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Arquivos: 19/08/10 Transcrição

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Olá, amigos, em todo o Brasil, eu sou Kátia Sartório, e começa agora mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro. O programa tem a coordenação e a produção da Secretaria da Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços. Hoje, aqui nos estúdios da EBC Serviços o Ministro da Ciência e Tecnologia Sergio Rezende, bom-dia Ministro seja bem vindo. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-dia Kátia, bom dia aos ouvintes que participam...
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Dessa rede não é ministro?
MINISTRO SERGIO REZENDE: Dessa rede grande que vai do Oiapoque ao Chuí, é uma satisfação estar aqui de novo. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: A satisfação é nossa, ministro. E na pauta de hoje temos a iniciativas públicas e privadas para sensibilizar as empresas nacionais a investirem em inovação tecnológica. O Ministro Sergio Rezende vai explicar os principais resultados do Plano de Ação de Ciência e Tecnologia e Inovação, o plano PAC Ciência 1, não é isso ministro, para o desenvolvimento nacional. O Ministro da Ciência e Tecnologia Sergio Rezende já está aqui no estúdio, pronto para conversar com âncoras de emissoras de rádio de todo o país neste programa que é multimídia, estamos ao vivo no rádio e na televisão. Ministro, vamos conversar primeiro com a Amazonas. A Rádio Amazonas FM de Manaus onde está Patrick Motta. Bom dia Patrick. 
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / MANAUS - AM): Bom-dia, Kátia Sartório, senhoras e senhores ouvintes e bom dia, ministro. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom dia Patrick bom-dia a todos os ouvintes da Rádio Amazonas. 
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / MANAUS - AM): Ministro, sobre a liberação de recursos públicos para inovação tecnológica em diversas áreas como biotecnologia, instituições, importante aqui da Amazônia, ministro, como o INPA que é o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, podem ser beneficiadas através de seus pesquisadores? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: O PAC, na verdade o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia é , digamos assim, a principal entidade de pesquisa do Brasil nessa área, ela é vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e o INPA tem tido uma grande expansão nas suas atividades em razão basicamente desse nosso plano de ação, esse extra de tecnologia e inovação que tem entre suas áreas estratégias para pesquisa e desenvolvimento a Amazônia com toda a sua complexidade, com todo o seu grande leque de oportunidades. O INPA tem, além de ter recebido mais recurso para o seu custeio para investimento nos últimos anos, o INPA cedia três institutos nacionais de ciência tecnologia e inovação que é um programa lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico em 2008, como parte do PAC, e esses institutos na verdade formam uma rede de instituições que trabalham junto com o INPA para desenvolver mais conhecimento e como eu disse para fazer com que essas grandes oportunidades da Amazônia resultem em benefícios diretos para a população. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta Patrick? 
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / MANAUS - AM): Sim, Kátia Sartório, na realidade eu gostaria ministro de deixar apenas uma reflexão para todos que nos ouvem nesse momento. É que muita gente fala sobre Amazônia e alguns tópicos até são verdadeiros, outros, no entanto, a gente considera delírios e um desses delírios é que dizem por aí que a Amazônia é patrimônio da humanidade. Ministro, senhores ouvintes, a Amazônia não é patrimônio da humanidade coisa nenhuma a Amazônia é patrimônio do povo brasileiro a serviços sim da humanidade. Era essa reflexão que gostaria de deixar e bom-dia a todos. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Bom-dia Patrick. Você quer comentar ministro? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Patrick você tem razão, mas quando se fala que é patrimônio da humanidade, muitas pessoas falam bem intencionadas no sentido que é tão importante para o planeta que é um patrimônio da humanidade. Mas você tem toda razão, ela é brasileira, patrimônio dos brasileiros e nós somos os principais responsáveis para cuidarmos da Amazônia. Agora deixa eu dar informação e chamar atenção dos ouvintes que, como todos sabem, o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais têm um programa permanente de monitoramento da desmatamento da Amazônia, a Amazônia como um todo, nos últimos anos a taxa de desmatamento vem caindo, no ano passado a área de desmatada apurada total foi de 7400 km² numa redução de, comparado com o anterior, foi de 12400 km². Pois bem este ano o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) está finalizando seus levantamentos e nós estamos esperando ter uma redução maior ainda para chegarmos a 5000 km², a naturalmente a nossa meta deve ser desmatamento zero na Amazônia, mas nós estamos avançando rapidamente no controle de um dos problemas sérios da Amazônia que é o desmatamento predatório. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programo Bom Dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório, o nosso convidado de hoje, ministro Sérgio Rezende da Ciência e Tecnologia que conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país, lembrando a todas emissoras que o sinal dessa entrevista está no satélite,  no mesmo canal da Voz do Brasil. Ministro Sérgio Rezende, vamos conversar com a Rádio Caicó no Rio Grande do Norte, a pergunta é de Suerda Medeiros que está em Caicó. Bom-dia, Suerda. 
REPÓRTER SUERDA MEDEIROS (Rádio Caicó / Caicó - RN): Bom-dia Kátia Sartório, bom-dia Ministro Sérgio Rezende,  participar do Bom Dia, Ministro. Ministro, nós sabemos que estão abertas as inscrições para oitava edição do Prêmio Destaque do Ano da Iniciação Científica, inclusive é até o próximo dia 27 de agosto essas inscrições. De fato, que prêmios dessa natureza contribuem para o avanço da tecnologia e a ciência no Brasil, na prática ministro? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-dia, Suerda. Bom-dia a todos os ouvintes de rádio Caicó. Suerda o que acontece no país é que a ciência é uma atividade muito nova entre nós, nós começamos a formar pesquisadores de maneira institucional, ou seja, pessoas com formação pós-graduada, há 40 anos atrás, e no momento o Brasil já ocupa uma posição relevante no mundo, nós temos uma taxa de publicação de artigos em revistas internacionais que já é a 13ª do mundo, passamos países importantes como a Rússia, como a Holanda, mas o fato é o seguinte, para o tamanho da nossa população, para complexidade do Brasil nós ainda temos o número pequeno de pesquisadores, e é preciso então fazer um esforço muito grande para atrair os jovens para a pesquisa, por isso há iniciativas importantes como a Olimpíada Brasileira de Matemática nas escolas públicas que envolvem este ano 19 milhões de 400 mil estudantes, nós temos a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia que será realizada na terceira semana desse mês de outubro deste ano e são iniciativas para despertar o interesse pela ciência, despertar os jovens. A iniciação científica é um programa quase que único no mundo, um programa que no Brasil começou há 40, 50 anos e que é muito importante, porque ele concede bolsas para para estudantes durante o curso de graduação para eles se iniciarem na pesquisa e esses são os candidatos naturais a se tornarem pesquisadores depois então, esse prêmio destaque na iniciação científica, ele tem esse objetivo de estimular ainda mais os jovens pela ciência e pela tecnologia. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta Suerda? 
REPÓRTER SUERDA MEDEIROS (Rádio Caicó / Caicó - RN): Tenho sim, Kátia, e é sobre os ISRM, centros federais tecnológicos, que inclusive aqui em Caicó recentemente o Presidente Lula inaugurou um centro desse um Instituto Técnico Federal aqui na nossa cidade de Caicó, que fica a 270 quilômetros de Natal. O que eu queria saber do senhor, Ministro Sergio Rezende, é que contribuição esses ISRM dão à ciência e a tecnologia aqui no nosso Estado do Rio Grande do Norte? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Suerda novamente uma das razões pelas quais o Brasil custou a despertar para a questão da ciência e tecnologia é a falta de um número maior de escolas técnicas, escolas profissionalizantes e universidades, e uma política do governo do presidente Lula tem sido de expandir as universidades federais, instalando os campis no interior. Nós tínhamos até 2002 cerca de 45 universidades federais hoje temos 59, mas além disso temos mais cerca de 130 extensões universitárias. Então, há um grande programa de expansão das universidades. Em relação às escolas técnicas, institutos federais, em 100 anos de construção de escola técnica foram implantadas 140, pois bem até o final do governo do governo Lula serão sido implantadas 214 escolas técnicas federais elas têm esse papel, de dar um ensino com mais ciência com mais tecnologia, e com isso fazer com que nós teremos mais gente envolvida com essa área, porque hoje, como é reconhecido em todo mundo, a base fundamental do desenvolvimento da relações está no conhecimento, na pesquisa, no desenvolvimento e na educação. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom Dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório e estamos hoje com o Ministro da Ciência Tecnologia Sérgio Rezende que conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país, lembrando que o sinal dessa entrevista está no satélite no mesmo canal da Voz do Brasil e o que áudio estará disponível ainda hoje pela manhã na internet em www.imprensa.planalto.gov.br, é a página da Secretaria de Imprensa da Presidência da República. E eu estou vendo ministro que estamos ao vivo também no Portal do Ministério da Ministério da Ciência e Tecnologia em www.mct.gov.br. Ministro vamos agora conversar com a Rádio Aliança em Concórdia, Santa Catarina. A pergunta é de Alex Pacheco. Bom-dia Alex. 
REPÓRTER ALEX PACHECO (Rádio Aliança / Concórdia - SC): Bom-dia, Kátia. Bom-dia também ao Ministro Sérgio Rezende é um prazer falar mais uma vez com os amigos. Bom ministro a minha pergunta é relacionada à realidade local, mas dentro dessa política pública voltada à inovação tecnológica. A região oeste de Santa Catarina onde a gente fala nesse momento, é essencialmente agrícola. O senhor acredita que é possível viabilizar projetos nessa área e descentralizar recursos também para atender esse nicho e de qual forma Ministro as pessoas  poderiam participar? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-dia Alex, bom-dia aos ouvintes da rádio Aliança. Um dos fatos que mais me entusiasma em participar desse Bom Dia, Ministro é exatamente a oportunidade de pouco tempo falar com jornalistas, e ser ouvido pela população de todo o Brasil com toda a sua diversidade e complexidade. Alex, o que está acontecendo no Governo do Presidente Lula, como eu falei ainda há pouco para os ouvintes, especialmente respondendo a pergunta de Suerda Rádio Caicó, é que há um programa do Presidente Lula, uma determinação de difundir pelo Brasil como um todo, as oportunidades de educação de ciência e da tecnologia, isso se reflete como eu disse na construção de escolas técnicas, nas universidades, mas tem um programa do Ministério da Ciência e Tecnologia que chama do Centro Vocacionais Tecnológicos que tem o papel de..., que cumpre um papel, digamos assim, que não está inserido no sistema formação formal de educação. O centro educacional tecnológico tem o objetivo de dar, digamos assim, uma formação em geral em tempo mais curto para produtores, para trabalhadores, de uma pequena região que tem suas especificidades. Esses CVTs estão sendo implantados em todo o Brasil, o Ministério da Ciência e Tecnologia estará até o final do ano implantando aproximadamente 600, mas eles não são feitos por iniciativa exclusivamente nossa, até porque seria muito difícil de Brasília, de maneira centralizada, perceberem a necessidade de cada região eles têm uma participação muito grande das prefeituras, que se aproximam do Ministério da Ciência e Tecnologia e fazem suas propostas de parlamentares, parlamentares federais, que estão aqui em Brasília e que conhecem o programa e em alguns estados temos também o próprio Governo do Estado desenvolvendo isso como um programa de estado, então, há oportunidade sim de ter uma contribuição direta, para formação de pessoas, de produtores aí da região de Concórdia, e eu sugiro, para isso, que vocês vejam as oportunidades através do programa do Centro Vocacionais Tecnológicos e também de Arranjos Produtivos Locais que se encontram no Portal do Ministério da Ciência e Tecnologia como Kátia disse o endereço é www.mct.gov.br. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Alex você tem outra pergunta? 
REPÓRTER ALEX PACHECO (Rádio Aliança / Concórdia - SC): Ok, Kátia. Agradeço a atenção bom-dia a todos. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada pela participação Alex Pacheco, da Rádio Aliança, de Concórdia, em Santa Catarina. Ministro, vamos agora a Minas Gerais conversar com a Rádio Globo Cultura de Uberlândia, Ivania Thaís bom-dia. 
REPÓRTER IVANIA THAÍS (Rádio Globo Cultura / Uberlândia - MG): Bom-dia bom-dia senhor ministro. Ministro, diante dos valores que estão sendo repassados para os projetos científicos, como desenvolver a tecnologia brasileira hoje e daqui a dez anos? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Ivânia bom-dia. Bom-dia ouvintes da Rádio Globo Cultura, de Uberlândia. Como já disse anteriormente o Brasil demorou um pouco a entrar nessa área de ciência e tecnologia, mas nos últimos anos, últimos 15, 20 anos, mas especialmente nos últimos poucos anos, a evolução tem sido muito rápida nós estamos com uma produção científica grande, comparado com países  desenvolvidos com grande tradição, nós estamos avançando em todas as áreas, especialmente em áreas estratégicas agora o grande desafio nosso, Ivania, é fazer com que essa atividade de pesquisa e desenvolvimento ela passe a fazer parte do processo produtivo das empresas, esse é o grande desafio do Brasil. Para isso o nosso PAC da Ciência juntamente com o PDP que e a Política Desenvolvimento Produtivo, do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, do BNDES, tem o conjunto de iniciativas para apoiar as empresas privadas a investirem em inovação tecnológica. Então, eu vejo nos próximos dez anos, o Brasil avançando muito mais em ciência, mas progredindo de maneira acelerada nessa atividade, como eu te falei, que chama e inovação tecnológica nas empresas. É essa é a chave para as empresas brasileiras tornarem mais competitivas, para ganharem mercados, para se internacionalizarem. Elas estão avançando nesse setor, mas precisamos avançar muito mais ainda. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro o que falta para as empresas brasileiras investirem mais em inovação, é uma questão cultural ou falta realmente estímulo? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Kátia, é uma combinação de fatores. Primeiro é uma questão cultural, nós tivemos uma industrialização tardia, essa industrialização vêm dos setores tradicionais, ou então feita por empresas multinacionais, as empresas multinacionais elas são multinacionais, têm um poder muito grande, porque nas suas matrizes elas fazem pesquisa e desenvolvimento e desenvolvem produtos novos que levam para os mercados como os nossos, como o nosso. Mas também houve no Brasil uma falta de articulação da política de ciência e tecnologia, como a política industrial. No momento já há alguns anos os nós temos essas políticas articuladas à política industrial a PDP, articulada com a política de ciência e tecnologia e aí os resultados começam a aparecer. Hoje nós temos um número considerável de empresas que estão aproveitando as oportunidades, e recebendo recursos não reembolsáveis para fazer pesquisas em desenvolvimento e inovação, recebendo incentivos fiscais, ou seja, pagando menos impostos porque estão fazendo pesquisa, e também recebendo apoio do SIBRATEC, o Sistema Brasileiro de Tecnologia, que nós estamos num processo acelerado de implantação e que faz com que permite o que setor de pesquisa apóie o desenvolvimento das empresas. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é um programa Bom Dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório estamos hoje com o Ministro Sérgio Rezende, da Ciência e Tecnologia, estamos ao vivo no rádio e televisão. Ministro, vamos conversar agora com a Rádio Difusora Caxiense, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Marçal Rodrigues, bom-dia. 
REPÓRTER MARÇAL RODRIGUES (Rádio Difusora Caxiense / Caxias Do Sul - RS): Bom-dia. Bom-dia Sr. Ministro Sérgio Rezende é um prazer conversar com o senhor. É sobre um tema muito importante em relação à ciência e tecnologia. Gostaria  que o senhor em poucos minutos falasse sobre o papel de fundamental importância para o Brasil no momento em que avança na economia e precisamos desse ministério. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-dia Marçal, bom-dia a todos os ouvintes da Rádio Difusora Caxiense, de Caxias do Sul. Marçal você tem toda a razão, essa atividade pesquisa, desenvolvimento e inovação estão dentro desse campo maior da ciência e tecnologia, tem proporcionado alguns países mudar o seu padrão, seu histórico de desenvolvimento. Um país que é muito citado como tendo feito isso muito bem é a Coréia do Sul, a Coréia do Sul há 40 anos atrás tinha o mesmo nível de desenvolvimento do Brasil, tinha um produto per capita até menor que o Brasil e de repente implantaram uma política industrial de ciência e tecnologia de tal maneira que eles começaram a produzir industrialmente produtos que não produziam antes e gradualmente foram fazendo inovação. Há vinte e poucos anos atrás nós não conhecíamos marcas coreanas, hoje nós não só conhecemos, mas muitos brasileiros compram produtos eletrônicos coreano, com várias marcas que conhecemos, produtos automóveis, navios, e assim por diante. A Coréia mudou seu padrão de desenvolvimento incorporando ciência, tecnologia e inovação. O Brasil começa a fazer isso nos últimos nesse século, no século XXI, está fazendo isso de maneira cada vez mais acelerada e eu estou bastante convencido de que os próximos governos utilizarão toda a base que foi construída nos últimos anos e vão fazer da ciência tecnologia e inovação um fator importante para o desenvolvimento do Brasil. 

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Marçal você tem outra pergunta? 
REPÓRTER MARÇAL RODRIGUES (Rádio Difusora Caxiense / Caxias Do Sul - RS): Eu tenho mais uma pergunta interessante. Porque nós precisamos de técnicos para aproveitar a tecnologia que avança no mundo como grande desenvolvimento para economia mundial, mas o Brasil como o senhor sabe senhor Ministro Sérgio Rezende, estamos com muita dificuldade em relação a mão de obra especializada para levar em frente este projeto, não é? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Marçal é isso mesmo e estamos com uma deficiência de pessoal porque o país ficou anos sem crescer, muitos jovens se desinteressaram pelas carreiras técnicas e aí então no últimos anos o Brasil passou a crescer mais rapidamente e nós passamos a sentir falta como você falou, de mão de obra qualificada. Na verdade são cérebros qualificados e por isso o grande esforço que está sendo feito pelo Governo Federal, mas também pela sociedade como um todo de espalhar os centros de formação de pessoas, escolas técnicas, universidades, e também CVTs. Eu quero chamar atenção, Marçal, que ai perto de Caxias de Sul, em Soledade existe um centro vocacional tecnológico, um CVT, na área de jóias e gemas e que têm esse papel de fazer com que as pessoas tenham treinamento para agregar valor à esses minerais que existem naturalmente aí e fazer com que o Brasil possa produzir produtos com maior valor agregado. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro Sérgio Rezende,  lá do Sul vamos voltar para o Nordeste. Agora vamos para Paraíba a Rádio 98 FM de João Pessoa, onde está a Michelle Sousa. Bom-dia Michelle. 
REPÓRTER MICHELLE SOUSA (Rádio 98 FM / João Pessoa - PB): Bom-dia a todos, bom-dia ministro. Uma das principais bandeiras defendidas pelo Governo Federal é a inclusão digital até o final ano estão previstas a implantação de quantos telecentros aqui na Paraíba? Como está a política para a implantação destes telecentros para a população de baixa renda? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-dia Michelle, bom-dia aos ouvintes da Rádio 98 FM, é muita satisfação que eu falo com ouvintes de João Pessoa e da qual eu tenho uma vinculação muito forte, minha mulher Adélia é pessoense, eu vou a João Pessoa acompanhando, eu vou com ela para estar com a família quase todo mês, mas vou aos finais da semana. De modo que, têm muitos desenvolvimentos que eu não estou acompanhando, eu não tenho para você, Michelle, o número que são os dados do Ministério são muito volumosos e eu não trouxe aqui este detalhe. Mas eu posso dizer a você o seguinte; nós temos no Brasil como um todo cerca de, aproximadamente mil centros de inclusão digital implantados diretamente com recurso do MCT, mas em geral em grande parceria com estados e com municípios. E essa atividade ela como outra, ela exige uma participação muito direta dos poderes locais porque o Ministério tem recurso, o Ministério tem tecnologia, mas a construção do sistema ele precisa do envolvimento direto das pessoas. Então, eu não teria essa informação para lhe dizer aqui, mas vou providenciar à minha assessoria de comunicação, vai mandar essa informação com uma certa precisão. Quais são, com certa brevidade, quer dizer qual o número e a localização do centro de inclusão digital na Paraíba. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Tem outra pergunta Michelle? 
REPÓRTER MICHELLE SOUSA (Rádio 98 FM / João Pessoa - PB): Não Kátia, obrigada. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada a você pela participação, Michelle Sousa da Rádio 98 EM de João Pessoa, na Paraíba. Ministro a gente falou agora há pouco que as empresas brasileiras ainda não investem em inovação. Eu queria perguntar para o senhor sobre as pequenas empresas, elas têm acesso, essas empresa têm acesso a créditos como incentivos da FINEP, do BNDES até para poder investirem também? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Kátia, tem sim. A FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) tem desde 2008 um instrumento novo, que foi possível pela Lei de Inovação, aprovado no Congresso, em 2005, e que chama subvenção econômica para as empresas.  Subvenção econômica ela é uma subvenção voltada para inovação, a FINEP não têm uma linha como tem a Caixa Econômica, como tem o Banco do Brasil de emprestar para empresa, digamos assim, para fazer investimento até ter fluxo de caixa. Ela financia de maneira não reembolsável à Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação, e existe então várias formas de implementação da subvenção, uma delas é um edital nacional. Nesse edital nacional, no qual concorrem empresas de todos os portes, o maior número de projetos aprovados vem de pequenas empresas. Pequenas empresas inovadoras, como empresas na área de informática, de software, pequenas empresas em biotecnologia. Esses são setores que estão ganhando uma dimensão muito grande no Brasil, mas são empresas principalmente inovadoras. E tem um programa específico, Kátia, que é o programa Prime. Prime é o primeiro apoio para empresa inovadora, esse instrumento ele é viabilizado por incubadoras de empresas, então, as incubadoras de empresas foram pré-selecionadas pela FINEP, elas existem em todo o Brasil, lá no Paraíba, por exemplo, tem uma em Campina Grande. E as incubadoras fazem um edital, as empresas têm que aplicar para subvenção através de uma edital, é uma concorrência, elas não podem apenas apresentar um projeto e, digamos assim, ser contemplado sem uma concorrência, sem uma... quase que uma licitação para receber recursos para pesquisa. Então, existem várias formas pelas quais, hoje, as pequenas empresas têm apoio. E tem finalmente, eu falei nesse nome antes, o apoio importante do SIBRATEC, o SIBRATEC é o Sistema Brasileiro de Tecnologia, e ele tem todo uma articulação para que os institutos tecnológicos e também as universidades apoiem, principalmente, as pequenas empresas no seu desenvolvimento. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Então, o caminho para os pequenos empresários para poderem investir, ter créditos, ter dinheiro mesmo para poder financiar esses projetos, qual é ministro? É entrando no portal do ministério? Lá eles têm todas as informações, de forma prática, como funciona?
MINISTRO SERGIO REZENDE: No portal do ministério, tem todas as informações e tem a informação de como tirar dúvidas, porque temos um setor de comunicação. Agora, nós temos cada vez mais uma articulação melhor com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas), todo pequeno empresário conhece o Sebrae e por isso, há um trabalho muito grande para que a articulação com o SEBRAE possibilite, que através do Sebrae, o pequeno empresário possa ter informações sobre toda gama de oportunidade que eles têm hoje de apoiar a inovação tecnológica na sua pequena empresa. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom Dia, Ministro, eu sou Kátia Sartório, o nosso convidado de hoje é o Ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, que conversa com âncoras de emissoras de rádios de todo o país e conversa comigo também. Eu quero saber, ministro, sobre o PAC de Ciência 2007/2010 que está terminando agora, eu recebi de vocês esse livreto, não é isso? O PACTI, de 2007 / 2010, é um livreto que tem todo um resumo de tudo o que foi feito, dos resultados. E eu queria que o senhor explicasse para gente o que.., qual é a boa notícia desse PAC?
MINISTRO SERGIO REZENDE: Kátia, a boa notícia é que o Ministério da Ciência e Tecnologia foi fundado, foi criado há 25 anos, como eu já disse antes, a ciência é uma atividade entre nós, mas pela primeira vez esse ministério tem um plano de ação, não é uma política, não é um documento de intenções. É um plano de ação, e Ciência Tecnologia Inovação é chamado PAC da Ciência, ou PACTI, ele foi discutido em 2007 com amplo setor da sociedade. Sociedades científicas, empresários, governos estaduais, e ele é um plano não do nosso Ministério apenas, ele é um plano do Governo Federal como um todo. Esse plano tem quatro prioridades. Primeiro, expandir o sistema de ciência e tecnologia do Brasil,  segundo inovação tecnológica nas empresas. Terceiro, pesquisas em áreas estratégias. Quarto,  ciência e tecnologia para o desenvolvimento social. Nós chegamos já quase no final de 2010, podendo contabilizar grandes avanços na ciência por conta desse plano. Programas novos que foram lançados, programas que existiam e foram expandidos e, Kátia, com números expressivos, em 2007 nós fizemos na elaboração do plano, a proposta de investir 41 bilhões de reais, do Governo Federal, em vários programas, e podemos contabilizar esse ano que estamos atingindo esse número, até o final do 2010 teremos investido, por parte do Governo Federal, 41 bilhões de reais em Ciência Tecnologia Inovação, e isso tem feito com que o setor privado invista mais, porque as empresas têm que entrar com contrapartida quando recebem apoio, que os estados invistam mais, que os municípios invistam mais. Então, o Brasil está investindo mais em Ciência Tecnologia Inovação, e esse PAC ajudou muito a chegarmos a essa situação. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: E vamos ter o PAC 2, ministro, da ciência? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Kátia essa é uma boa pergunta, porque a elaboração do PAC 2 vai caber ao próximo governo, mas nós vamos contribuir para isso. De que maneira? No final de maio deste ano nós realizamos a IV Conferência Nacional de Ciência Tecnologia Inovação, aqui em Brasília, com a participação direta de quatro mil pessoas, essa Conferência foi antecedida de Conferências Regionais, ela teve a participação de 40 mil internautas, durante a conferência, e esse assunto foi muito debatido, então, nós tivemos e recebemos muitas propostas para subsidiar a elaboração de um novo plano. Então, nós estamos num momento com um grupo de trabalho bem representativo não é só do governo, é governo mais sociedade, elaborando o que nós chamamos o Livro Azul da Ciência Tecnologia Inovação, esse Livro Azul, vai ter os elementos centrais de uma proposta para um PAC 2, e nós acreditamos que o novo Governo Federal e a partir dessa proposta, e também elaborar um PAC 2, porque depois do PAC 1 a ciência não poderá..., a Ciência Tecnologia Inovação no Brasil, todos que dela participam não permitirão que Brasil não tenha o PAC 2 da ciência. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Tá certo. Ministro Sérgio Rezende, vamos agora ao Rio de Janeiro conversar com a Rádio Continental do Rio. Luciana Payva, bom-dia. 
REPÓRTER LUCIANA PAYVA (Rádio Continental / Rio de Janeiro - RJ): Olá bom-dia. Bom-dia, ministro. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-dia Luciana. Bom-dia ouvintes da Rádio Continental. 
REPÓRTER LUCIANA PAYVA (Rádio Continental / Rio de Janeiro - RJ): Ministro, aqui no Rio de Janeiro a gente está passando por um momento muito especial por conta, principalmente, das instalações das unidades de polícia pacificadoras nas comunidades. E é uma cobrança muito grande da sociedade em relação à ações paralelas à ação de segurança pública. Eu, dentro desse aspecto gostaria de saber, se dentro do ministério existe alguma conversação para que ações de ciência e tecnologia venham estar sendo realizadas também nessas comunidades. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Luciana, a resposta é positiva, embora talvez elas ainda sejam tímidas e precisem de um aprofundamento no próximo PAC. Em dois sentidos. O primeiro, é que eu mencionei que uma das prioridades do PAC, é pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas, pois bem, as áreas estratégicas são treze, desde áreas tradicionais como: a biotecnologia, a nanotecnologia, o petróleo, a Amazônia e assim por diante. Mas tem uma área que chama, segurança nacional e  defesa. Então, pela primeira vez, o Ministério da Ciência e Tecnologia têm programas específicos para financiar tecnologias que são importantes para a questão da segurança e tem alguns grupos, não muitos, porque não é uma tradição do Brasil de investir nessa área, mas há alguns grupos brasileiros que têm recebido apoio para fazer pesquisas que tem haver com essa área. Mas quer dizer também, que um papel, um aspecto muito importante na questão da segurança é o de oferecer ao jovem e a sociedade oportunidades de formação e de atividade, e nesse sentido, há muitas iniciativas aí no Rio de Janeiro, de centros vocacionais tecnológicos, eu fui pessoalmente com o Presidente Lula na inauguração de algum desses CVTs, há vários centros de inclusão digital, e em vários deles em favelas, na periferia, então, essas iniciativas que são da área de ciência e tecnologia, elas contribuem também para que a questão da segurança seja enfrentada e para que o Brasil, e nós estamos caminhando nessa direção, apesar de dificuldade, nós sabemos que há um grande progresso sendo feito no Rio de Janeiro e em outro estados no sentido de gradualmente resolver esse problema e isso deixar de ser um problema sério na sociedade brasileira. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Luciana. 
REPÓRTER LUCIANA PAIVA (Rádio Continental / Rio de Janeiro - RJ): OK. Satisfeita. Obrigada. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada pela participação, Luciana Payva, da Rádio Continental, do Rio de Janeiro nessa rede de emissoras que estamos hoje conversando. Ministro Sérgio Rezende vamos agora conversar com a Rádio Alternativa FM, de Várzea Grande, em Mato Grosso, onde está Aberides Alves. Bom-dia Aberides. 
REPÓRTER ABERIDES ALVES (Rádio Alternativa FM / Várzea Grande - MT): Bom-dia Kátia, bom-dia Ministro Sergio Rezende. É o um prazer falar com o senhor. Ministro, desses recursos aí destinados à ciência e tecnologia. Quem poderá participar dos editais? 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-dia Aberides, bom-dia a todos os ouvintes da Rádio Alternativa, de Várzea Grande, de Mato Grosso. Aberides qualquer pessoa que tenha, digamos assim, uma atividade, um envolvimento, qualquer atividade envolvida com as políticas do ministério e como eu falei são acessíveis no portal do ministério. Por exemplo, um jovem de uma certa área, que em sua área precisa de uma certa especialização, ele pode procurar no site informação sobre se existe um centro vocacional tecnológico na sua região. Um político ou um prefeito local, ele pode contactar o ministério, contactar parlamentares federais e ter apoio para atividades em sua área. Um jovem universitário pode ter uma boa iniciação científica e se aproximar da ciência. Um jovem que vá fazer a pós-graduação ele naturalmente terá uma bolsa ou do CNPq ou da Capes, que são os órgãos federais ou de órgãos estaduais e o empresário. O empresário hoje pode ter apoio para ter desenvolvimento, inovação, em sua empresa através dos vários mecanismos que eu mencionei hoje, ou seja, praticamente qualquer segmento da população tem hoje nas políticas de Ministério da Ciência e Tecnologia oportunidades de apoio, e de esclarecimento. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta Aberides. 
REPÓRTER ABERIDES ALVES (Rádio Alternativa FM / Várzea Grande - MT): Tenho. É o seguinte, até quanto poderá ser disponibilizado e quais os órgãos? 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Até quanto pode ser disponibilizado, valores, e que órgãos. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Aberides, na realidade há uma gama muito grande. Auxílios do CNPq, tem auxílios de 20 mil reais. A FINEP tem apoios para empresas que podem chegar a alguns milhões de reais. Então, a variedade é muito grande e os recursos dependem muito das atividades. Eu quero chamar atenção de que dentro da política do governo do Presidente Lula, o MCT tem feito um esforço grande para distribuir melhor as entidades, as suas entidades no país. Nós estamos no momento num processo de construção em Cuiabá, capital do seu estado, quer dizer de Mato Grosso, do Centro Nacional de Pesquisa do Pantanal. Esse vai ser o primeiro centro do Ministério da Ciência e Tecnologia na região Centro-Oeste fora de Brasília, aqui em Brasília tem alguns. Nós estaremos possivelmente ainda neste ano inaugurando esses centros, o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal, e que vai fazer com que tenhamos pesquisadores, pessoas com experiências, estudantes, técnicos envolvidos em fazer com que todo esse imenso potencial do Mato Grosso possa ser melhor utilizado para o nosso desenvolvimento.

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom dia Ministro, sou Kátia Sartório. Estamos hoje com o Ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende, ele conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país, lembrando que a NBR, a TV de Governo Federal reapresenta a gravação dessa entrevista ainda hoje à tarde, com horários alternativos também no sábado e no domingo. Ministro, eu queria perguntar para o senhor porque a gente sabe que está no Congresso Nacional uma Medida Provisória 495 que trata do poder de compra de Estado nas licitações públicas. E eu queria perguntar para o senhor o seguinte, em que aspectos essa medida provisória pode ajudar nessa inovação nas empresas. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Kátia, eu vou aproveitar sua pergunta e falar de uma maneira um pouco mais real sobre esta questão. Até 2004 só havia uma forma do Governo Federal de incentivar a pesquisa, a inovação nas empresas que era empréstimos, créditos. A FINEP tem uma linha tradicional de crédito para as empresas, a partir de 2004 com a aprovação da Lei do Bem, da Lei da Inovação, da Lei do Bem, nós passamos a ter vários mecanismos, um deles eu já falei, é a subvenção econômica, é um recurso não reembolsável concedido à empresa em três programas diferentes. O segundo, a Lei do Bem, ela tem incentivos fiscais para as empresas. A empresa que investir determinada quantia em pesquisa, ela pode descontar de seus impostos aproximadamente 20% do que ela investe. Em 2008, empresas investiram, no total oito bilhões de reais com incentivos fiscais em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Nós temos um apoio a incubadoras tecnológicas e parque tecnológico, temos o Sibratec que dá apoio às empresas e faltava nesse leque de instrumentos, faltava no sentido em que outros países já têm e nós não tínhamos, o que se chama poder de compra do governo. Até a edição dessa medida, quando um órgão governamental faz uma licitação para fazer uma compra, ele é obrigado, pela lei 8666, a comprar o produto com menor preço e isso dificultava muito as empresas brasileiras a desenvolverem produtos novos para vender para o governo, por exemplo, medicamentos, porque o desenvolvimento exige investimentos, então, essa Medida Provisória 495, ela dá uma preferência de compras a produto desenvolvido no Brasil. Um produto desenvolvido no Brasil pode custar até 25% mais do que um produto importado, ou um produto que não tenha sido desenvolvido aqui e isso, então, esse instrumento, ele é um novo estímulo para as empresas fazerem desenvolvimento no Brasil em todas as áreas. De modo que essa medida provisória vem completar um leque de instrumentos que nós temos agora, para incentivar a inovação nas empresas. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Está certo. Ministro, vamos conversar com a Rádio Príncipe Imperial AM, de Crateús no Ceará, eles estão ao vivo conosco, Helvécio Martins, bom-dia. 
REPÓRTER HELVÉCIO MARTINS (Rádio Príncipe Imperial AM / Crateús - CE): Bom-dia para você e bom-dia também ao nosso Ministro Sérgio Rezende da Ciência e Tecnologia. Ministro, satisfação poder participar e fazer uma colocação ao senhor. Eu pergunto, os investimentos previstos para este ano de 2010, de que forma ministro, que canais chegarão para o nordeste notadamente aqui para o Estado do Ceará da Rádio Príncipe Imperial, Helvécio Martins. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-dia Helvécio, bom-dia a todos os ouvintes da Rádio Príncipe Imperial de Crateús. Helvécio, na verdade não existe uma divisão prévia de recurso por estados, diferentemente até do que ocorre em outras áreas. O que há é, primeiro lugar, uma capacitação das entidades dos vários estados de apresentar propostas e captar recursos, existe também iniciativa dos governos estaduais e que são apoiadas pelo Ministério. Mas eu posso afirmar o seguinte: os recursos para a Região Nordeste, e para o Ceará em particular, eles têm aumentado nos últimos anos em razão, principalmente, de um dispositivo que existe em todos os editais para a aprovação de projetos que têm no Ministério da Ciência e Tecnologia. Eles dizem que pelo menos 30% dos recursos do edital serão destinadas a projetos oriundos das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Como as entidades da Região Nordeste estão avançando muito em Ciência e Tecnologia, este é o caso da Universidade Federal da Ceará, é o caso das várias universidades estaduais que têm no Ceará, o Ceará está captando cada vez mais recursos para esta área. E temos também grandes parcerias com o governo estadual tem um programa grande do cinturão digital, que está sendo implantado pelo governo, nós temos um programa, um apoio a centros vocacionais tecnológicos, nós temos um programa específico para alguns centros de desenvolvimento de modo que os recursos estão sendo crescentes, os recursos que estão sendo destinados para o Ceará este ano se aproximam, este ano todo, se aproximam de 100 milhões de reais para você ter uma ideia de comparação há oito anos atrás eles eram 20 milhões de reais, multiplicaram por 5 em oito anos. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Helvécio você tem outra pergunta? 
REPÓRTER HELVÉCIO MARTINS (Rádio Príncipe Imperial AM / Crateús - CE): Não, só queria agradecer ao ministro e dizer para você ministro que nós temos aqui no município de Tauá, terra que eu moro, que nasci lá, nós temos a ilha digital, a primeira da América do Sul e aqui em Crateús, município onde eu trabalho a cerca de 150 quilômetros, a cidade digital também está chegando. Isso mostra a modernização da sua pasta e mostra os investimentos que o nosso Presidente Lula tem feito não só nos outros estados, mas principalmente no Nordeste, aqui, notadamente, no Estado de Ceará, de maneira que estamos felizes com esse trabalho, com o trabalho do senhor e também com o trabalho do nosso grande Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Muito obrigado, Helvécio. É bom ouvir de você e cada vez mais eu ouço em todo o Brasil a informação sobre os avanços que estão sendo feitos nessa área de tecnologia em todo o nosso país. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o Programa Bom dia, Ministro, estamos hoje com o nosso convidado, o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, ele conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. Ministro, vamos agora ao Paraná, Rádio Educadora de Laranjeiras do Sul Aldoir Colto, bom-dia. 
REPÓRTER ALDOIR COLTO (Rádio Educadora / Laranjeiras Do Sul - PR): Bom-dia Kátia, bom-dia Ministro. Estamos falando diretamente de Laranjeira do Sul, Centro-Oeste do Paraná, cidade pólo do território da cidadania Canto do Paraguassú. Ministro, a gente sabe que aqui nós temos uma região no Paraná aonde o Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH, é baixo. Eu pergunto ao senhor de que forma o processo tecnológico, a sua secretaria especialmente, seu Ministério, pode contribuir dentro desse processo de inovação tecnológica diante das suas diversas áreas para o desenvolvimento desse municípios, dessa região, ministro. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-dia Aldoir, bom-dia a todos os ouvintes da Rádio Educadora de Laranjeiras. Os dois principais instrumentos que o nosso ministério dispõe para contribuir para o desenvolvimento de regiões que têm mais dificuldade são os centros vocacionais tecnológicos, que dão treinamento, formação a pessoas para, de alguma forma, usar o conhecimento para explorar melhor as condições locais, os recursos naturais da região e a outra forma é através dos centros de inclusão digital que permite às pessoas se comunicar com o mundo, obter informações sobre qualquer assunto e esses dois, essas duas iniciativas, elas dependem muito do poder local, porque como eu disse antes, o nosso ministério não tem a capacidade de chegar aos 5600 municípios brasileiros, identificar as dificuldades e apoiar diretamente, mas é muito importante que o poder local, o prefeito, a prefeita, não sei, que tome conhecimento dessas oportunidades que o Ministério da Ciência e Tecnologia tem, faça articulação com o governo estadual, com parlamentares federais, e de tal maneira, ver de que forma nós podemos contribuir diretamente para que o conhecimento ajude a reverter esta situação que você menciona aí em Laranjeiras. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você tem outra pergunta Aldoir? 
REPÓRTER ALDOIR COLTO (Rádio Educadora / Laranjeiras Do Sul - PR): Não, obrigado Kátia pela oportunidade e bom programa. Bom-dia ministro. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Nós que agradecemos a Aldoir Colto,da Rádio Educadora de Laranjeiras do Sul, no Paraná que participou conosco dessa rede. Ministro, o senhor já falou sobre a Lei do Bem, eu queria que o senhor aproveitasse para fazer um balanço sobre os resultados obtidos com essa Lei da Inovação e também a Lei do Bem. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Kátia, a Lei do Bem tem este nome porque ela introduziu na legislação brasileira muitas coisas boas em várias áreas. No caso específico da Ciência e Tecnologia, o maior avanço que essa lei proporcionou, foi permitir que empresas em qualquer setor de atividade possa, tem estímulo para investir em Pesquisa e Desenvolvimento porque até a promulgação dessa lei, somente o setor de informática contava com incentivos fiscais vindos da Lei da Informática ainda dos anos 90, a Lei do Bem tem como principal instrumento de apoio às universidades, o incentivo fiscal. As empresas que investem em Pesquisa e Desenvolvimento elas apresentam ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e no nosso Portal tem as informações de como fazer isso, elas apresentam a sua proposta de investimentos, e elas, mesmo antes de prestar contas do que fizeram, elas podem abater nos seus vários impostos, alguns de seus impostos federais um percentual do investimento feito em Pesquisa e Desenvolvimento. Então, esse é o principal avanço da Lei do Bem, essa lei de incentivos fiscais começaram. Entraram em vigor em 2006, no primeiro ano nós tivemos cerca de um bilhão de reais investidos por um número pequeno de empresa eram 50 empresas, no segundo ano foram cinco bilhões de reais, no último ano atingimos oito bilhões de reais com cerca de 500 empresas participando, então, esse é o principal avanço de Lei do Bem. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o Programa Bom Dia Ministro, sou Kátia Sartório, estamos com o Ministro de Ciência e Tecnologia Sergio Rezende, nosso programa é multimídia, estamos ao vivo no rádio e na televisão. No rádio, o sinal está no satélite a todas as emissoras de rádio, no mesmo canal da Voz do Brasil e a NBr, a TV do Governo Federal transmite a gravação dessa entrevista também hoje à tarde. Ministro, vamos agora a Pernambuco à Rádio Clube de Recife, Vitor Roma, bom-dia. 
REPÓRTER VITOR ROMA (Rádio Clube / Recife - PE): Bom-Dia Ministro. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Bom-Dia Vitor, eu estava aguardando a pergunta da Rádio Clube da minha cidade, é uma satisfação falar com você, todos os ouvintes do Recife e do Grande Recife.  
REPÓRTER VITOR ROMA (Rádio Clube / Recife - PE): Obrigado, Sr. Ministro, eu gostaria de saber se há alguma previsão para mudança da Lei de Patentes, se espera se agilizar o processo de patentes ou se quer tornar mais rigoroso. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Vitor, na verdade não há previsão na alteração na Lei de Patentes, o que há é o seguinte: há um esforço muito grande feito pelo Governo Federal, pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o INPI, outros órgãos que têm a ver com a questão de patentes como a Anvisa de aperfeiçoar os mecanismos no Brasil. Aperfeiçoar no sentido de agilizar a concessão de patentes, de difundir para os inventores o que precisa ser feito, o que eles precisam fazer para obter uma patente e para isso, aí em Pernambuco, na Universidade Federal de Pernambuco, existe um NIT como nós chamamos, um Núcleo de Informação Tecnológica que..., existe um outro também, atividade importante, no ITEP, Instituto Tecnológico de Pernambuco que ajuda a inventores e pesquisadores nesse processo de patentear os seus produtos. Portanto, não há previsão de mudança na lei, mas há um trabalho grande para que o Brasil possa estimular cada vez mais este processo de patenteamento. A dificuldade que nós temos decorre, também em grande parte, da falta de cultura do brasileiro de obter patentes e nós temos, isso é um questão cultural, acho que você sabe que Santos Dumont, que foi o inventor do avião, Santos Dumont nunca quis obter patentes para suas invenções, ele considerava que aquelas suas invenções eram um patrimônio da humanidade, então, ele não se sentia confortável em ter um resultado, um benefício pessoal direto por isso. Então, a questão de patentes no Brasil também é uma questão cultural. Têm empresários que dizem: “Não vou perder tempo tirando patente, eu descubro uma coisa nova, eu faço uma inovação, eu ponho no meu produto, eu vou vender o meu produto e não me preocupo com a questão da patente”. Então, têm muitas questões envolvidas, mas não há uma previsão de mudança de lei. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Vitor, você tem outra pergunta? 
REPÓRTER VITOR ROMA (Rádio Clube / Recife - PE): Em relação à patente, há um mecanismo para evitar patentes redundantes ou extremamente óbvias? Que nos Estados Unidos há muitos casos de empresas que só vivem de marcar patentes e processar qualquer empresa que crie algum conceito parecido. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Olha, veja, como eu falei que há um trabalho grande para aperfeiçoar o mecanismo é o seguinte: Toda patente tem validade, e há um problema no Brasil que as empresas conseguem de forma diversa, até na justiça, ficar obtendo extensão do período de duração da sua patente. Então, nós estamos trabalhando para que essas distorções sejam eliminadas e que as patentes sejam utilizadas de tal maneira a estimular o inventor, mas não trazendo distorções que algumas vezes elas trazem. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro Sérgio Rezende, nós queremos agradecer a participação do senhor mais uma vez no Bom dia, Ministro. 
MINISTRO SERGIO REZENDE: Kátia, eu que agradeço a oportunidade, é sempre uma satisfação muito grande poder falar para todo o Brasil nesse programa Bom Dia Ministro. 
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, ministro, e a todos que participaram conosco dessa rede, meu muito obrigada, e até o próximo programa. 
 

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