You are here: Home Programas Bom Dia, Ministro Arquivos 1º/12/10 Transcrição
Document Actions

Arquivos: 1º/12/10 Transcrição

APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Olá você, em todo o Brasil. Eu sou Patrícia Duarte. Começa, agora, mais uma edição do programa Brasil em Pauta. Depois de um tempo, estamos de volta neste espaço dedicado a entrevistas com representantes de governo federal. Hoje, aqui, nos estúdios da EBC Serviços, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Bom dia, Presidente.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia. Bom dia a todos os ouvintes.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Prazer tê-lo aqui. Este programa conta com a participação de âncoras de emissoras de rádio de todo o país. O Brasil em Pauta é uma produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje, estamos ao vivo, do Estúdio Paulo Tapajós, aqui, no Rio de Janeiro. Aliás, um agradecimento especial à equipe da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Na pauta do programa deste 1º de dezembro, a capitalização da Petrobras. Esta é considerada a maior operação de aumento de capital na história mundial. A oferta de capital da Petrobras elevou a companhia de quarto para o segundo lugar entre as empresas de petróleo de capital aberto. E ainda vamos conversar com o Presidente da Petrobras sobre o pré-sal, o aquecimento da indústria naval, biocombustíveis e responsabilidade social da Petrobras. Presidente, dentro de instantes, a gente vai... Já vai chamar a primeira emissora. Lembrando que este programa, esta entrevista é transmitida, ao vivo, para emissoras de rádio todo país pelo mesmo sinal da Voz do Brasil. Já estamos na linha, Presidente, com a Rádio CBN, de Recife, em Pernambuco. Quem faz a pergunta é Jofre Melo. Bom dia, Jofre.
REPÓRTER JOFRE MELO (Rádio CBN / Recife - PE): Bom dia. Bom dia, Sérgio Gabrielli. Bom dia aos nossos ouvintes. Presidente, eu queria que o senhor explanasse para gente, rapidamente, como é que está essa situação da Petrobras lá no Equador.
JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, a situação do Equador, o Equador decidiu fazer uma mudança no contrato de exploração e produção de petróleo, sair um contrato de partilha da produção para um contrato de serviços. Nós não concordamos com os termos do contrato, anunciamos ao governo que nós não vamos migrar para isso e estamos discutindo com o governo do Equador a indenização pelos ativos não amortizados. E esperamos que isso seja uma negociação normal entre duas entidades que não convergiram nos interesses determinado momento.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Jofre, você tem outra pergunta?
REPÓRTER JOFRE MELO (Rádio CBN / Recife - PE): Sim. Presidente, a menina dos olhos, aqui, para nós, pernambucanos, e a gente vê com muita alegria, não podia ser diferente é a questão da Refinaria Abreu e Lima. E o que se fala aqui, o que todo mundo sabe, não é mais segredo para ninguém, essa questão da participação de PDVSA, da Venezuela, que não chegou dinheiro e tal. O senhor acredita que essa parceria que não está sendo, digamos, na prática, sendo feita perfeitamente pode atrapalhar o andamento das obras e a colocação, em prática, da refinaria, aqui, em Pernambuco?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Não, não acredito que haja atrapalhamento... Atrapalhar as obras, as obras estão em pleno andamento, os contratos, todos os contratos, praticamente, estão assinados para fornecimento de equipamentos para a refinaria. Ela está a todo vapor. A questão societária, nossa, com a PDVSA, ela vai ser resolvida em um momento adequado. Até hoje nós não recebemos nenhum recurso, mas os contratos estão em vigor e estamos aguardando a posicionamento da PDVSA, especialmente que no se refere às garantias para dívida.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ok, Jofre, muito obrigada pela sua participação. Este é o programa Brasil em Pauta.
REPÓRTER JOFRE MELO (Rádio CBN / Recife - PE): Obrigado.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Lembrando... Obrigada pela sua participação. O Brasil em Pauta vai estar disponível no endereço: www.imprensa.planalto.gov.br, após o término do programa. Presidente, a gente vai, agora, ao Amazonas, na Rádio Amazonas FM, em Manaus. Quem faz a pergunta é Patrick Motta. Bom dia, Patrick.
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus - AM): Bom dia, Patrícia Duarte, senhoras e senhores ouvintes, e bom dia, presidente Sérgio Gabrielli.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia, Patrick. Bom dia, ouvintes da Rádio Amazonas.
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus - AM): Presidente, o nosso assunto é o gás natural, justamente em um momento em que Manaus paga uma energia cara e, ao mesmo tempo, vive o início da chegada desse combustível limpo, aqui, na Amazônia. Recentemente, o Presidente da República esteve aqui, inaugurando as primeiras usinas de geração de energia a gás. E a minha pergunta é a seguinte, Presidente: a Petrobras pode influir no barateamento das contas de luz para a população de Manaus, ou não, apesar de ser a empresa que trouxe o gás de Urucu até a capital do Amazonas, Presidente.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: É, nós não somente fizemos o Gasoduto Urucu-Manaus como as três plantas de termoelétricas que foram inauguradas são plantas de Petrobras: Jaraguá, Tambaqui e Manauara. As três plantas são plantas da Petrobras. Portanto, a Petrobras não somente levou o gás como levou energia elétrica também. A situação é o que gás, a energia elétrica produzida com o gás natural é uma energia elétrica mais limpa, porque o combustível é um combustível que tem menos impacto no meio ambiente, é uma energia mais barata, no sentido de que na geração elétrica ela é mais barata. No entanto, você sabe que o sistema de tarifas de energia elétrica, no país, tem um subsídio cruzado entre os consumidores do país inteiro e os consumidores dos sistemas isolados, particularmente os consumidores da região Amazônica. Então, o que vai acontecer é que a geração elétrica sendo mais barata, o sistema de produção energia elétrica vai ser menor. Reduz-se, portanto, o subsídio dos outros estados em relação a Manaus, mas não acredito que vai ter o impacto direto sobre a tarifa do consumidor final.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Patrick, você tem outra pergunta?
REPÓRTER PATRICK MOTTA (Rádio Amazonas FM / Manaus - AM): Sim, Patrícia. Presidente, a Petrobras pretende investir, de 2011 até 2014, algo em torno de US$ 17,8 bilhões nesse segmento de gás natural. Pergunto, Presidente: a Amazônia, particularmente o Amazonas, serão contemplados com esses investimentos?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Serão. Mas, evidentemente, a maior parte desses investimentos previstos até 2014 são investimentos na área de produção de ureia e amônia. E a produção de ureia e amônia estarão concentradas nas regiões dos gasodutos hoje existentes fora da região Amazônica. Além disso, nós temos um grande investimento na área de regaseificação e num complexo de GNL. Isso significa, também, um processo que não está envolvido na Amazônia. Os investimentos na Amazônia, nesse momento, são investimentos crescentes na área de exploração, porque o gás tem que ser descoberto antes de ser distribuído.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Obrigada, Patrick Motta, pela sua participação, aqui, no Brasil em Pauta. Lembrando que este programa está sendo transmitido, ao vivo, para emissoras de rádio de todo o Brasil, via satélite, pelo mesmo sinal da Voz do Brasil. A gente vai, agora... Vai ficar aqui, no Rio de Janeiro, com a Rádio Tupi. Quem faz a pergunta é Thiago Mathias. Bom dia, Thiago.
REPÓRTER THIAGO MATHIAS (Rádio Tupi / Rio de Janeiro - RJ): Bom dia a todos. Bom dia, Presidente. Presidente, no caso de um desastre ambiental provocado pela extração de petróleo da camada de pré-sal, na área do Rio de Janeiro, o estado seria capaz de arcar com os prejuízos financeiros causados pelo acidente, tendo em vista a nova regra que prevê a divisão dos ‘royalties’ entre todos os estados, medida considerada prejudicial ao Rio, que é beneficiado pelos recursos, por ser produtor de petróleo?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom, em primeiro lugar, é importante dizer, de forma muito clara, que o ‘royalty’ não é para compensar acidente ambiental. O acidente ambiental é tratado como acidente, é diferente do ‘royalty’. O ‘royalty’ é uma contribuição, é um pagamento que é feito aos estados e municípios em função de uma extinguibilidade de um recurso que vai acabar. É outra coisa. A lógica do ‘royalty’ não tem nada a ver com os acidentes. A segunda questão, a maior parte dos acidentes que ocorre no mundo, hoje, na área de petróleo, não ocorre na produção, na extração do petróleo, mas ocorre no transporte. Os acidentes que ocorrem na área de produção são relativamente pequenos, apesar de que são, geralmente, bastante relevantes. O que aconteceu no Golfo do México é um exemplo disso. Existem alguns milhares de postos perfurados e teve um acidente, em um dos postos, que é um elemento importante, e que tem que ser melhorada a ação das empresas produtoras, no sentido de remediar e no sentido de impedir que o acidente ocorra. Na área da remediação, na eventualidade da ocorrência do acidente, nós precisamos melhorar as técnicas, melhorar os procedimentos, mas isso não ficará às custas dos estados, porque isso é a responsabilização dos responsáveis pelo acidente.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Thiago, você tem outra pergunta?
REPÓRTER THIAGO MATHIAS (Rádio Tupi / Rio de Janeiro - RJ): Tenho, sim. Presidente, como o senhor vê o aumento da procura pelos cursos de petróleo e gás, por que esse aumento, quais os benefícios para o mercado de trabalho?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, nós temos, hoje, na Petrobras, 77 mil empregados. Na rede de fornecimento, nós acreditamos que o nosso plano de investimento envolve aí em torno de 1 milhão de postos de trabalho a cada ano, o que significa, portanto, que a área de petróleo e gás, ela tende a ser uma área muito intensiva na atração de profissionais qualificados. Não é intensiva em trabalho, a área de petróleo, ela gera, por unidade de produto, um volume de emprego menor do que outras áreas da indústria e da economia. No entanto, dado o crescimento recente que nós temos no mercado de petróleo e gás, e dada uma intensidade dos investimentos da Petrobras, nós temos crescido muito. Hoje, a Petrobras tem quase metade, um pouco mais da metade dos seus funcionários com menos de nove anos na companhia, e tem a outra metade com mais de 20 anos na companhia. Entre nove anos e vinte anos, nós não temos, praticamente, ninguém, muito pouca gente nessa faixa. Foi um período de quase dez anos que a companhia ficou sem contratação. Na medida em que intensificamos essas contratações, os jovens perceberam que esse é um mercado em crescimento. E é um mercado atraente, porque envolve tecnologia, envolve capacidade de gestão, envolve perspectiva de carreira e, portanto, nós temos uma grande atração para a juventude. Nós... A Petrobras é considerada, em várias pesquisas, já, como o melhor lugar para trabalhar.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Este é o programa Brasil em Pauta. Obrigada, Thiago Mathias, pela sua participação, aqui, com a gente, neste programa que é ao vivo, transmitido para todas as emissoras de rádio de todo o país. Presidente, a gente vai, agora... Isso é rádio ao vivo, e a gente já pega outra emissora aqui. Vamos, ao vivo, agora, com a Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Quem faz a pergunta é Leandro Staudt. Bom dia, Leandro.
REPÓRTER LEANDRO STAUDT (Rádio Gaúcha / Porto Alegre - RS): Bom dia. Bom dia, presidente Sérgio Gabrielli.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia, Leandro.
REPÓRTER LEANDRO STAUDT (Rádio Gaúcha / Porto Alegre - RS): A gente sabe dos importantes investimentos feitos, aqui, no sul do Rio Grande do Sul, na região do de Rio Grande, na área de preparação de estrutura para exploração do petróleo, especialmente do pré-sal, no Brasil. Mas também há informações de estudos feitos pela Petrobras no litoral entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em termos de reservas de petróleo no pré-sal. O que o senhor pode nos adiantar em relação a esses estudos? O Rio Grande do Sul, além de ter a produção das plataformas, dos equipamentos, também poderá ter exploração na sua costa?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, Leandro, a nossa... O principal investimento, hoje, no Rio Grande do Sul, é na constituição do Polo Naval do Rio Grande, onde nós temos, já, a construção de oito cascos para as plataformas que serão utilizadas no pré-sal brasileiro. Isso é absolutamente fenomenal e fantástico, porque é, talvez, a maior compra de plataformas concentradas do mundo. Então, nós vamos construir aí, no estaleiro do Rio Grande, no Polo Naval do Rio Grande, oito cascos para as plataformas a serem produzidas no Brasil. Por outro lado, as atividades de exploração, e é importante diferenciar a atividade de exploração da atividade de desenvolvimento de produção e de produção, as atividades de exploração do petróleo, elas envolvem várias etapas. Envolvem etapa de análises sísmicas e envolve uma etapa de perfuração. Existe um programa exploratório mínimo, que é negociado com a ANP, e envolve isso parte da região da Bacia de Pelotas e, nesse exato momento, eu não teria o cronograma preciso dessa exploração, mas isso não quer dizer que nós estejamos falando em reservas, porque primeiro é necessário encontrar os indícios de existência de hidrocarbonetos, depois é necessário fazer a cubagem e a identificação dos volumes potenciais de produção para, somente quando se declara comercialidade, e isso leva quatro, cinco anos, se pensar em falar em reservas.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Leandro, você tem outra pergunta?
REPÓRTER LEANDRO STAUDT (Rádio Gaúcha / Porto Alegre - RS): Em relação ao polo de Rio Grande, novos investimentos estão previstos naquela região, especialmente no município que fica no outro lado da barra, que é São José do Norte. O senhor tem alguma novidade para antecipar, em relação a esses investimentos?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Não, eu sei que há um projeto novo estaleiro a ser implantado lá, na região, mas é um outro estaleiro, não é a Petrobras que está fazendo o investimento no estaleiro, nós apenas adquirimos a produção do estaleiro.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ok, Leandro, muito obrigada. Este é o programa Brasil em Pauta. A gente vai, agora, a Fortaleza, no Ceará, na Rádio Verdes Mares. Quem faz a pergunta é Nilton Sales. Bom dia, Nilton.
REPÓRTER NILTON SALES (Rádio Verdes Mares / Fortaleza - CE): Bom dia. Bom dia, Presidente.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia, Nilton. Bom dia, ouvintes da Rádio Verdes Mares.
REPÓRTER NILTON SALES (Rádio Verdes Mares / Fortaleza - CE): O senhor pode nos adiantar como estão os estudos com relação à implantação da refinaria prometida para o Ceará?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom, primeiro não é refinaria prometida, é refinaria que está se efetivando. Ela é... Nós estamos... A Universidade Federal do Ceará está ultimando os estudos de impacto ambiental, a Funai está ultimando os estudos sobre a presença de traços culturais indígenas e traços de herança arqueológica indígena na região, o governo do estado está finalizando a questão da legalização do terreno. Nós já iniciamos, em algumas áreas, a sondagem para... Atividade absolutamente indispensável para iniciar o processo da terraplenagem e, dentro em breve, assim que resolvidas essas questões legais sobre o terreno, nós iniciaremos a licitação para a terraplenagem. Ao mesmo tempo que isso ocorre, nós estamos avançando na definição do projeto básico, contratamos uma empresa de engenharia, que é considerada uma das melhores empresas de projetos de refinaria do mundo, para desenhar a estrutura dos equipamentos. A refinaria é uma planta industrial complexa. Essa refinaria, em particular, ela vai ter um grau de complexidade muito alto, porque ela é uma refinaria com produção otimizada para produzir diesel, e querosene de aviação e GLP, e produzirá quase nada de gasolina. Portanto, nós estamos em pleno vapor na montagem de um empreendimento que leva cinco, seis, sete anos para se efetivar.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Nilton, você tem outra pergunta?
REPÓRTER NILTON SALES (Rádio Verdes Mares / Fortaleza - CE): Não, muito obrigado.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Nós que agradecemos a sua participação. Este é o programa Brasil em Pauta, hoje, entrevistando o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. A gente vai, agora, a Curitiba, no Paraná, na Rádio Banda B. Quem faz a pergunta é Denise Mello. Bom dia, Denise.
REPÓRTER DENISE MELLO (Rádio Banda B / Curitiba - PR): Bom dia, Patrícia. Bom dia, Presidente.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia, Denise. Bom dia.
REPÓRTER DENISE MELLO (Rádio Banda B / Curitiba - PR): A Petrobras, a gente sabe, vai investir na área de biocombustíveis. Aqui, em Curitiba, a gente tem a experiência do transporte coletivo, alguns ônibus já estão usando o biodiesel. Eu gostaria que o senhor falasse um pouquinho sobre esse plano de expansão, a atuação de companhia, nesse setor de biocombustíveis.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom, nós temos, hoje, três plantas: uma em Minas Gerais, Montes Claros, uma na Bahia, em Candeias, e uma outra em Quixadá, no Ceará. Essa... A planta de Bahia foi duplicada de produção. Nós temos, hoje, uma capacidade de produção crescente, quase duplicamos a nossa capacidade de produção. Nós estamos com dois projetos no Pará, muito concentrados na produção de biodiesel e óleo de palma, que irá... Evidentemente, tem uma fase agrícola, de plantar a produção das árvores, para gerar as oleaginosas em um tempo futuro, mas nós não temos... Portanto, nós temos, hoje, uma presença muito forte na região Norte e Nordeste brasileiro.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Denise, você tem outra pergunta?
REPÓRTER DENISE MELLO (Rádio Banda B / Curitiba - PR): Eu gostaria de saber, também... Eu acompanhei a questão dos projetos sociais patrocinados pela Petrobras esse ano, algumas entidades, assim... Lógico que não tem dinheiro para todo mundo, algumas entidades, aqui, no estado, ficaram de fora. Eu gostaria de saber quais são os critérios e a expansão, até com relação à expansão da Petrobras na área de responsabilidade social, para incentivar projetos em todo o país.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom, nós fazemos... Nós damos muita ênfase e achamos que é extremamente importante o processo de seleção pública dos projetos. Para fazer esse processo de seleção pública dos projetos, nós fazemos as caravanas para todos os estados do país, onde, nessas caravanas, nós reunimos com os proponentes, com os produtores culturais, com os produtores de projetos sociais, para ajudá-los a desenhar e ajudá-los a formatar o projeto para concorrer nesse processo de seleção pública. Nesse processo, na área dos projetos sociais, nós temos algumas prioridades. Uma prioridade fundamental é a geração de oportunidade de trabalho e renda. Uma outra área extremamente importante é a criança e o adolescente, especialmente o combate ao trabalho infantil e o combate à exploração sexual de jovens no país. Um terceiro nível é a promoção de qualificação profissional e inclusão social. E um outro nível, que é a formação de redes sociais da sociedade, especialmente nas áreas mais carentes do país. Então, do nosso ponto de vista, nós fazemos um processo de inscrição de projetos, geralmente há um volume muito grande de projetos inscritos, fazemos um processo de seleção anual, e este processo é transparente e é externo, é predominantemente externo à Petrobras. Nós convidamos especialistas das diversas áreas para avaliar os projetos. A Petrobras faz uma primeira triagem, basicamente documental e basicamente organizacional dos projetos, e a fase de análise do mérito é feita por uma comissão externa à Petrobras e que, no final, define apenas o limite financeiro que seria capaz para o nosso apoio.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Obrigada, Denise, pela sua participação aqui no Brasil em Pauta. A gente vai, agora, a Brasília, no Distrito Federal, falar na Rádio CBN. Quem faz a pergunta é Brunno Melo. Bom dia, Bruno.
REPÓRTER BRUNNO MELO (Rádio CBN / Brasília - DF): Bom dia, bom dia, Presidente.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia, Bruno. Bom dia, ouvintes da Rádio CBN, de Brasília.
REPÓRTER BRUNNO MELO (Rádio CBN / Brasília - DF): Presidente, o senhor já recebeu alguma confirmação ou indicação de que pode permanecer na Presidência da Petrobras, no futuro governo Dilma?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: A única confirmação que eu tenho é do presidente Lula, que me disse, e disse publicamente, que eu estou garantido, que não serei demitido, a não ser que faça grande bobagem, até dia 31 de dezembro. Nada mais do que isso.
REPÓRTER BRUNNO MELO (Rádio CBN / Brasília - DF): Correto. Mais uma pergunta, em relação à expectativa do senhor sobre a tramitação dos projetos do marco regulatório do pré-sal no Congresso, o senhor acredita... Como vai ser o desenrolar dessa situação nos próximos anos?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, o marco regulatório está em fase final de aprovação, ele já foi aprovado pela Câmara, foi ao Senado, foi aprovado com mudanças no Senado, está de volta à Câmara e deve ser aprovado, evidentemente, que o Presidente ou a Presidente vão ter condições de avaliar o que deve ser vetado, o que não deve ser vetado. Mas a grande discussão que ocorre, hoje, no Congresso, não é sobre o marco regulatório em si, mas é sobre a distribuição dos ‘royalties’, que serão gerados por essa produção, e essa questão é uma questão federativa muito importante, porque envolve a repartição entre os diversos estados e municípios do resultado da produção do pré-sal, mas não é um assunto que diretamente afeta a Petrobras, porque ela pagará o ‘royalty’ em qualquer que seja a circunstância, qualquer que seja a regra de distribuição entre estados e municípios.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ok. Brunno, muito obrigada pela sua participação aqui no programa Brasil em Pauta, lembrando que este programa vai ser transmitido, ou melhor, ele vai ser exibido no endereço eletrônico: www.imprensa.planalto.gov.br após o término deste programa. A gente vai, agora, ao Rio Grande do Norte, na Rádio Difusora de Mossoró, em Mossoró, quem faz a pergunta é Jota Nobre. Bom dia, Jota.
REPÓRTER JOTA NOBRE (Rádio Difusora de Mossoró / Mossoró - RN): Bom dia. Bom dia para o Presidente da Petrobras. Olha, em relação a ‘royalties’, com o pré-sal que, na realidade, é um avanço muito grande, é uma redenção, vamos dizer assim, como já disse o próprio presidente Lula. Eu pergunto ao Presidente da Petrobras, os estados, por exemplo, Mossoró é uma cidade que está no Rio Grande do Norte, é a segunda maior cidade do estado, maior produtora, uma das maiores produtoras de petróleo em terra. Essas cidades, esses estados correm algum perigo em relação às atenções estarem agora mais voltadas, vamos dizer, para o pré-sal, é uma diminuição de ‘royalties’ a partir de quando, na realidade, tudo estiver a todo o vapor, Presidente?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Não, a discussão que está ocorrendo no Congresso não é uma discussão que afete as concessões atuais, principalmente da produção em terra, como é o caso do Rio Grande do Norte. A discussão que se faz, nesse momento, é uma discussão sobre o que acontecerá com a produção futura que virá da região do pré-sal que, nesse momento, do ponto de vista da lei, se limita aos estados de Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Isso não quer dizer que o ‘royalty’ vai ficar apenas para esses estados, essa que é a discussão. A discussão é como se distribui esse ‘royalty’ futuro que virá. O ‘royalty’ que vai contribuir aí para Mossoró e para o Rio Grande do Norte depende fortemente da produção aí no Rio Grande do Norte, que é resultado, primeiro de uma decisão que foi tomada pela natureza há 120, 130 milhões de anos atrás, quando foi constituído o reservatório e a produção do petróleo nessa região e, segundo, dos investimentos que as empresas estão fazendo no Rio Grande do Norte, particularmente a Petrobras, que são muito grandes, para continuar a capacidade de extração e de intensificação da recuperação desse petróleo já descoberto.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Jota, você tem outra pergunta?
REPÓRTER JOTA NOBRE (Rádio Difusora de Mossoró / Mossoró - RN): Só para finalizar, em relação ao que o senhor falou em investimento. Qual a previsão, o montante em relação a valor de investimento para a Petrobras, principalmente aqui para o Rio Grande do Norte, que é um estado que produz bastante. É o maior produtor do país em termos de terra, produtor terrestre do país, é o Rio Grande do Norte. E Mossoró está no contexto, aqui a cidade tem a base da Petrobras, tem milhares de trabalhadores, empresas também que prestam serviço. Há um... Vamos dizer assim, um investimento para melhorar mais ainda em relação aqui ao Rio Grande do Norte, Presidente?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Sim, nós estamos concluindo, estamos praticamente só faltando a parte marítima aí da Refinaria Clara Camarão, que é uma refinaria nova, uma refinaria da Petrobras aí no Rio Grande do Norte, que está em fase final, dependendo apenas de mar, do período do mar, em função da licença ambiental nós não podemos fazer, estamos esperando o período mais adequado para as marés. Criamos, temos aí uma planta experimental de testes de novas tecnologias de biodiesel, aí em Guamaré. Temos investimentos previstos para aumentar a recuperação em vários dos campos terrestres aí do Rio Grande do Norte e temos, portanto, temos nossa sede da Unidade de Gestão dos Ativos de Exploração em Terra, no Rio Grande do Norte, portanto, temos uma grande presença e perspectivas de permanecer e crescer nossa presença no Rio Grande do Norte.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Obrigada, Jota Nobre, pela sua participação. Este é o programa Brasil em Pauta, hoje conversando com o presidente de Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que conversa ao vivo aqui com emissoras de rádio de todo o país. Lembrando que a NBR, a TV do governo federal, vai exibir este programa, gravação do Brasil em Pauta, hoje à noite, a partir das 8h, a partir das 20h. A gente vai, agora, a Rádio Guarujá, em Florianópolis, Santa Catarina, quem faz a pergunta é Fábio Nocetti. Bom dia, Fábio.
REPÓRTER FÁBIO NOCETTI (Rádio Guarujá / Florianópolis - SC): Bom dia. Bom dia, Presidente.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia, Fábio.
REPÓRTER FÁBIO NOCETTI (Rádio Guarujá / Florianópolis - SC): Tudo bem. Diretamente já falando com relação ao estado de Santa Catarina, o que o nosso estado pode ter a ganhar com essa situação do pré-sal?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, diretamente do pré-sal eu não sei ainda, nós não temos como falar no pré-sal em relação à Santa Catarina. Podemos falar em relação à Bacia de Santos, na área do pós-sal em Águas Rasas, nós já temos aí algumas descobertas importantes na área de Tiro e Sidon, isso permite, portanto, ter uma expectativa positiva em relação às áreas ao sul da Bacia de Santos, que atingem Santa Catarina.
REPÓRTER FÁBIO NOCETTI (Rádio Guarujá / Florianópolis - SC): Certo. O que nós temos, hoje, da Petrobras ligado diretamente ao nosso estado, Presidente?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Hoje, nós temos, portanto, essa atividade voltada para Tiro e Sidon. Temos a perspectiva, numa das áreas possíveis de locação do novo terminal de regras e edificação pode ser Santa Catarina. E estamos esperando crescer a presença e a participação de Santa Catarina na cadeia de fornecedores, especialmente na área eletroeletrônica e mecânica, na cadeia de fornecedores para os investimentos da Petrobras.
REPÓRTER FÁBIO NOCETTI (Rádio Guarujá / Florianópolis - SC): Certo. A Petrobras trabalha Santa Catarina como um dos principais estados dentro dessa rota de vocês, com relação à possível exploração do pré-sal pelo fato também de ser aí do litoral brasileiro?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, a escolha da locação de exploração depende: primeiro, das áreas que estão concedidas pela ANP, não é uma escolha livre da Petrobras, a Petrobras só pode fazer exploração nas áreas que pertencem a ela, conquistadas através do processo de concessão da ANP, da Agência Nacional de Petróleo. E, segundo, cada área tem o seu plano de desenvolvimento, onde nós definimos o momento de fazer o estudo sísmico, que é basicamente um estudo de laboratório em terra, aquele momento que nós vamos iniciar a exploração, que é quando nós destacamos sondas para testar os modelos geológicos que nós definimos no escritório.
REPÓRTER FÁBIO NOCETTI (Rádio Guarujá / Florianópolis - SC): Presidente, para gente finalizar, só para gente saber, existe algum tipo de projeto no momento, principalmente do fornecimento de gás, já que Santa Catarina consome muito, principalmente aqui, a capital catarinense?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: É. O gás, na verdade, nós temos... Hoje, nós conseguimos, depois de um grande investimento de mais de R$ 40 bilhões nos últimos cinco anos, nós montamos uma rede nacional de gasodutos, hoje você tem a molécula de gás, ela pode ser alimentada no [ininteligível - 00:28:40], no Ceará, e ser utilizada no Rio Grande do Sul, ou ser utilizada no Mato Grosso, ou ser utilizada em São Paulo. Hoje, a nossa rede de gasodutos permite que o gás que vem da Bolívia seja usado no Ceará, o gás produzido na Bahia, seja usado em Santa Catarina, o gás produzido na Bacia de Campos, seja usado no Paraná. Portanto, nós temos, hoje, uma rede nacional de gás, que é que dá uma grande flexibilidade para a gestão da oferta de gás. Na perna sul dessa rede, que envolve Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, nós precisamos melhorar um pouco a capacidade de compressão e a capacidade de entrega na ponta final, ao sul, que tem, hoje, algumas limitações logísticas de entrega de gás.
REPÓRTER FÁBIO NOCETTI (Rádio Guarujá / Florianópolis - SC): Presidente, obrigado.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ok. Nós que agradecemos a sua participação, Fábio. Este é o Brasil em Pauta, hoje entrevistando o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. A gente vai, agora, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, quem faz a pergunta é Marco Antonio Monteiro. Bom dia, Marco.
REPÓRTER MARCO ANTONIO MONTEIRO (Rádio Nacional / Rio de Janeiro - RJ): Bom dia. Bom dia a todos os companheiros do programa Brasil em Pauta e um especial bom dia para o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia, Marco. Bom dia a Rádio Nacional.
REPÓRTER MARCO ANTÔNIO MONTEIRO (Rádio Nacional / Rio de Janeiro - RJ): Obrigado. Presidente, eu gostaria de salientar o investimento em refinarias. O presidente Lula tem dito que gostaria de ver, no futuro, o Brasil não apenas como exportador de petróleo, mas sim como exportador de derivados. E, às vezes, vendo não só colunas, mas até textos de alguns especialistas de petróleo, eles dizem que as refinarias não seriam melhor investimento, porque não seriam tão lucrativas, não seria necessário para o Brasil ter todo esse investimento nos derivados. Eu gostaria de saber qual é a sua posição, a posição da Petrobras em relação a esse processo das refinarias, se é estratégico para o Brasil ter também autossuficiência nos derivados, se as refinarias serão ou não lucrativas para a empresa, e qual é a situação, hoje, qual é a perspectiva de começar o início da operação do Complexo Petroquímico aqui do Rio de Janeiro.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Marco, na verdade, foi muito boa essa pergunta, porque permite a gente falar um pouco sobre refino no Brasil. Eu vou voltar lá para 1980. Em 1980, o Brasil produzia 181 mil barris por dia, em 1980. O Brasil, em 1980, fez a última refinaria, lá em São José dos Campos. Esta última refinaria levou a capacidade de refino do Brasil, em 1980, para 1,38 milhão barris por dia. Em 1980, o Brasil consumia, aproximadamente, 1 milhão de barris. Então, nós tínhamos 181 mil barris de produção de petróleo, refinávamos, tínhamos a capacidade de refino de 1,3 milhão, e entregávamos ao mercado brasileiro cerca de 1 milhão. Portanto, nós tínhamos uma capacidade ociosa em torno de 400 mil barris por dia, em 1980. Durante 30 anos, nós praticamente não investimos em refinaria, só investimos na capacidade de produção de petróleo. Saímos de 1980 para 2009, qual é a situação em 2009? Nós que produzíamos 181 mil barris por dia em 80, em 2009 estávamos produzindo 1,9 milhão, aumentamos mais de dez vezes a produção de petróleo no Brasil. E o que acontecia com o refino? O refino brasileiro, que era de 1,3 milhão foi para 1,8 milhão, porque nós investíamos na recuperação e na melhoria das refinarias existentes, mas não fizemos nenhuma refinaria nova. Mas o que aconteceu com o consumo brasileiro? O consumo brasileiro praticamente dobrou, nós fomos para quase 2 milhões de barris por dia de demanda no Brasil, em 2009. Então, qual é a situação hoje? No Brasil, hoje, nós importamos diesel, no Brasil, hoje, nós importamos querosene para aviação, no Brasil, hoje, nós importamos gás liquefeito de cozinha, gás liquefeito de petróleo. Consequentemente, nós estamos no limite da capacidade das refinarias existentes. Se o Brasil continuar crescendo até 2015, se continuar crescendo até 2020, como nós prevemos, e nós estamos prevendo aí um crescimento em torno de 4% ao ano, o consumo brasileiro, em 2020, vai estar próximo a 3,3 milhões barris por dia, e nós temos só 2 milhões de capacidade de refino. A produção brasileira de petróleo vai estar próxima a 4 milhões de barris, em 2020, e nós só temos 2 milhões de capacidade de refino. E a Petrobras, ela é fortemente uma empresa voltada para o mercado brasileiro. E ela não vende no mercado brasileiro o petróleo, ela vende no mercado brasileiro gasolina, diesel, óleo lubrificante, nafta, querosene de aviação, GLP, lubrificantes, óleos combustíveis, óleo para navio. É isso que nós vendemos, nós vendemos produtos, nós não vendemos petróleo cru. Portanto, é absolutamente necessário, estratégico, ampliar a capacidade de refino nesse período. Você pode dizer, vai ter rentabilidade ou não? Evidente que a margem do refino, ela é uma margem mais nervosa, mais volátil, mas nós temos uma política de preços, no Brasil, que não passa por mercado brasileiro no que se refere a gasolina diesel e GLP, toda a flutuação diária dos preços internacionais. Nós mantemos a relação dos nossos preços com os preços internacionais só no longo prazo, tanto é que mundo varia o preço da gasolina, varia o preço do diesel, e o Brasil, o preço é estável nas refinarias. Então, portanto, no caso brasileiro, nós temos muito mais estabilidade na margem do que nos outros lugares. Portanto, eu acredito que o investimento é estratégico e tem margem razoavelmente estável.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Marco, você tem outra pergunta?
REPÓRTER MARCO ANTONIO MONTEIRO (Rádio Nacional / Rio de Janeiro - RJ): Não. Só para completar, se o Presidente já tem como confirmar o início das operações do Complexo Petroquímico aqui do Rio de Janeiro.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, as obras do Complexo Petroquímico estão a todo vapor, nós estamos quase 70%, 80% dos contratos já assinados. Nós, evidentemente, mudamos a estrutura e a concepção do Complexo Petroquímico, nós vamos investir, numa primeira fase, na montagem de uma refinaria otimizada para produzir produtos que são geradores de matéria-prima petroquímica, teremos uma segunda fase que é a Central de Petroquímicos Básicos, que deve ser, estamos em negociação com a Braskem para repassar para Braskem essa central, e teremos uma terceira fase, que é a fase das plantas de resinas, são cerca de oito plantas previstas, que aí serão negociações de estruturas bastante diferenciadas, que ainda não estão completamente definidas. A expectativa, se eu não me engano, é que o início da produção da planta da refinaria, que é a primeira unidade, deve estar prevista para 2013.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ok. Marco, muito obrigado.
REPÓRTER MARCO ANTÔNIO MONTEIRO (Rádio Nacional / Rio de Janeiro - RJ): Muito bem. Grande abraço.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Marco que está aqui do nosso lado aqui, transmitindo, já que estamos transmitindo da Rádio Nacional do Rio de Janeiro também. Este é o programa Brasil em Pauta, a gente vai agora a Salvador, sua terra lá na Bahia, quem faz a pergunta da Rádio Excelsior é Edson Santarini, que está ao vivo conosco. Bom dia, Edson. Alô, Edson?
REPÓRTER EDSON SANTARINI (Rádio Excelsior / Salvador - BA): Oi, bom dia. São 7h37, estamos aqui pela Rádio Excelsior, na Bahia, aqui a emissora da família baiana, voz do Senhor do Bonfim. Presidente Sérgio Gabrielli, bom dia.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia, Edson. Bom dia, meus conterrâneos baianos, tenho muita saudade daí, estarei aí provavelmente sexta-feira.
REPÓRTER EDSON SANTARINI (Rádio Excelsior / Salvador - BA): Ok. Como anda os investimentos na fábrica, Presidente, em Candeias, a fábrica da produção de biodiesel aqui na cidade de Candeias? Os investimentos foram confirmados já para este ano, mais de 76 milhões, mas me parece que não houve, ainda, o acréscimo nos atuais 108 milhões de litros que passaria para 217, por quê?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, os investimentos já foram realizados, as obras já foram feitas, nós estamos apenas com a unidade de vapor, que está em fase final de conclusão e assim que terminar - porque é necessário produção de vapor para a produção de biocombustíveis - assim que nós concluirmos, os investimentos já estão feitos, os contratos já estão assinados, a fase apenas de conclusão da obra da unidade de vapor, quando nós, então, duplicaremos... Na realidade, multiplicamos por quatro a produção prevista, inicialmente, nessa fábrica de Candeias.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Edson, você tem outra pergunta?
REPÓRTER EDSON SANTARINI (Rádio Excelsior / Salvador - BA): Tenho, tenho sim. Presidente, é possível explorar, produzir petróleo com receita ao meio ambiente?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Absolutamente, com certeza, nós temos, só para dar um exemplo, de uma unidade de produção hoje que nos dá muito orgulho, porque é uma unidade de produção no meio de Floresta Amazônia, que é a unidade Urucu, ela é um exemplo de convivência correta, adequada entre a produção de petróleo e um ambiente bastante frágil, que é a Floresta Amazônica, e acabamos de descobrir, anunciar na sexta-feira passada, novas descobertas nessa região. Além do mais, a nossa intensidade de procedimentos de segurança nos dão bastante garantia que teremos... Podemos evitar acidentes no mar e podemos evitar acidentes em terra. Evidente que a indústria passou por um grande processo de consciência e de investimentos na área de prevenção e proteção aos seus impactos, ela é uma indústria necessariamente impactante, porque extrair petróleo do fundo da terra e trazer a superfície, produzir, ela necessariamente é uma produção que traz impactos, mas se pode controlar e minimizar os efeitos desses impactos.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ok. Edson, mais alguma pergunta?
REPÓRTER EDSON SANTARINI (Rádio Excelsior / Salvador - BA): Eu queria saber apenas a respeito do pré-sal, essa divisão do “bolo” que a gente não entendeu ainda, que os países, os estados se dizem detentora dos ‘royalties’. Como é que fica, por exemplo, os estados nordestinos? E isso já está definido na política de distribuição dos ‘royalties’ para todo o país, Presidente?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, o projeto de lei que regula isso, é o projeto de lei sobre a partilha de produção, ele já foi aprovado na Câmara, foi ao Senado, foi aprovado no Senado com mudanças, incluindo... Uma das mudanças importantes do Senado foi introduzir nesse projeto de lei a distribuição dos ‘royalties’ entre os estados e municípios, voltou para Câmara e está em fase final de votação. Essa fase final de votação vai depois ao Presidente da República, que vetará ou não certos procedimentos. Se esse projeto for aprovado na forma que ele está hoje, haverá uma distribuição relativamente igualitária entre os estados da distribuição nos ‘royalties’. Se ele for vetado, volta a situação anterior, onde há uma grande diferença e concentração da distribuição de ‘royalties’ para os estados produtores, para os estados onde estão localizadas as áreas de produção. E é provável que a partir disso, no próximo ano, volte um novo projeto de lei específico para tratar de uma distribuição mais equitativa e mais equânime, que leve em consideração que os estados onde estão localizadas as áreas produtoras devem receber mais, mas que os outros estados também devem receber uma parcela significativa desse ‘royalty’.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ok, Edson, muito obrigada pela sua participação ao vivo aqui conosco no programa Brasil em Pauta que hoje entrevista o Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Ok Edson? Muito obrigado pela sua participação.
Presidente, ainda nessa questão do pré-sal indo tudo bem, se concluindo essas boas perspectivas, o Presidente Lula aprovando, de que forma se pode fazer... Já se pode fazer uma estimativa de quando se vai ter a produção do pré-sal, quando é que começa, é possível isso?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: A produção do pré-sal já começou, nós estamos produzindo pré-sal desde maio de 2009 e já temos hoje na bacia de Santos, em Tupi, um sistema definitivo de produção que deve dentro de um ano, provavelmente, atingir a capacidade, a produção de 100 mil barris por dia. Tanto a produção pré-sal já começou em Santos, além disso, já começou também no Espírito Santo, porque nós temos hoje no parque das baleias, no chamado parque das baleias, em Jubati, já produção de pré-sal em áreas que nós tínhamos produção já instalada no pós-sal. Portanto, a produção já começou. Essa produção dada é uma produção de áreas que foram concedidas na lei anterior à lei atual. Que prevê uma mudança do regime. Nessas concessões já concedidas, a previsão é que em 2014 nós tenhamos uma produção do pré-sal em torno de 214 mil barris por dia, em 2020 essa produção deve atingir, na Petrobras, 1.000.078, mas a Petrobras estará operando em 2020 uma produção em torno de 1.720.000 barris por dia, dela e dos parceiros. Isso significa que em 2020, em dez anos, a produção da bacia da Santos será igual à atual produção da bacia de Campos que levou 45 anos para chegar a esse... Em dez anos nós atingiremos a produção que levamos 40 anos para produzir na bacia de Campos.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: A gente vai agora a rádio Jovem Pan de São Paulo, quem faz a pergunta é Patrick Santos, bom-dia Patrick.
REPÓRTER PATRICK SANTOS (Rádio Jovem Pan / São Paulo - SP): Alô?
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Bom dia Patrick como é que está São Paulo, tudo bem? Patrick está nos ouvindo? Estamos ao vivo com o Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Patrick Santos...
REPÓRTER PATRICK SANTOS (Rádio Jovem Pan / São Paulo - SP): Agora estou ouvindo sim. Eu queria perguntar ao presidente Gabrielli, não sei se obviamente ele já falou sobre essa questão, eu queria detalhar um pouquinho mais a participação da Petrobras no etanol duto, que vai trazer grandes benefícios para o setor etanol. Queria o que senhor falasse pouquinho mais da participação da Petrobras e de que forma que isso vai, que forma mais intensa vai ela alavancar o setor de álcool aqui no Brasil?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, Patrick esse projeto de logístico é um projeto multi modal, ele é um projeto que está desenhado para trazer álcool de Goiás, Senador Canedo e Tinguá, até São Sebastião ou Santos em São Paulo. Esse projeto ele envolve várias etapas do de alcoolduto. O primeiro alcoolduto que nós já assinamos e que está para ser implementado já, é o alcooldutos Ribeirão Preto, Paulínia esse é o alcooldutos Ribeirão Preto, Paulínia ele será a primeira fase desse alcoolduto, ao mesmo tempo, nós autorizamos a Transpetro, a adquirir 20 balsas...Oitenta balsas e 20 empurradoras que vão viabilizar a hidrovia Tietê-Paraná que por balsas nós vamos transportar álcool via utilizando a hidrovia Tietê-Paraná, portanto integrando uma rede de Gasoduto, de álcooldutos e de hidrovias que vão minimizar e reduzir o custo de transporte do álcool em São Paulo, Paraná... São Paulo, Minas Gerais, e Goiás, que são as três áreas mais, com crescimento da produção álcool mais intensa prevista nos próximos anos. Portanto, nós acreditamos que uma vez concluído esse conjunto de investimento no etanol duto, na hidrovia Tietê-Paraná, nós vamos ter um sistema logístico vai reduzir enormemente o custo de transporte, vai ter muito amigo do meio ambiente, porque retiram uma série de caminhões transportando nas estradas e essa produção, e vamos aumentar a competitividade do produtor brasileiro para entregar o álcool tanto para outra áreas do Brasil, como para a exportação do álcool brasileiro. Isso permitirá, portanto que o produtor tenha uma maior margem, ele pode repassar isso a preço, reduzindo, portanto essa margem e pode também aumentar a condição de distribuição de rendimentos, de resultados da produção para os trabalhadores e proprietários da produção do álcool. A Petrobras nesse segmento atua em diferentes segmentos, na Transpetro, nós estamos investimento na hidrovia, nós criamos uma empresa com a Camargo Corrêa inicialmente também com a Mitsui, mas ela já saiu, que é a que fez a concepção inicial dessa planta. Essa empresa chamada PM CC, hoje ela está, foi assinado um acordo que envolve seis empresas para constituir uma empresa com vários sócios, que são a Cosan, a Copersucar, a Camargo Corrêa, a Odebrecht e a Petrobras. E isso significa, portanto, que a Petrobras vai ter em torno de 20% dessa empresa que vai cuidar dos polidutos, da transferência de etanol via dutos. E além disso, nós estamos, através da Petrobras biocombustível, produzindo etanol e a produção nossa ela se concentra também nessa área, com a aquisição que nós tivemos de parte da San Martinho e parte da Guarani, nós seremos uma grande produtor de álcool também.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Patrick você tem outra pergunta?
REPÓRTER PATRICK SANTOS (Rádio Jovem Pan / São Paulo - SP): Eu gostaria de perguntar ao presidente José Sérgio Gabrielli se ele está esperando de fato a abertura do mercado americano. O senhor acha que finalmente isso pode trazer benefícios para o etanol brasileiro, já que o Brasil lidera esse mercado e há uma grande expectativa nas próximas semanas, de uma possível abertura do mercado americano. É nisso que a Petrobras também aposta, presidente?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Olha, evidentemente que a abertura do mercado americano será muito importante para o etanol brasileiro, mas nós não temos, a nossa estratégia não está voltada para atender o mercado americano de etanol. A produção de etanol de cana de açúcar ele é sem dúvida nenhuma muito mais eficiente, do que a produção do etanol a partir do milho, como é etanol americano. Mas, a mudança do mercado americano a nosso ver é uma mudança de longo prazo, ela não é mudança que vai ocorrer em curto prazo, ela envolve um complexo econômico muito grande dos produtores de milho, envolve um processo de subsídios e de transferência de recursos internos nos Estados Unidos muito grande. Então, nossa estratégia é muito mais voltada para o mercado interno, e está mais voltada para outros mercados internacionais do que os Estados Unidos. É evidente o que Estados Unidos é o maior mercado do mundo e abrindo ele vai ser um aumento de demanda muito importante para o nosso álcool.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ok, Patrick, muito obrigada pela sua participação da Jovem Pan de São Paulo. Este é o programa Brasil em Pauta que hoje entrevista o presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. A gente vai agora a Aracaju em Sergipe na rádio FM Sergipe, quem faz a pergunta é André Barros. Bom dia André.
REPÓRTER ANDRÉ BARROS (Rádio FM Sergipe / Aracajú - SE): Bom dia, bom dia presidente, bom dia a todos.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia André, bom dia povo de Sergipe.
REPÓRTER ANDRÉ BARROS (Rádio FM Sergipe / Aracajú - SE): O povo do Sergipe adora a Petrobras porque tem duas fases aqui do presidente, antes e depois da Petrobras, principalmente depois dessa nova bacia anunciada pelo senhor nos últimos meses, bacia lá da Barra dos Coquinhos. Eu queria saber; diante dessa capitalização que foi feita, os investimento aqui na nossa região devem aumentar consideravelmente, presidente Gabrielli?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Os investimentos na região não vão aumentar por causa de capitalização, porque os investimentos da região estão aumentando porque nós fizemos boas descobertas e temos grandes perspectiva de novas fronteiras e prospecção no pós-sal sergipano, não no pré-sal sergipano, porque as descobertas que nós anunciamos são muito positivas e isso envolve evidentemente intensificar a atividade de perfuração, para delimitar melhor essas reservas, e, portanto envolve investimento na área de exploração. E uma vez constatado o volume, se constatado a capacidade de produção, isso vai envolver mais investimentos na área de implantação do sistema de produção e de produção definitiva.
REPÓRTER ANDRÉ BARROS (Rádio FM Sergipe / Aracajú - SE): Os recursos já existiam para isso?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Exatamente.
REPÓRTER ANDRÉ BARROS (Rádio FM Sergipe / Aracajú - SE): Presidente, e na questão dos biocombustíveis aqui do estado, está todo mundo apostando na Petrobras, não vamos ter retrocesso nisso não, porque os girassóis já estão bonitos no campo.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Nossa planta aí nessa região, nós temos uma planta de biodiesel na Bahia, em Candeias, outra planta em Quixadá no Ceará, e elas são plantas pólo de atração da cadeia de produtores, principalmente pequenos e médios produtores, nós temos hoje cadastrados como fornecedores da Petrobras, cerca de 67 mil famílias na região Nordeste, não sei nesse momento exatamente quantas em Sergipe, mas na região nordeste temos 67 mil famílias produtoras de oleaginosas para fornecer essas oleaginosas para as nossas plantas. Aí em Sergipe, além disso, nós estamos expandindo investimentos na Fafen, Sergipe para produzir uma planta de sulfato de amônia que é um componente importante para agricultura nordestina, especialmente para agricultura do semi-árido, essa planta vai usar amônia da planta da Fafen com enxofre, provavelmente a ser produzido na planta da,[ininteligível - 51:22] em Pernambuco. Portanto teremos também essa integração importante para a produção de um componente importante para a agricultura nordestina. Além disso, na planta também de Sergipe nós vamos produzir uma unidade de produção de arla 32 que é um componente importante para os veículos de peso, veículos pesados brasileiros, que vão usar o diesel 10 PPM e o diesel de alta qualidade que exige um catalisador que será usado nos motores, na exaustão dos motores, indispensável para que os impactos sobre o meio ambiente sejam minimizados, isso também será produzido aí em Sergipe.
REPÓRTER ANDRÉ BARROS (Rádio FM Sergipe / Aracajú - SE): Presidente, a duplicação da Fafen ela acontece agora?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Não, o que vai acontecer na Fafen é uma unidade de arla 32 e unidade de sulfato de amônia.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ok André, muito obrigado pela sua participação aqui no Brasil em Pauta.
REPÓRTER ANDRÉ BARROS (Rádio FM Sergipe / Aracajú - SE): Obrigado mesmo.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Ele está ao vivo conosco acompanhando o Brasil em Pauta. Presidente, esse trabalho que a Petrobras desenvolve vem de muito tempo, isso é às custas de muito investimento em ciência e tecnologia. Gostaria o que senhor explicasse um pouco mais, esse investimento que se faz nessa capacidade de recursos humanos, porque isso que vai dar vazamento aí, vazão a todos esses investimentos que vão aparecendo aos poucos.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: É evidente que produzir do jeito que a Petrobras produz precisa um enorme investimento na área de ciência e tecnologia, na área de desenvolvimento e novos conhecimentos, desenvolvimento e novas técnicas e a Petrobras sempre foi uma empresa que se caracterizou por dar muita importância a esse desenvolvimento de pesquisa, voltada para a atividade responder nossos problemas. A Petrobras duplicou o Cenpes, que é o Centro de Pesquisa da Petrobras que hoje tem aqui no Rio de Janeiro, é um elemento nucleador, é o centro de um conjunto de investimentos em laboratórios de pesquisas e desenvolvimento que pode se chamar, que é o maior centro concentrado de investimentos na área de petróleo e gás voltados para a área de águas profundas do mundo, que é também, hoje, o maior centro integrado que envolve todas as atividades de petróleo do mundo, e que, portanto envolve uma capacidade de responder a problemas tecnológicos de forma bastante rápida e bastante eficiente. Mas não somente isso é importante, mas a Petrobras também fez e implementou com o apoio da agência nacional de petróleo, um programa de redes temática que envolvem cerca de 80 redes... Cinquenta redes de assuntos diferenciados no Brasil, com mais de 70 instituições brasileiras, universidades, centros de pesquisa no Brasil inteiro, onde nós estamos implantando quatro vezes áreas além do que o... Expandindo áreas de laboratórios quatro vezes mais que no Cenpes. Isso está dando também às universidades brasileiras, aos centros de pesquisa brasileiro, uma capacitação de pesquisa empírica gigantesca com laboratórios de alto nível, de padrões internacionais dos melhores padrões implantados nos estados brasileiros, isso criou, portanto uma rede com algumas centenas de pesquisadores, e alguns milhares de estudantes, para desenvolver ciência e tecnologia, voltada para os assuntos relacionados com petróleo. Além disso, nós temos a nossa própria universidade Petrobras, que treina aproximadamente 60 mil estudantes que são empregados da Petrobras por ano. Cada ano nós passamos cerca de 60 mil pessoas nas salas de aula sendo treinadas e atualizadas na universidade Petrobras e temos também, um programa junto com o Governo Federal e com as entidades da indústria de petróleo, chamado programa de mobilização da indústria nacional de petróleo, que tem programa de treinamento de 270 mil pessoas até 2014 já treinamos 70 mil, precisamos treinar mais 200 mil, e é um sucesso em termos de envolvimento de entidades treinamento do Brasil inteiro, e atração de novos talentos para a indústria.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Muito obrigado, a gente vai agora a rádio Nativa FM em Imperatriz, no Maranhão quem faz a pergunta é Arimatéia Júnior. Bom dia, Arimatéia.
REPÓRTER ARIMATÉIA JUNIOR (Rádioa Nativa FM / Imperatriz – MA): Bom dia, companheiros. Bom dia, senhores ouvintes da emissora. Em relação ao estado do Maranhão a gente observa muitas riquezas agora sendo reveladas através dos estudos, das pesquisas e até o anúncio de geração de emprego e renda através desses empreendimentos governamentais. Mas o questionamento é: Quanto à mão de obra qualificada dentro do estado do Maranhão para o aproveitamento da mão de obra local, o que pode ser feito por parte do governo nesse sentido?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom, o governo está fazendo várias coisas, nós na Petrobras estamos articulando aí com o governo do Maranhão, um programa de treinamento que envolve se eu não me engano num primeiro momento 3.200 profissionais voltados especialmente para a área de utilização da mão de obra local. Você sabe, Arimatéia, nós vamos fazer uma refinaria no Maranhão e a refinaria ela envolve no pico de obra, 22 mil pessoas trabalhando na nessa refinaria e essa refinaria é uma numa região que hoje as cidade são relativamente pequenas, então você tem que de fato ter uma preocupação muito grande em treinar a mão de obra local para poder atender essas necessidades, num primeiro momento basicamente na área de terraplanagem, mas num segundo momento vai precisar de gente na área construção e montagem e portanto, nós precisamos estar preparados para treinar essas pessoas. Além do mais, nós vamos ter que fazer um conjunto de ações em conjunto com os municípios da região para otimizar e fazer consórcios de municípios para planejar o impacto gigantesco que isso terá na região, porque fazer um empreendimento desse na região que será feito, vai ter um impacto muito grande sobre as cidades, então, vão ter que pensar como fazer as questões dos serviços urbanos, transporte, habitação, saneamento, mobilidade, instituições de segurança, instituições de atendimento da saúde, que vão envolver novos investimentos e utilização de mão de obra qualificada.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: A gente vai agora a Rádio Tribuna 590 AM em Vitória, Espírito Santo, quem faz a pergunta é Marcos Alexandre. Bom dia, Marcos.
REPÓRTER MARCOS ALEXANDRE (Rádio Tribuna 590 AM / Vitória – ES): Bom dia, querida. Bom dia, senhor Gabrielli.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Bom dia, Marcos.
REPÓRTER MARCOS ALEXANDRE (Rádio Tribuna 590 AM / Vitória – ES): Nós temos aqui no Espírito Santo um litoral lindo, maravilhoso, e agora a gente também tem o petróleo e temos o desenvolvimento que vem com isso tudo. Na questão ambiental, a empresa, o estado, estão conectados para qualquer problema que deriva dessa prospecção, desse resgate?
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Sim, nós temos... Evidente que a principal atuação nossa tem que ser na prevenção, tem que ser para evitar o que acidente ocorra, mas uma vez o que acidente ocorre nós temos que ter em stand by a capacidade de mobilização de recursos para conter e limitar esses acidentes. E acreditamos que hoje nós temos crescentemente, precisamos avançar um pouco mais ainda na área de contenção e de remediação, mas na área de prevenção nós acreditamos que estamos bastante tranquilos na capacidade de evitar acidentes.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Muito obrigada a Rádio Tribuna AM. Presidente, infelizmente nosso tempo acabou, gostaria de agradecer sua participação.
PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Muito obrigado todos os ouvinte, muito obrigado a esta rede importante do país.
APRESENTADORA PATRÍCIA DUARTE: Nós é que agradecemos. Este é o programa Brasil em Pauta que volta numa próxima oportunidade. Muito obrigada pela participação de todos.



Empresa Brasil de Comunicação S/A - EBC | CNPJ: 09.168.704/0001-42 | SCS - Qd. 08 Bl. B-60 - 1º Piso Inferior - Ed. Venâncio 2000 - Asa Sul - Brasília/DF