Arquivos: 10/11/2011 - transcrição
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou o Luciano Seixas e começa, agora, mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro. O programa tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje, no programa, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Bom dia, Ministro.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Luciano. É um grande prazer poder conversar com todos os nossos ouvintes, em todo o Brasil.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Seja muito bem-vindo. Hoje, o Ministro vai falar sobre o programa Melhor em Casa, que ampliará o atendimento domiciliar do Sistema Único de Saúde, o SUS; e, também, o SOS Emergências, que qualifica a gestão e o atendimento nos grandes hospitais brasileiros. O Ministro Alexandre Padilha começa, agora, a conversar, ao vivo, com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. E a primeira participação vem do Rio de Janeiro, com a Rádio Tupi, com Ana Rodrigues. Bom dia, Ana.
REPÓRTER ANA RODRIGUES (Rádio Tupi / Rio de Janeiro - RJ): Bom dia, Luciano. Bom dia, Ministro Alexandre Padilha. O senhor comentou, ontem, aqui, no Rio de Janeiro, sobre as ações do projeto Telessaúde Brasil, que será implantado, aqui, no Estado do Rio. O importante, que nós gostaríamos de destacar com o Ministro, é como o Telessaúde vai funcionar em comunhão como serviço de Central de Regulação de Leitos, que funciona, aqui, no Rio de Janeiro? E o senhor sabe das dificuldades que esse sistema, eventualmente, encontra. Como o Telessaúde pode ajudar, justamente, na regulação de leitos, aqui, no Rio?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Ana. É um grande prazer poder falar com os ouvintes cariocas. Ontem, estivemos aí, iniciando o SOS. Emergências, no Hospital Miguel Couto, no Hospital Albert Schweitzer, nas duas grandes urgências e emergências. E esse programa é bom por conta disso, porque mexendo no pronto-socorro, nós somos obrigados a mexer em toda a rede, nos outros serviços que chegam antes do pronto-socorro. E uma das ações é, exatamente, o Telessaúde. O que é o Telessaúde? É conectar a Atenção Básica, a Clínica de Família, a UPA 24 Horas à porta de entrada da grande urgência e emergência, para que o profissional, o médico, o enfermeiro que esteja na Atenção Básica, possa falar com quem está no grande pronto-socorro, para consultar, para orientar o paciente que está sendo encaminhado, já para fazer quase que o começo do tratamento na Atenção Básica. E aí, o pronto-socorro está mais preparado para receber esse paciente e já começar a tomar os encaminhamentos iniciais. No Rio de Janeiro, também, esse Telessaúde vai acontecer dentro do SAMU, ou seja, o paciente é atendido no SAMU, começa a fazer o eletrocardiograma no SAMU, quando é algum problema de coração. Esse exame é encaminhado, imediatamente, para a central de urgência e emergência, que está preparada para receber esse paciente e já pode iniciar, inclusive, os primeiros tratamentos. E nós, ontem, aproveitamos, no Rio de Janeiro, também, para conversar com o secretário estadual, Sérgio Côrtes, de como nós podemos implantar isso, também, em relação ao tratamento dos AVCs, são chamados derrames ou isquemias cerebrais, ou seja, a pessoa em casa, e no SAMU, já ser recebido o primeiro tratamento, com isso, comunicado, já, para o pronto-socorro que vai receber. E aí, as pessoas poderem começar as primeiras condutas. Isso é decisivo não só para reduzir o risco de morte, mas também para reduzir a possibilidade de sequelas, ou seja, o SOS Emergências, que ataca o setor mais crítico da saúde, da qualidade do atendimento, que são as urgências e emergências, ajuda, também, a organizar toda a rede, antes de chegar no pronto-socorro, e, depois, que teve a vida salva, e fazer a reabilitação, depois, no pronto-socorro.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Ana?
REPÓRTER ANA RODRIGUES (Rádio Tupi / Rio de Janeiro - RJ): Sim, Luciano. O Melhor em Casa, que pretende ampliar esse atendimento domiciliar no SUS, em que avanços a gente poderá sentir, e em que prazo a gente já poderá sentir a melhora, nesse atendimento domiciliar? A agilidade, a questão da avaliação, da necessidade da urgência naquelas pessoas que recorrem ao sistema, como é que isso vai melhorar e em que prazo a gente já vai sentir essa melhora?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Aí, no caso do Rio de Janeiro, Ana, já de imediato. O município do Rio de Janeiro tem 15 equipes de Atenção Domiciliar, hoje, que são feitas pelo esforço próprio do município, acompanhando 1.200 pacientes. Agora, com o Melhor em Casa, o Ministério da Saúde custeia essas equipes, ajudando o município do Rio de Janeiro a colocar mais equipamentos, mais insumos, poder ampliar o atendimento. E fechamos, com o secretário municipal, ontem, a expansão, até 2014, de até 60 equipes. Porque o nosso Melhor em Casa começa, já, esse mês, com 110 equipes em todo o Brasil, e a nossa meta é chegar, até 2014, a mil equipes. Nós começamos, já, no Rio de Janeiro, repassando recurso, para o município, das equipes que já funcionam, que são 15 equipes. Isso melhora o atendimento dessas equipes e possibilita que a gente chegue a 60 equipes. Inclusive, aí, no Rio de Janeiro, ontem, nós ajustamos um programa que vai funcionar junto com o Melhor em Casa, que, ontem, acabou ficando com o nome de Telepé. O que é? Exatamente o Telessaúde, com foco nos pacientes que tenham problema sério, que é o pé diabético. As pessoas que tem diabetes por muito tempo, que não se trataram, podem ter, como uma das sequelas importantes, os pés diabéticos, que são sequelas no pé, nas feridas, demoram mais para cicatrizar. Isso gera um problema de vascularização, isso pode gerar infecções recorrentes, e é o principal fator de amputações de pés, no nosso país. Através do Melhor em Casa, nós vamos poder fortalecer esse programa chamado Telepé. O que é isso? Que os médicos, os enfermeiros, fisioterapeutas que vão na casa das pessoas, vão... Podendo, inclusive, tirar foto dessa lesão, e isso, permanentemente, ser acompanhado pelo centro da especialidade, onde faz cirurgia, para que a gente evite que tenha que ser feita a cirurgia, melhore o tratamento. Pode fazer o tratamento em casa, mesmo com o antibiótico, recebendo na veia, endovenoso, porque você monta a estrutura na casa da pessoa, ou seja, aquilo que ela precisaria ficar dentro de hospital, fica em casa, junto com a sua família, com a sua alimentação, envolvendo cada vez mais a família, reduzindo o risco de infecção hospitalar. O Melhor em Casa é aquilo que nós aprendemos, ao longo de 20 anos na medicina privada, de que a pessoa pode receber alguns tratamentos em casa e, com isso, responder melhor ao tratamento, ter uma qualidade de vida melhor e, fundamentalmente, humanizar o atendimento no Sistema Único de Saúde, no SUS.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Este é o programa Bom Dia, Ministro. Hoje, com o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, que conversa, ao vivo, com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. E, agora, a participação de Fortaleza, através da Rádio Verdes Mares, com o Nilton Sales. Alô, Nilton, bom dia. Nilton Sales, bom dia. Algumas emissoras transmitindo ao vivo, uma dificuldade de comunicação, mas já temos, aqui, a Rádio CBN, de São Paulo, com Juliana Paiva. Alô, Juliana, bom dia.
REPÓRTER JULIANA PAIVA (Rádio CBN / São Paulo - SP): Bom dia. Tudo bem?
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Tudo bem. Pode fazer a sua pergunta ao Ministro.
REPÓRTER JULIANA PAIVA (Rádio CBN / São Paulo - SP): Ministro, bom dia. Eu gostaria de saber a respeito do plano, agora, com a chegada do verão, as chuvas, qual é o plano do Ministério da Saúde para o combate à dengue, em especial, esse avanço da dengue tipo 4?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Juliana. Bom dia a todos os nossos ouvintes aí, em São Paulo. O Ministério da Saúde tem defendido o que nós fizemos, já, no começo desse ano, que é se antecipar ao período de maior transmissão de casos. Como você bem disse, o período de maior transmissão de casos, em geral, é no primeiro semestre, começando, em alguns lugares, em janeiro, outros, em fevereiro, mas tendo um prazo que vai de fevereiro a maio. Por isso que o Ministério faz questão de que as ações sejam antecipadas. Agora, é o momento adequado para que a gente faça visita às casas, identificar os estabelecimentos comerciais que estão fechados, e aí tem foco de mosquito. Oitenta e dois por cento dos focos de mosquito – essa é a avaliação que o Ministério fez, a pesquisa que o Ministério da Saúde fez – estão dentro da casa das pessoas. Então, esse o momento de reforçar a mobilização da comunidade. O Ministério da Saúde, esse ano, ampliou o número de laboratórios, em todo o Brasil, exatamente para fazer a vigilância da dengue 4. E aí, é importante orientar a população sobre isso, Juliana. Às vezes, as pessoas podem achar que a dengue 4, porque é o número 4, ela é mais grave, ou que ela possa se disseminar, ou tem um ritmo de transmissão maior. Não é isso que se vê, em todas as avaliações que nós fizemos, desde quando a dengue 4 já se circulou no Brasil, há tempos atrás, quanto em outros países. O nosso maior fator de transmissão ainda é o dengue tipo 1 e dengue tipo 2. E o Brasil e todos os municípios têm que se preparar, de forma antecipada. O que é que o Ministério tomou como decisão, também? Nós estamos fazendo um incentivo para os municípios e estados que realizam as ações de controle. O que é isso? Nós podemos reajustar em até 20% o que o Ministério da Saúde repassa para as ações de combate à dengue, desde que o município comprove que está fazendo as ações de vigilância, de controle, de visita às casas, de organização dos serviços de saúde, ou seja, é um incentivo para quem quer fazer bem, para quem quer se antecipar às ações, nesse momento, e quem quer cumprir aquilo que o Ministério da Saúde orienta, de diretrizes para essa ação. Uma outra coisa muito importante é a preparação e capacitação dos profissionais de saúde, nesse momento. Já se foi o tempo em que o combate à dengue era só ir atrás do foco do mosquito. O combate à dengue, no Brasil, também tem que ser cada vez mais a melhor atenção à saúde, ou seja, o diagnóstico mais precoce e o começo imediato das medidas que evitam a dengue 4. Se a gente organizar os serviços de saúde, desde a unidade básica, o posto de saúde, o pronto-socorro, a UPA 24 Horas, para identificar rapidamente e tomar as medidas, nós podemos fazer como nós conseguimos fazer neste ano, que foi reduzir em 40% os casos graves de dengue e reduzir em 28% o número de óbitos de dengue.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Juliana?
REPÓRTER JULIANA PAIVA (Rádio CBN / São Paulo - SP): Sim, sim. Ministro, agora, em relação à vacina, qual que é a previsão? O Ministério da Saúde tem algum dado com relação a isso?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: O Ministério da Saúde, hoje, investe, com apoio a três grandes projetos no nosso país, no Brasil. Projetos que envolvem universidades, institutos de pesquisas e a indústria farmacêutica internacional. Nós estamos fazendo um grande investimento nisso. Para nós, seria uma grande solução poder ter uma vacina para a dengue. Agora, todos nós temos que saber que o desenvolvimento de uma vacina para a dengue, como é um vírus que tem quatro tipos diferentes, e que a gente sabe que a pessoa ter ficado infectada e desenvolver a imunidade a um tipo pode agravar a situação de outro tipo, ou seja, tem que ter uma vacina que desenvolva a imunidade para um tipo, mas não agrave, caso exista a infecção por outro tipo, ou seja, é uma vacina a ser desenvolvida, ainda, com muito investimento, tanto do Ministério quanto dos institutos de pesquisa e da indústria internacional. Para nós, seria uma grande solução. Por enquanto, o que nós temos, hoje, como a principal vacina é cada família, cada cidadão, cada comunidade, no bairro, cuidar do seu bairro. É possível que o seu bairro, a sua rua, a sua casa, esteja livre da dengue, porque 82% do foco do mosquito, que pode ser uma tampinha de garrafa, estão dentro da sua casa.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E, agora, voltamos com a participação de Fortaleza. Conseguimos contato com a Rádio Verdes Mares. De lá, fala Nilton Sales. Bom dia, Nilton.
REPÓRTER NILTON SALES (Rádio Verdes Mares / Fortaleza - CE): Bom dia, pessoal da equipe de jornalismo da Rádio Nacional. Bom dia, Ministro Padilha.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Nilton. Você está meio dormindo aí, por causa do Ceará? Se prepara, que o Corinthians vai te enfrentar aí, viu?
REPÓRTER NILTON SALES (Rádio Verdes Mares / Fortaleza - CE): Pois não. Foi porque houve um probleminha, aqui, mas já está resolvido. Ministro, o Melhor em Casa vai destinar quanto, em recursos, para o Ceará? E quais municípios vão ser atingidos?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Nilton. Todos os municípios podem participar do programa Melhor em Casa, desde que eles tenham cobertura do SAMU e que tenham o que nós chamamos de uma retaguarda de hospital e de UTI. Por quê? Porque o Melhor em Casa é como se a pessoa estivesse internada dentro da sua casa, com melhor possibilidade de tratamento, melhor acolhimento, resultados melhores, reduz o risco de infecção hospitalar, mas é muito importante que a pessoa tenha, no conforto do seu lar, a segurança do hospital. Então, o Ministério da Saúde abriu para os municípios apresentarem projetos. Os municípios vão apresentar a quantidade de equipes que querem para cada uma das suas cidades, mas têm que provar para o Ministério da Saúde que têm um hospital de retaguarda, e que têm leito de UTI de retaguarda, e têm cobertura do SAMU ou de um serviço similar ao SAMU. E as equipes serão cadastradas pelo Ministério. Esse cadastro, Nilton, tem sido um cadastro que o Ministério da Saúde fez para combater qualquer tipo de desperdício de recursos na saúde, reforçar a fiscalização. É um cadastro que, hoje, controla a presença dos profissionais na Saúde da Família, os profissionais contratados pelos municípios e estados, porque nós queremos equipes contratadas que estejam acompanhando, de fato, as pessoas, na casa.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Nilton?
REPÓRTER NILTON SALES (Rádio Verdes Mares / Fortaleza - CE): Não, muito obrigado. Bom dia para vocês e um bom final de semana.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Nós agradecemos a sua participação aqui, no programa Bom Dia, Ministro, hoje recebendo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. E, agora, de Canindé do São Francisco, em Sergipe, a participação da Rádio Comunitária Amanhecer FM, com Tony Correia. Alô, Tony, bom dia. Tony Correia, bom dia. Daqui a pouquinho refaremos o contato, então, com a Rádio Canindé de São Francisco. Vamos a Salvador, com a Rádio Excelsior AM, Edson Santarini está conosco. Alô, Edson, bom dia. Todo mundo dormindo hoje, Ministro. Todo mundo com medo do Corinthians.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Todo mundo é vascaíno.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: É isso aí.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Os vascaínos ficaram assistindo o jogo até o fim aí.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Estamos refazendo o contato com as emissoras de rádio. Agora, Ministro, como é que vai funcionar, então, essa nova forma de atendimento? Porque as pessoas perguntam, naturalmente: “Olha, há problemas na rede, nos hospitais. Como é que se propõe a atender em casa ainda?”. Isso parece mais complicado, não é, Ministro?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: O Ministério da Saúde, nós analisamos muito proximamente as experiências tanto na medicina privada, como de experiências já bem sucedidas que existiam em alguns municípios, no estado, em alguns governos estaduais, como o governo estadual da Bahia, o governo estadual aqui do GDF e alguns municípios, que mostra o quê? Exatamente se tem uma boa orientação médica, o médico que prescreve se aquela pessoa está adequada para fazer o tratamento em casa, o Ministério da Saúde custeia, cobre a contratação de equipes, com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, podem ter nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, e essas equipes visitam regularmente a pessoa dentro da sua casa. Aonde existe, nós fomos analisar detalhadamente onde existe esse programa. Por exemplo, ontem mesmo eu estava no Rio de Janeiro, que já tem 15 equipes, a satisfação da população chega a 92%, 93% em relação ao programa. Agora, melhor do que isso, são os dados que mostram que uma pessoa que faz alguns procedimentos na sua casa tem um resultado melhor, reduz o risco de reinternação e de infecção hospitalar. Hoje, dois hospitais do Ministério da Saúde, que é o Instituto Nacional do Câncer e o Instituto Nacional de Trauma e Ortopedia, os dois ficam na Cidade do Rio de Janeiro, são hospitais gerenciados diretamente pelo Ministério da Saúde, já tem esse programa, que nós analisamos também detalhadamente. O fundamental... É por isso que nós começamos com 110 equipes e querendo chegar a mil equipes em 2014. Por quê? Nós vamos implantando gradativamente, com muita segurança e com muito rigor em relação à qualidade do atendimento, a comprovação pelos municípios e estados de que as equipes estão funcionando, que estão atuando, e esse cadastro que o Ministério da Saúde criou, que é um cadastro para fiscalização, monitoramento e controle das equipes contratadas pelos estados e municípios.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Bom, Ministro, agora refizemos o contato com Canindé de São Francisco, em Sergipe. De lá a participação do Tony Correia, da Rádio Amanhecer FM. Alô, Tony, bom dia.
REPÓRTER TONY CORREIA (Rádio Amanhecer FM / Canindé de São Francisco - SE): Bom dia, Luciano, bom dia, Ministro.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Tony.
REPÓRTER TONY CORREIA (Rádio Amanhecer FM / Canindé de São Francisco - SE): Bom dia, Luciano.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Bom dia. Pode fazer a sua pergunta, Tony.
REPÓRTER TONY CORREIA (Rádio Amanhecer FM / Canindé de São Francisco - SE): Pronto. O Melhor em Casa, Ministro, que pretende ampliar o atendimento domiciliar no SUS, ele terá cerca de 1 bilhão para custear o atendimento dessas equipes de apoio. De que forma será feito o controle dos recursos e serviços oferecidos aos municípios, para que a comunidade tenha acesso ao serviço, Ministro?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Nós estabelecemos a regra de como que o município participa. O município e o estado agora apresentam para o Ministério o pedido de contratar equipes. Nós temos o que nós chamamos de uma equipe de atenção domiciliar, que tem médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e fisioterapeuta, e uma equipe que nós chamamos equipe de apoio, que tem profissionais que não precisam estar todo dia na casa da pessoa, nem toda semana, que fazem mais o papel de apoio às equipes que vão nas casas e planejamento do cuidado, da atenção, que são nutricionistas, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos que, eventualmente, precisam ir atender esses pacientes. Para cada... Quando o município solicita essa equipe, o Ministério da Saúde abre um cadastro, que é um cadastro que nós estamos utilizando agora para monitorar e fiscalizar as equipes contratadas pelos municípios. O Ministério da Saúde acompanha as equipes exatamente por esse cadastro; nesse cadastro tem o nome do profissional, o registro do profissional, aonde que ele vai atuar, qual que é o hospital de retaguarda. E o Ministério da Saúde exige a atualização mensal desse cadastro para repassar os recursos. Além disso, nós vamos fazer auditorias prévias, vamos, com a nossa equipe do Departamento Nacional de Auditorias do SUS, que nós fortalecemos, fazer auditorias prévias. Sabe, Tony, essa metodologia do cadastro, o Ministério da Saúde implantou esse ano, é um cadastro... Por exemplo, as equipes de Saúde da Família obrigatoriamente têm que estar registradas, agora, nesse cadastro, nós cruzamos o dado do registro profissional do médico, com isso, nós descobrimos que tinham registros sendo utilizados em mais de um município, e fizemos o descredenciamento, nesses sete primeiros meses, de 3.500 equipes de Saúde da Família, mais de duas mil equipes de saúde bucal, mais de 16 mil agentes comunitários de saúde, exatamente por ter esse instrumento de fiscalização, de controle. Nós somos implacáveis no combate ao desperdício de qualquer tipo de recurso da Saúde e esse cadastro tem permitido que a gente descredencie, é suspendido o repasse de recursos para os municípios que têm, teoricamente, têm equipes, mas que não estavam atuando na comunidade, no bairro, não estavam garantindo o atendimento à população.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Tony?
REPÓRTER TONY CORREIA (Rádio Amanhecer FM / Canindé de São Francisco - SE): Sim, Luciano. Eu gostaria de saber a respeito dos critérios dos repasses para os municípios.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Cada um dos municípios, a partir das regras... Como são as regras? São equipes que, para cada 100 mil habitantes ou município, ou um conjunto de municípios, ter uma equipe. Uma equipe completa. O valor de recursos é cerca de R$ 36 mil, que é repassado para essa equipe, que é para ter um médico, um enfermeiro, o técnico de enfermagem e fisioterapeuta; e R$ 6 mil para o que nós chamamos das equipes de apoio, que cada realidade pode definir que precisa de ter um nutricionista, ou precisa ter um farmacêutico ou um terapeuta ocupacional, dependendo da realidade dos seus pacientes, qual é a necessidade dos pacientes que estão sendo internados, que está sendo feita a atenção domiciliar em casa. Os municípios solicitam esse recurso, o Ministério da Saúde faz uma vistoria antes do cadastramento, de como que é a equipe, como que vai ser o funcionamento, como que é a retaguarda no hospital, se tem hospital na cidade ou na região, se tem transporte para esse hospital. E, também, a retaguarda de leitos de UTI. Por isso que a implantação é gradativa, viu, Tony? Porque o Ministério da Saúde quer muito rigor na composição dessas equipes e segurança no atendimento da população. Nós estamos fazendo isso analisando as experiências municipais que já existem e as experiências da medicina privada que já existem há quase 20 anos.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Você está ouvindo o programa Bom Dia, Ministro, que tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. E, agora, vamos à Salvador; da Rádio Excelsior AM, Edson Santarini. Alô, Edson, bom dia.
REPÓRTER EDSON SANTARINI (Rádio Excelsior AM / Salvador - BA): Alô, bom dia. Bom dia a todos. Bom dia, Ministro Alexandre. Tudo bem?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Edson. Como vai Salvador?
REPÓRTER EDSON SANTARINI (Rádio Excelsior AM / Salvador - BA): Está debaixo d’água, não é? Conseguimos ressuscitar três dias de muita chuva, mas parece que São Pedro deu uma segurada e vamos agora corrigir e vamos enxugar os estragos que a chuva fez nesses três dias. Mas, graças a Deus, não houve vítimas, apenas alguns estragos aqui, normal, normalmente. Choveu muito mais em dois dias do que o mês, para o mês de novembro todo. Salvador não é diferente de outras capitais, não aguenta.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Nós estamos acompanhando essa situação, viu, Edson? Inclusive, o nosso setor de vigilância, eu soube, inclusive, que o governo do estado da Bahia estava tendo ações de decretar situação de emergência em Salvador. O Ministério da Saúde acompanha desde ontem essa situação, com a nossa videoconferência, junto com o setor de vigilância aí no estado da Bahia.
REPÓRTER EDSON SANTARINI (Rádio Excelsior AM / Salvador - BA): É, inclusive decretou, o prefeito, ontem, estado de emergência, devido aos problemas. Bom, Ministro, eu queria entender o seguinte: aqui, em Salvador, nós temos os postos de saúde ligados à Secretaria Municipal de Saúde. Temos alguns postos, já foram muitos, hoje nem tantos, me parece que pouco mais de dois ou três unidades, que são administrados pelo governo do estado através da Secretaria de Saúde. O governo federal criou a UPA, as Unidades de Pronto-Atendimento. E, agora, vêm as ações do SOS Emergência. Aí eu pergunto: não seria mais interessante concentrar todas essas forças e essas verbas para reforçar o atendimento nos postos de saúde, inclusive ampliando os postos de saúde, os atendimentos de emergência para aqueles que não têm, do que você criar praticamente uma rede de SOS com um único intuito de atender com mais rapidez e eficiência o indivíduo sem que ele precise sair do seu bairro?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Tudo bem, Edson? Toda vez que nós pensamos em saúde, nós temos que pensar uma rede de serviços diferentes para necessidades diferentes que as pessoas têm. Você está correto, que a nossa prioridade tem que ser a atenção básica, as unidades básicas de saúde, os postos de saúde, por isso que o Ministério da Saúde fez um grande programa de reforma das unidades de atenção básica de saúde. Nós estamos em construção também de novas unidades para ter um padrão adequado para o atendimento da população. São mais de 2.100 novas unidades básicas de saúde sendo construídas para ficar no bairro das pessoas, garantir o primeiro atendimento. Junto com as unidades básicas de saúde, nós estamos fazendo ações de prevenção, como o grande programa Academia da Saúde. Nós anunciamos na semana passada, também, 2 mil polos da Academia da Saúde, que faz estímulo à atividade física, orientação a práticas e hábitos saudáveis, inclusive aonde funciona já a Academia da Saúde as pessoas reduziram o uso de medicamentos, controlou melhor quem tem hipertensão e diabetes. E, agora, no programa de qualidade na atenção básica, nós estamos fazendo o incentivo, que tem a ver com a qualidade no atendimento que as equipes dos postos de saúde oferecem à população. É uma novidade. O Ministério da Saúde repassa o recurso, podendo até dobrar o que passa para uma equipe do posto de saúde, desde que essa equipe mostre a qualidade no atendimento à população. Nós estamos fazendo um painel de indicadores, as equipes se credenciaram, os municípios apresentaram o credenciamento das suas equipes, foram 17 mil equipes em todo o Brasil. No estado da Bahia quase metade das equipes de atenção básica se credenciaram para esse programa e aí passam a ser acompanhadas, com o atendimento, tempo de espera, a satisfação do usuário da equipe do posto de saúde. E o Ministério da Saúde podendo aumentar o repasse para as equipes como um incentivo para quem faz bem, ou seja, o Ministério da Saúde está dizendo que quer premiar quem atende bem a população. Mas nem todos os problemas de saúde podem ser resolvidos só lá no bairro. O que nós estamos enfrentando com o SOS Emergências são exatamente aqueles momentos de alívio, de necessidade de alívio imediato. Por exemplo, o Brasil, hoje, vive uma verdadeira epidemia de acidentes de carros e de motos no nosso país. Nós tivemos mais de 40 mil óbitos de acidentes de carro e de moto, mais de 145 mil internações, no ano de 2010, de acidentes de carros e de moto. Aumentou 15% o número de internações, comparado a 2009/2010, aumentou 8% o número de óbitos, o que mostra que o SAMU, que as internações têm conseguido salvar vidas, mas você só consegue salvar vidas numa situação como essa se você tiver serviços de urgência e emergência bem estruturados e que tenham o foco no atendimento rápido e de qualidade para o paciente. Por isso que aí no caso de Salvador, nós escolhemos a maior urgência e emergência, que atende não só problemas de trauma, de acidentes, mas problemas clínicos, de enfarto, de isquemia cerebral, de algum problema que a pessoa recorre de forma imediata a um serviço 24 horas, os postos de saúde não precisam funcionar 24 horas por dia. E estamos agindo, vamos começar a agir junto com o estado e o município na maior urgência aí no município de Salvador. Agora, a gente sabe também que para mudar a realidade da maior urgência no município de Salvador, é importante ter postos com qualidade, é muito importante ter as UPAs 24 horas, porque elas funcionam 24 horas, diferente dos postos. Também é para alívio imediato, é para pronto-atendimento. Os estados onde as UPAs 24 horas já estão funcionando, de cada mil pessoas que procuram a UPA, só quatro precisam ir para o pronto-socorro depois, ou seja, ajuda a atender na UPA 24 horas e a reduzir a fila e a lotação nos hospitais.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Edson?
REPÓRTER EDSON SANTARINI (Rádio Excelsior AM / Salvador - BA): Sim. Eu teria outra pergunta. Ministro, Salvador, entre outras cidades, inclusive da região metropolitana da grande Salvador e cidades do interior, estão com um risco evidente de uma... do problema da dengue, de uma epidemia da dengue. A pergunta que eu faço: as cidades ou até mesmo o estado e a capital já se manifestaram quanto à solicitação, junto ao Ministério da Saúde, sobre esse problema que Salvador possa viver já a partir do mês que vem, Ministro? Já houve uma manifestação pelos seus gestores?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: O Ministério da Saúde tem orientado os estados e municípios a se anteciparem. Esse segundo semestre do ano é exatamente o momento mais adequado para que a gente descubra quais são os domicílios que têm focos de mosquito, quais são aqueles estabelecimentos comerciais que, às vezes, precisam, inclusive, entrar na Justiça para descartar o foco, preparar os profissionais. São 56 municípios no estado da Bahia considerados municípios de risco, hoje, pelo Ministério da Saúde. E nós acreditamos que se o estado e o município se antecipam às ações, como o estado da Bahia vem fazendo, através da sua Secretaria Estadual, é possível reduzir o número de casos. No ano de 2011, nós tivemos 11% a menos de casos no estado da Bahia, comparado com o ano de 2010. Nós tivemos 65% a menos de casos graves no estado da Bahia, comparado com o ano de 2010. Exatamente porque a Secretaria Estadual ajudou o Ministério na antecipação das ações de controle e preparação dos profissionais. O Ministério da Saúde criou uma decisão nova, que foi poder reajustar em até 20% os recursos de combate à dengue, desde que o município comprove que está realizando as ações que o Ministério orienta. As ações de controle, de visita domiciliar, de ação, de preparação dos profissionais, de usar os instrumentos da Justiça para entrar nos estabelecimentos comerciais que estão fechados ou em casas fechadas que têm foco de mosquito.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E, agora, no programa Bom Dia, Ministro, a participação da Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, com Carlos Viana. Alô, Carlos, bom dia.
REPÓRTER CARLOS VIANA (Rádio Itatiaia / Belo Horizonte - MG): Muito bom dia a você, ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ministro, nós temos o hospital referência de Belo Horizonte aqui, que é o João XXIII. Inclusive referência na América Latina, na área de queimados e uma série de atendimentos de urgência e emergência. Eu gostaria que o senhor detalhasse, por favor, quais serão as obras ou como serão definidas essas obras de melhoria nos hospitais e também essa melhoria no atendimento. Isso foi encaminhado pelos próprios hospitais ou é o Ministério da Saúde quem criou um protocolo, por exemplo?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Carlos. Bom dia a todos de Minas Gerais. Nós estaremos aí no João XXIII, numa ação do Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual, a Secretaria Municipal, em parceria também com os hospitais privados. Nós mapeamos para o SOS Emergências exatamente as maiores urgências e emergências do país. Estamos começando nas 11 que são as maiores, das maiores cidades. Nós vamos chegar a 40 até 2014, incluindo ano a ano um número maior de urgências e emergências. A definição do João XXIII foi exatamente por isso que você falou: ele é, sem dúvida nenhuma, a maior urgência e emergência do município de Belo Horizonte, atendendo não só Belo Horizonte, mas a região metropolitana. Em alguns casos, como você comentou dos casos de queimados, atende o estado inteiro, outros estados do nosso país, por ser um serviço de excelência. É exatamente nesse serviço, que é o mais crítico, onde nós vivemos a situação mais crítica da fronteira entre a vida e a morte, do sofrimento e do alívio imediato, onde os profissionais, os pacientes e as famílias vivem 24 horas essa situação, que nós queremos agir para humanizar o atendimento e melhorar a qualidade do atendimento. Cada um desses hospitais, nós teremos situações diferentes, porque eles têm necessidades diferentes. Então, a nossa primeira ação está no núcleo, chamado Núcleo de Acesso e Qualidade, que tem uma pessoa do Ministério que vai acompanhar esse núcleo, ou seja, o Ministério sai daquela posição do técnico de futebol, que fica só lá na beirada do campo, dando ordem, dando instruções, e entra no campo, junto com os profissionais de saúde, com os pacientes, com os familiares, com a direção dos hospitais. E esse núcleo tira quais são as medidas imediatas. Em geral, as medidas imediatas são: melhorar a recepção, melhorar o acolhimento, aprimorar o que nós sabemos que já é feito no João XXIII, mas que nós sempre podemos melhorar, que é o que nós chamamos de classificação de risco, analisar rapidamente o paciente que chega e atender primeiro quem precisa mais, melhorar a relação com o SAMU, com a unidade básica de saúde, com a UPA 24 horas, que, em geral, são serviços que encaminham esse paciente, para que esse paciente já chegue com uma pré-avaliação, com o início do atendimento no próprio transporte e, com isso, podendo salvar mais vidas e melhorar a qualidade de vida, reduzir as sequelas. E medidas que são medidas estruturantes, que cada núcleo vai definir. Em alguns prontos-socorros, nós vamos precisar ampliar o serviço, a sala de recepção, em alguns nós vamos ter que ampliar as salas que nós chamamos de enfermarias de retaguarda ao pronto-socorro, outros nós vamos ter que ampliar leitos de UTI. Um problema sério, hoje, na lotação dos maiores prontos-socorros é que a pessoa, felizmente, tem a vida salva no pronto-socorro, pelos médicos, pelos profissionais, mas, às vezes, fica um, dois dias lá no pronto-socorro, esperando um leito para ser internado num local mais adequado. Então, uma das ações estruturantes que o SOS Emergências fará, sem dúvida alguma, vai ser ampliar o que nós chamamos de enfermarias de retaguarda. E, para isso, o Ministério da Saúde está colocando mais recursos para ser atrativo para os hospitais, não só públicos, mas os filantrópicos ou contratar leitos nos hospitais privados, para que a gente possa ter essas enfermarias de retaguarda para que a pessoa que teve a vida salva no pronto-socorro fique internada num lugar certo e num lugar adequado.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Carlos?
REPÓRTER CARLOS VIANA (Rádio Itatiaia / Belo Horizonte - MG): Sim. Eu gostaria, também, que o Ministro Padilha - as respostas são boas, porque ele é bem didático e os ouvintes conseguem entender com tranquilidade - nos detalhasse, também, sobre o Melhor em Casa. Nós estamos falando, aqui, em equipes multidisciplinares com uma novidade, a inclusão de fisioterapeutas e até de fonoaudiólogos, por exemplo. Ministro, nós... As prefeituras terão a responsabilidade na contratação dessas equipes? O Ministério da Saúde também, nesse caso, vai participar da atuação das equipes multidisciplinares?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Carlos, nós analisamos, detalhadamente, algumas experiências municipais, uma delas aí do lado de Belo Horizonte, que é o município de Betim, que, há muitos anos, já aplica esse programa de Atenção Domiciliar. Com o Melhor em Casa, o Ministério passa a custear municípios que estavam fazendo com recursos próprios a Atenção Domiciliar ou dá a oportunidade para municípios que não faziam ainda - às vezes porque não tinham recurso, não tinham percebido a importância - para começar a fazer. O Ministério da Saúde repassa os recursos para a contratação das equipes. São equipes que têm um formato que nós chamamos... Um formato que toda a equipe tem que ter, que é, pelo menos, um médico, um enfermeiro, técnico de enfermagem e fisioterapeuta, porque uma boa parte desses pacientes são pacientes que ou estiveram internados ou poderiam estar internados no hospital, mas que é melhor se recuperar, ter reabilitação motora... Muitos pacientes são pacientes que tiveram derrames, isquemia, e ficam com sequelas. E o papel do fisioterapeuta pode ajudar muito. O fonoaudiólogo também, viu, Carlos? O fonoaudiólogo pode ajudar muito nas pessoas que, durante a internação no hospital, tiveram que ficar com a ajuda respiratória, o que nós chamamos do paciente entubado, que fica respirando por aparelhos. Ter um bom fonoaudiólogo pode ajudar essa pessoa a voltar a mastigar mais rápido, a se alimentar de forma mais adequada, voltar com a voz mais rapidamente; além de cuidar bem da voz durante o tratamento pode ser bom, a pessoa fica mais animada, mais feliz e, com isso, recupera mais rapidamente a qualidade de vida. O Ministério da Saúde vai repassar os recursos. Para isso, o município ou o estado tem que cadastrar a equipe em um cadastro que o Ministério da Saúde criou exatamente para controlar as equipes, melhorar a fiscalização. As equipes têm que estar permanentemente cadastradas, atualizar mensalmente, senão o Ministério da Saúde não repassará os recursos. Esse cadastro tem sido uma medida forte que o Ministério da Saúde tem feito de combater o desperdício de recursos na Saúde. Só para ter um exemplo, Carlos, com esse cadastro que nós aplicamos nas equipes de Saúde da Família, o Ministério passa, mensalmente, a controlar se tem, realmente, o médico, o enfermeiro, se o registro do médico está correto, a frequência, a carga horária. Com isso, nós já descredenciamos 3.500 equipes de Saúde da Família, mais de 2.000 equipes de saúde bucal, mais de 16.000 agentes comunitários de saúde, porque o Ministério percebeu que o cadastro não estava atualizado e, com isso, suspendemos o repasse do recurso. Esse cadastro, também nós demos a oportunidade para que os médicos pudessem entrar no cadastro para saber se a informação sobre ele estava correta, porque, às vezes, podia ter um gestor local, em um município, que estava colocando a informação dizendo que aquele médico estava atuando naquela unidade de saúde e o médico nem estava e nem sabia disso. Então, demos a oportunidade para os médicos atualizarem o seu cadastro. Só para você ter uma ideia, 14 mil médicos entraram e atualizaram o cadastro e, com isso, nos ajudou a fiscalizar, suspender o repasse dos recursos para os municípios nessa medida de combate ao desperdício de recursos na Saúde, Carlos.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Você está ouvindo o programa Bom Dia, Ministro; hoje, recebendo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A EBC Serviços disponibiliza o sinal desta entrevista em todos os canais, para todas as emissoras de rádio do país, no canal da Voz do Brasil. O áudio da entrevista também é disponibilizado, ainda hoje pela manhã, na página da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, na internet. O endereço é: www.imprensa.planalto.gov.br. E, agora, temos a participação da Rádio Amazonas FM. De Manaus, fala Patrick Motta. Alô, Patrick. Bom dia.
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus - AM): Olá, Luciano Seixas. Bom dia para você, senhoras e senhores ouvintes. E bom dia, Ministro.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Patrick. Como vai Manaus, aí?
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus - AM): Está tudo bem. A nossa cidade está chegando onde a gente imagina que ela possa chegar. Ministro, esse atendimento domiciliar, no Sistema Único de Saúde, e o SOS Emergências significam mais contratações de profissionais de saúde, Ministro? E, se afirmativo, quem irá contratar esses servidores, a União, os estados ou os municípios?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Significa termos mais médicos e profissionais de saúde mais perto da onde as pessoas precisam, Patrick. O Ministério da Saúde repassa os recursos para os municípios e para os estados. O estado e o município têm que cadastrar as equipes em um cadastro que nós criamos para controlar e fiscalizar essas equipes. E o Ministério da Saúde repassa todos os recursos necessários para a contratação das equipes. Nós sabemos que um dos grandes problemas dos municípios, dos estados, é exatamente ter mais médicos para atuar mais próximo da onde as pessoas precisam, Patrick. Por isso que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, tomou duas medidas que vão contribuir muito para termos mais médicos mais próximos da onde as pessoas precisam. Primeiro, foi um médico que se formou utilizando o crédito estudantil, o chamado Fies, a cada ano que ele trabalhar para o SUS, aonde o SUS mais precisa dele, ele vai descontar da dívida que ele tem com o governo federal, do crédito estudantil. Ou seja, como um estímulo para que o médico formado trabalhe, cada vez mais, no SUS, onde o SUS precisa dele. E um outro estímulo é no momento da ampliação das residências, que é o momento da especialidade médica, que depois que o médico se formou, ele escolhe para fazer uma especialidade. Eu, por exemplo, fiz de doenças infecciosas, infectologia. E aí, quando vai fazer essa especialidade, se ele trabalhou na atenção básica, nos postos de saúde, onde o SUS precisa dele, ele vai ganhar como se fosse um prêmio na hora de prestar a prova de especialidade.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Alguma outra pergunta, Patrick?
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus - AM): Sim, Luciano. Ministro, a decisão do ex-presidente Lula de fazer o seu tratamento em hospital privado causou uma certa polêmica, nos últimos dias. Muitos acham que Lula deveria estar se tratando no SUS. Na avaliação do senhor, que é Ministro da Saúde, o SUS tem condições de tratar qualquer cidadão que enfrenta problema semelhante ao do ex-presidente, ou não, Ministro?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Eu sempre gosto quando se amplia o debate sobre o SUS e sobre os direitos, também, de quem paga um plano de saúde de ter sobre o tratamento, viu, Patrick? Esse debate sobre o presidente Lula tem dois temas importantes. Primeiro, uma pessoa que paga, durante 30 anos, um plano de saúde, como o presidente Lula paga, desde quando era metalúrgico, antes de ser presidente, ele tem o direito, e é dever do plano de saúde arcar com todo o seu tratamento, inclusive quando é um tratamento de câncer. Porque o que é muito comum, Patrick, é as pessoas pagarem o plano de saúde ao longo da sua vida e, na hora de um tratamento de câncer, sabe quem salva essas pessoas? É Sistema Único de Saúde, porque tem vários planos de saúde que não arcam com tratamentos mais caros como o câncer, com internação, que é mais custosa. Então, o primeiro debate que nós temos que fazer é que uma pessoa que paga, há 30 anos, um plano de saúde tem o direito, e o plano tem o dever de dar o melhor tratamento e tratamento completo a essa pessoa. A outra, os médicos que tratam do presidente Lula também tratam de câncer no Sistema Único de Saúde: no Hospital do Câncer, do Icesp, no Instituto do Coração. Isso é importante todo mundo saber: os medicamentos que o presidente Lula está recebendo para o tratamento do câncer são tratamentos e medicamentos que o SUS também garante. Para você ter uma ideia, Patrick, hoje, por mês, são feitos 2,5 milhões de tratamentos e procedimentos para o tratamento de câncer integralmente no SUS. O SUS garante... Hoje, 80% dos tratamentos de câncer que se faz no país são feitos dentro do Sistema Único de Saúde. Agora, nós precisamos aproveitar esse momento, também, para duas coisas. Primeiro, a forma como o presidente Lula está enfrentando o tratamento, anunciou 24 horas depois que descobriu que tinha o câncer, falou que tinha o câncer, enfrentando o tratamento, vai ajudar com que a gente acabe com o preconceito e o estigma sobre o câncer. O presidente Lula, que já nos ajudou a enfrentar outros preconceitos, vai ajudar a enfrentar esse preconceito também. O câncer tem cura. Vai ajudar as pessoas a terem mais coragem de fazer o diagnóstico precoce, como devem fazer. E vai nos ajudar a reconhecer e ter prioridade, cada vez mais, para ampliar os tratamentos para o câncer no Brasil. O SUS precisa, sim, se reorganizar, ampliar, possibilitar o diagnóstico mais precoce. Nós temos um grande desafio, Patrick, que é levar o diagnóstico e o tratamento do câncer exatamente para os estados do Norte, do Nordeste do país, para o interior dos estados Sul e Sudeste. A presidenta Dilma lançou, em março, um grande programa para diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo de útero aí em Manaus. Por que nós lançamos aí em Manaus? Porque, exatamente, nós precisamos ampliar o acesso às pessoas para tratamento e diagnóstico do câncer na Região Norte do país. Nós queremos, aí, ampliar o acesso à mamografia, que nós precisamos fazer isso no estado do Amazonas. O estado do Amazonas, como o Norte inteiro, as mulheres... O principal câncer que as mulheres morrem é do câncer de colo de útero, que é possível fazer o diagnóstico mais precoce. Nós precisamos ampliar a radioterapia no interior dos estados de todo o Brasil e, sobretudo, no Norte do país. Isso está no plano que nós lançamos, em março, de ampliação do tratamento do câncer, porque o SUS precisa, sim, ampliar o tratamento para o câncer, o diagnóstico, sobretudo no interior dos estados do Norte e Nordeste do país e no interior, também, do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Você está ouvindo o programa Bom Dia, Ministro. E, agora, contamos com a participação do Rádio Gazeta AM/CBN de Cuiabá, com Michely Figueiredo. Alô, Michely. Bom dia.
REPÓRTER MICHELY FIGUEIREDO (Rádio Gazeta AM/CBN / Cuiabá - MT): Bom dia, Luciano. Bom dia, Ministro Alexandre Padilha. Ministro, uma polêmica muito grande vem envolvendo o estado de Mato Grosso em relação à administração das unidades de saúde existentes aqui no estado. O governo estadual resolveu adotar a contração de organizações sociais para fazerem o gerenciamento dos hospitais regionais e também daqueles hospitais que, por ventura, estão sendo estadualizados, porque são do município, mas estão sendo passados para a responsabilidade do governo estadual. Como que o senhor vê essa adoção desse sistema de organizações sociais? E, aqui, a gente já teve, até mesmo, uma decisão judicial proibindo a contratação dessas organizações, por entender que o governo do estado estaria passando 100% da sua responsabilidade para esse tipo de gestão.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Michely. Bom dia a todos do estado do Mato Grosso, em especial os nossos ouvintes em Cuiabá. O Sistema Único de Saúde, ele convive, desde a sua criação, com serviços que são totalmente estatais e com serviços que são filantrópicos, privados ou com parcerias. Para você ter uma ideia, Michely, hoje, ainda hoje, 54% dos leitos que são oferecidos para o Sistema Único de Saúde, são em hospitais privados ou hospitais filantrópicos. Então, desde a nossa criação, nós compreendemos que podem, sim, existir parcerias com hospitais filantrópicos, serviços filantrópicos e com serviços privados. Agora, o que é fundamental e que o Ministério da Saúde defende? Que o controle, a gestão, o agendamento, o que nós chamamos de regulação, que é saber a distribuição dos leitos, quem interna em cada hospital, a fiscalização e a avaliação tem que ficar na mão do gestor público estadual ou do gestor público municipal, até para que tenha o que nós chamamos de controle social, que nós defendemos como algo muito importante, que são os conselhos estaduais e os conselhos municipais acompanharem, fiscalizarem o que está sendo feito com os recursos, o acompanhamento dos pacientes. Então, o Ministério da Saúde compreende que o SUS, desde o começo, está aberto a parcerias, mas desde que o controle, a gestão, o planejamento, a regulação, a fiscalização e a avaliação seja feita pelo gestor estadual e pelo gestor municipal, Michely.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E, agora, no programa Bom Dia, Ministro, a participação da Rádio Boas Novas 580 AM, da Rede Brasil, de Recife, Pernambuco, com Elida Régis. Alô, Elida, bom dia. Bom dia, Elida Régis. Daqui a pouquinho, fazemos o contato aí com o Recife. Vamos, então, a Porto Alegre, Rádio Gaúcha AM, com Leandro Staudt. Alô, Leandro. Bom dia.
REPÓRTER LEANDRO STAUDT (Rádio Gaúcha AM / Porto Alegre - RS): Alô, bom dia. Bom dia, Ministro. Bom, eu gostaria de saber qual a cobertura do programa Melhor em Casa aqui no Rio Grande do Sul. A gente já sabe que o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, por exemplo, tem um plano de ampliação dessas equipes que atendem os pacientes em domicílio. E qual é o projeto do Ministério para o Rio Grande do Sul neste programa?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Leandro. Bom dia a todos do Rio Grande do Sul. O Grupo Hospitalar Conceição foi uma das experiências que nós analisamos para, exatamente, implantar o Melhor em Casa, transformar como um programa nacional aonde quem já faz vai ser apoiado e custeado pelo Ministério; e, com os recursos do Ministério da Saúde, dar oportunidade para quem não faz ainda essa Atenção Domiciliar. O GHC tem cerca de seis equipes e está prevendo, com esse programa, ampliar as equipes. O nosso critério básico é o Ministério apoiar pelo menos uma equipe para cada cem mil habitantes, que pode ser um município que tenha cem mil habitantes ou um conjunto de municípios, porque nós estimulamos os consórcios de municípios, reunindo cem mil habitantes. O município tem que ter a garantia de que tem uma retaguarda hospitalar, uma retaguarda de UTI, e um serviço como o Samu ou similar ao Samu. O Ministério vai exigir isso para que o município participe, porque nós queremos garantir a segurança hospitalar; no conforto do lar das pessoas, mas com garantia de retaguarda hospitalar, de retaguarda de UTI. As pessoas... Os municípios apresentam a proposta para o Ministério da Saúde, a partir dos critérios que nós estabelecemos. A partir daí, o Ministério faz o cadastramento dessas equipes, porque nós vamos fazer um processo permanente de fiscalização, acompanhamento, apoio técnico também à atuação dessas equipes. Elas têm que estar vinculadas a um hospital, tem que ter uma referência hospitalar, porque quem prescreve se aquela pessoa... Quem indica se a pessoa pode receber aquele tipo de tratamento em casa, pode ficar internado dentro da sua casa, é o médico. E também a família não vai ser obrigada a ficar em casa. A família faz um termo de consentimento se ela quer que o tratamento aconteça em casa. O que nós acompanhamos dessas experiências que já existem é que o resultado é muito melhor: reduz o risco de infecção hospitalar, a evolução do quadro daquela pessoa é muito mais rápido, a pessoa se adapta melhor à situação, inclusive reduz a necessidade de reinternações.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E, agora sim, refizemos o contato com Recife. A participação da Rádio Boas Novas 580 AM, com Elida Régis. Alô, Elida. Bom dia.
REPÓRTER ELIDA RÉGIS (Rádio Boas Novas AM / Recife - PE): Bom dia, Luciano. Bom dia, Ministro. Ministro, de acordo com a proposta do projeto Melhor em Casa, o uso do programa seria ampliar a qualidade do atendimento nos grandes hospitais do país. Aqui em Recife, seria implantado no Hospital da Restauração, que, apesar de ser uma referência, sofre com a superlotação e da demora do atendimento por conta do grande número de pessoa à procura de atendimento por urgência. O atendimento domiciliar também não sofreria desse problema, Ministro?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Tudo bem, Elida? É exatamente por isso que essas ações são combinadas. Tanto o S.O.S. Emergências como o Melhor em Casa, que é a internação domiciliar, fazem parte da política do Ministério da Saúde para toda a rede de urgências e emergências, que envolve as Upas 24 horas, nós já temos aí em Recife a expansão do Samu, e serviços que acontece depois do pronto-socorro. Nós já estamos atuando no Hospital da Restauração, por isso que ele é um dos escolhidos, por ser a maior urgência e emergência, não só de Pernambuco, mas uma das maiores do Nordeste inteiro. E nós estamos mostrando que é possível, sim, mudar a realidade de uma urgência e emergência quando se prioriza a qualidade do atendimento, a humanização, o atendimento mais rápido, reduzir o tempo de espera e ter espaços para as pessoas ficarem em um local mais adequado. Uma das ações que vai ajudar muito aí no caso do Hospital da Restauração é a parceria do Ministério da Saúde com a Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Pernambuco, para a inauguração do Hospital Pelópidas e lá ter uma enfermaria de retaguarda de cerca de 40 leitos para pacientes que estão, hoje, no Hospital da Restauração, tiveram a vida salva no pronto-socorro, e que estariam localizadas em um local mais adequados de internação em uma enfermaria de retaguarda para os problemas neurológicos, que vão bastante para o Hospital da Restauração. E o Melhor em Casa, a Atenção Domiciliar, ajuda nisso. Exatamente para as pessoas que possam ter o tratamento em casa, onde é melhor ter o tratamento em casa, poder ser acompanhado pelas equipes. Levarmos a estrutura do hospital, profissionais médicos, outros profissionais de saúde, equipamentos, estrutura de transporte, para estar lá, em casa, junto com a sua família, com o seu ambiente e, com isso, ter um melhor resultado no tratamento.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E, agora, no Bom Dia, Ministro, a participação da Rádio Massa FM, de Curitiba, com Velozo Santos. Alô, Velozo. Bom dia.
REPÓRTER VELOZO SANTOS (Rádio Massa FM / Curitiba - PR): Bom dia aos ouvintes do programa Bom Dia, Ministro. Nós, aqui no estado do Paraná, Ministro da Saúde, temos uma dúvida. Vários programas são lançados pelo governo federal, pelos governos estaduais e municipais. A diferença entre o que é teórico e o que é prático. Como que o cidadão vai poder aferir a qualidade desse programa que o Ministro está comentando no dia de hoje?
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Velozo. Bom dia a todos de Curitiba e do estado do Paraná. O Ministério da Saúde, ele vai fazer, exatamente, um cadastro das equipes do Melhor em Casa. O município apresenta a proposta para o Ministério da Saúde, ficam cadastradas as equipes, a composição das equipes, os atendimentos que são feitos, são realizados. O Ministério da Saúde criou esse programa a partir de experiências municipais e estaduais e de dois hospitais do próprio Ministério da Saúde. E a satisfação do usuário ultrapassa 90% em todas as pesquisas desses serviços, porque é levar as equipes profissionais, médicos e equipamentos, para dentro da casa das pessoas, onde elas podem ser melhor tratadas, mas, com isso, tendo bastante rigor e segurança. As regras do programa exigem que quem indica a internação domiciliar é o médico, com o consentimento da família e do paciente. Esse cadastro, que o Ministério da Saúde cria para o programa Melhor em Casa, vai poder acompanhar, inclusive mensalmente, com a atualização do cadastro, os profissionais que estão atuando, os procedimentos que são realizados, exatamente para que nós tenhamos dados que mostrem a qualidade do programa.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E, agora, no Bom Dia, Ministro, com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a participação da Rádio Belém FM, de Belém do Pará, com Antônio Carlos. Alô, Antônio Carlos. Bom dia.
REPÓRTER ANTÔNIO CARLOS (Rádio Belém FM / Belém - PA): Bom dia a todos. Bom dia, Ministro Padilha. A Belém FM, mais uma vez, participando, aqui, da entrevista maravilhosa. Ministro, a nossa dúvida é o seguinte. Nós sabemos que, todo mês, aí, o Ministro da Saúde investe... Envia para o Pará, para Belém, alguns investimentos, alguns compromissos com o governo, mas, infelizmente, esse dinheiro, às vezes, eles são desviados. Para se ter uma ideia, a Santa Casa, todo mês, morre bastante criança, e também falta de leito, também, nos hospitais do estado e do município. Por sinal, até matéria de jornal saiu, ontem, aqui em Belém, que repercutiu em todo o Pará, foi a falta de leito, não é, do SUS em alguns hospitais, no Hospital Ophir Loyola, e também pacientes morreram por falta de atendimento médico, ser por idade, para os idosos, nessa hora, que precisam de saúde, de atendimento médico. E acontece que está faltando, no Pará, aqui, leito, não é, para os pacientes, aí, que estão precisando de hemodiálise e muito mais. E fica na fila, aí, esperando, aí, no banco de central de leitos do SUS e, às vezes, não são atendidos. E, infelizmente, os pacientes morrem já antes de entrar no hospital, Ministro. Eu queria saber até aonde iremos aceitar essa situação aí, de a gente não ter mais saúde no estado do Pará, que, por sinal, o dinheiro vem, mas é desviado para outro lugar. Bom dia, Ministro.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Bom dia, Antônio Carlos. Bom dia a todos os ouvintes aí de Belém, do estado do Pará. O SOS Emergências vem, exatamente, para enfrentar essa situação, Antônio Carlos. Nós temos dito que nós queremos enfrentar o lado mais crítico da baixa qualidade de atendimento no Sistema Único de Saúde, tendo que ter o apoio e a parceria com o estado e com o município, porque são eles, inclusive pela lei, que são os responsáveis pela gestão, pelo controle dos serviços, mas o Ministério da Saúde chegando mais próximo da atuação, junto com a direção dos hospitais e com os trabalhadores de saúde. Aí no caso de Belém, nesse momento, a nossa grande prioridade na qualidade do atendimento é em relação, exatamente, ao atendimento da gestante e da criança. Por isso que nós criamos o Rede Cegonha, onde o Ministério da Saúde começa a passar investimentos, com recursos, com apoio à contratação de médicos e organização dos serviços, com foco em todas as etapas de uma gravidez e da criança. Nós não queremos ver mais situações como nós vimos, recentemente, em Belém, no estado do Pará, sobre a baixa qualidade do atendimento à gestante e à criança. Inclusive, nós mandamos membros, diretores do Ministério da Saúde. Eu quero apoiar a medida que a Secretaria Estadual fez de demissão imediata da direção da Santa Casa, a abertura de investigação, de sindicância sobre esses procedimentos. Nós precisamos reorganizar toda a atenção à gestante e à criança no estado do Pará, e o Ministério da Saúde quer estar do lado do Pará e dos paraenses para poder enfrentar esse grande problema, hoje, no estado do Pará.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: Muito obrigado, Ministro Alexandre Padilha, por sua presença, hoje, aqui no programa Bom Dia, Ministro, atendendo os nossos companheiros radialistas de todo o país.
MINISTRO ALEXANDRE PADILHA: Muito obrigado, Luciano. É sempre um prazer estar com todos aqui. E deixar o número do Ministério da Saúde, que é o 136, que os ouvintes podem trazer denúncias, sugestões, orientações para esse grande programa SOS Emergências.
APRESENTADOR LUCIANO SEIXAS: E nós estamos encerrando, neste momento, o programa Bom Dia, Ministro, que tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Eu sou Luciano Seixas, e nós voltamos em uma próxima oportunidade. Até lá.