje, um motivo de orgulho muito grande, porque o que se passou com a indústria naval, Luciano, é um fenômeno de, eu diria, quase que de renascimento. O Brasil já foi um grande produtor naval no mundo, a indústria naval brasileira passou, depois de um período de grande exuberância, por uma grande crise, estava completamente sucateada, nós que fomos um grande produtor naval, chegamos a ter, nos primeiros momentos, no Brasil inteiro, uma indústria que gerava cerca de 1.600 a 1.800 empregos. O presidente Lula, antes de se eleger Presidente da República, assumiu um compromisso público nos comícios que fez, dizendo, afirmando que nós iríamos produzir plataformas aqui no Brasil, que a indústria naval brasileira iria ser revitalizada, e esse compromisso que o Presidente assumiu, ele cumpriu literalmente. Eu diria mais, ele cumpriu brilhantemente. Porque, hoje, nós temos uma indústria naval que ocupa cerca de quase 50 mil brasileiros, com empregos para todo o pessoal ligado à área da engenharia naval, engenheiros navais, técnicos na área naval, com empregos para os profissionais da área de metalurgia naval. Nós, hoje, somos um país que produzimos embarcação para atender as necessidades da indústria de petróleo e gás, sobretudo. Agora, com o pré-sal, vamos ter que produzir muitas embarcações, sejam embarcações de menor porte, sejam embarcações como navios-sonda, como plataformas e, além de estarmos financiando a construção dessas embarcações, estamos financiando também a modernização de estaleiros, a construção de novas plantas industriais e isso é, de fato, uma grande conquista do governo do presidente Lula e que nós desejávamos, trabalhamos duro para que isso acontecesse e, de fato, veio a acontecer.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Muito obrigado, ministro Paulo Sérgio Passos, por sua presença aqui no programa Bom Dia, Ministro. Até uma próxima oportunidade.
MINISTRO PAULO SÉRGIO PASSOS: Muito obrigado, Luciano, um prazer grande estar aqui com vocês.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Nós estamos encerrando, neste momento, o programa Bom Dia, Ministro, que tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Eu sou Luciano Seixas, nós voltamos numa próxima oportunidade. Até lá.


 

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