Arquivos: 05/02/09 - Transcrição
KÁTIA SARTÓRIO: Na pauta do programa de hoje, a estratégia nacional de defesa
lançada pelo governo federal no final do ano passado e que estabelece diretrizes
e ações de médio e longo prazo, para reorganizar e reorientar a atuação das
Forças Armadas. O ministro da Defesa vai explicar as medidas que estão sendo
tomadas pelo Ministério desde julho de 2007 para melhorar a infra-estrutura
aeroportuária brasileira e o funcionamento da malha aérea para dar ao usuário um
serviço mais seguro, regular e pontual. O ministro da Defesa Nelson Jobim vai
conversar com a gente também sobre a missão de paz para a estabilização do
Haiti, que desde 2004 o Brasil participa com maior contingente militar. O
ministro da Defesa Nelson Jobim já está aqui no estúdio com a gente e começa
agora a conversar com âncoras de emissoras de rádio de todo o país.
SÉRGIO RODRIGUES (Rádio Educativa de Campinas e São Paulo): A partir de
maio, a 13ª Brigada de Infantaria leve do Exército de Campinas vai coordenar a
missão de paz da ONU no Haiti. O treinamento dos soldados está previsto para
começar agora no dia 16, e a minha pergunta é justamente sobre esse treinamento.
Como o Batalhão de Campinas foi criado pra atuar justamente em conflitos
urbanos, há algum tipo de ação de treinamento aqui em Campinas nas ruas, ou em
alguma cidade da região, que vão preparar os soldados pra essa missão de paz no
Haiti?
MINISTRO: Sim nós temos um centro de preparação desses militares
a atuarem em situações urbanas. Essa é a grande expertize demonstrada pelo
Brasil nas ações do Haiti. As forças brasileiras no Haiti tem demonstrado a
imensa capacidade de tratar, de separar o civil, ou seja a população do bandido,
ou seja, dos grupos armados antigos do Haiti. A nossa posição do Haiti é cômoda,
mas agora pretendemos fazer uma alteração de estratégia dentro do Haiti,
mantendo a situação de defesa e de permanência da ordem, manutenção da paz no
Haiti. Nós queremos também começar trabalho de infra-estrutura. Houve um aumento
da participação de soldados do batalhão do Exército, na engenharia do Exército,
e este batalhão de engenharia do Exército pretende com recursos, que poderão vir
do Banco Mundial, fazer o investimentos, menos obras de infra-estrutura. Eu
inclusive tive uma conversa, nós tivemos uma conversa em Washington, com o
presidente do Banco Central Walter Zelig, exatamente nesse sentido, ou seja, não
pode mais ficar o Haiti aguardando obras que não se realizam. E nós dizemos que
nós temos lá um batalhão de engenharia disposto a trabalhar aguardando recursos
e projetos.
EMÍLIA CHACOM: (Rádio Mega 94 FM/Campo Grande): Ministro tem
alguma ação específica, que vai ser feita em Mato Grosso do Sul, já que fazemos
fronteiras com dois países?
MINISTRO: No Mato Grosso, nós temos a
previsão do estabelecimento e do reforçamento das linhas de fronteira. O
presidente da República determinou um aumento e um plano novo que está sendo
encerrado pelo Exército de todo o reforço, de todas os pelotões existentes na
linha de fronteira do Brasil, que venha da Amazônia e entre também no Pantanal.
BETH BEGONHA: (Rádio Nacional da Amazônia): Eu queria que nós falássemos
um pouco sobre a questão da defesa em território indígena. Recentemente nós
acompanhamos uma polêmica, digamos assim, sobre a questão dos territórios
indígenas, como algumas pessoas, até dizendo temer que houvesse ali uma espécie
de intromissão estrangeira, na tentativa de transformar esses territórios em
territórios neutros. O que não se confirma de modo objetivo. O que, que
aconteceu que nós tivemos esse desentendimento? Na verdade os povos indígenas e
as Forças Armadas tem tido ao longo do tempo uma relação muito próxima e muitas
vezes de amizade, de ajuda até do Exército. O que, que houve, para que nós
vivêssemos aquela situação, se teria haver com a questão das minerações em
terras indígenas, um fato ocorrido lá nas terras dos Ianomâmis poucos dias
antes, quando um coronel,um general das Forças Armadas esteve lá com uma
comissão, que trata justamente desse assunto de garimpagem na terra numa época
que não era propícia. Os homens da aldeia estavam caçando, estavam ausentes,
houve estranhamento entre o cacique velho que lá estava e o general, e logo
depois nós começamos a ouvir essa história inesperadamente. Como é que está a
visão do Ministério em relação a essa questão da Defesa das Terras Indígenas e
nas terras indígenas?
MINISTRO: Vai me perdoar Beth, vamos iniciar uma
substituição de palavras, as palavras às vezes ajudam a complicar as coisas. Não
há no Brasil território indígena. O que há no Brasil são terras de propriedade
da União afetadas a uso do fruto indígena. E é importante, que o Supremo
Tribunal Federal, agora que está decidindo a questão Raposa Serra do Sol, está
mantendo a demarcação feita pelo governo, nas linhas feitas pelo governo. Já
está definindo o próprio Supremo Tribunal Federal, qual é o estatuto jurídico da
terra indígena. E vem demonstrando claramente que o Exército Nacional, a polícia
não tem nenhuma necessidade de licenças, quer da Funai, quer das populações
indígenas que ocupem aquelas áreas de pedir licença, para entrar, porque aquilo
ali é uma propriedade da União. Ou seja, inclusive o presidente da República
editou um decreto em que nós vamos colocar postos de fronteira e organizações
militares em todas as terras indígenas, exatamente para evitar coisa que não é
de índio, que não é de indígena. Indígena nenhum deseja deixar de ser
brasileiro. Há isto sim organizações não governamentais estrangeiras que agora
passam a ser, digamos fiscalizadas e reguladas, que pretendem dar uma visão não
brasileira da questão indígena. Observe bem Beth, é bom lembrar, que no Brasil
nós temos brasileiros brancos, brasileiros negros, brasileiros indígenas,
brasileiros de origem japonesa, brasileiro de origem italiana, brasileiro de
origem alemã, ou seja todos são brasileiros. Nós não temos negros brasileiros,
nós temos brasileiros que são negros, nós temos índios, nós não temos índios
brasileiros, nós temos brasileiros que são índios. E isto nós não vamos abrir
mão em hipótese alguma, ou seja a convivência do Exército principalmente do
Exército na Amazônia com as populações indígenas são boas, muito boas. E
inclusive tem algumas organizações governamentais, não-governamentais que ajudam
o Exército principalmente na prestação de serviço de saúde e atendimento aquelas
populações.
NATÁLIA FRUET: (Rádio Bandeirantes - Porto Alegre-RS) A nossa
primeira pergunta, diz respeito as ações aqui do Comando Militar do Sul, com
referência a área de fronteira. No ano passado a gente teve algumas ações para
combate do contrabando, tráfico de drogas nas nossas fronteiras aqui no Rio
Grande do Sul e também Paraná e Santa Catarina. Essas ações devem continuar em
2009, e quando elas devem acontecer?
MINISTRO: Algumas das funções, uma
das funções principais, ou melhor, subsidiárias envolvidas pelo Exército é ter o
Exército poder de polícia em zona de fronteira para crimes de transacionais, que
exatamente e o tráfico de drogas. O general Aldenar está programando isso,
agora, eu, evidentemente que não posso dizer a você que dia vai ser feito isso,
porque se disser o dia não vai acontecer nada. Ou
seja, essas ações são
ações que são feitas, são programadas e são realizadas de nopino (sic).
Exatamente para pegar as pessoas, os contrabandistas, os traficantes não
preparados para tanto. Se fixarmos uma data, evidentemente que a fixação da data
esvazia a finalidade última da ação.
MARIANA COSTA (Rádio CBN/RJ): A
minha pergunta é sobre os aeroportos do Rio de Janeiro. O senhor já defendeu
publicamente a abertura do Santos-Dumont a vôos domésticos, e essa é a posição
da Anac. O governo do estado é contra porque acredita que haveria um
esvaziamento do aeroporto do Galeão. Eu gostaria de saber se o senhor acredita
em um possível consenso com o governo do estado e em que pé estão essas
discussões?
MINISTRO: Bem, nós teremos uma conversa ainda esta semana,
com o governador e sua equipe, para demonstrar exatamente isto, de que o Galeão,
a relação Galeão x Santos-Dumont, é uma relação compatível. Ou seja, o problema
da redução das operações, e tornar ocioso o Santos-Dumont,não beneficia o
Galeão. O que nós precisamos, isto sim, é desenvolver o plano de ativação do
Galeão mas, sem deixar de utilizar o Santos-Dumont. E aí vem um problema que tem
que ser definido com clareza. Que é a premissa da decisão. Qual é a premissa da
decisão? A relação Santos-Dumont x Galeão, ou o desejo e a necessidade do
usuário. Ou seja, do passageiro. O passageiro que sai de Brasília pretende o
quê? Pretende ir para o Santos-Dumont ou pretende ir para o Galeão? Um
passageiro que sai de Vitória, ele quer descer, o passageiro executivo, aquele
que vai de manhã e tem que voltar de tarde, essa é a opção. E, evidentemente que
a opção desses passageiros é o Santos-Dumont. E o Santos-Dumont está ocioso.
Realmente está ocioso. Então, nós vamos ter uma conversa transparente, de amigos
com o governador, para tentar ver se a gente encontra uma forma de
consenso.
KÁTIA SARTÓRIO (Rádio Nacional/RJ): Falando em aeroportos, a
Operação Feliz 2009, lançada pelo governo no final do ano, atendeu as
expectativas?
MINISTRO: Não. Pretendia que sim. Nós tivemos uma reunião
com as empresas aéreas antes para definir a, digamos, as ações a serem
desenvolvidas, e tivemos problemas com uma delas. Uma das empresas, que foi a
Gol, teve problema de organização do seu sistema de integração de passagens
Varig-Gol, e teve também uma redução dos seus funcionários. E isso deu um
problema logo no início. Mas, depois foi composto. Inclusive eu oficiei a cada
uma das empresas mostrando o seu desempenho durante o ano. Na verdade o melhor
desempenho que tivemos naquele período foi da Tam.
KÁTIA SARTÓRIO:
Ministro, as companhias de aviação têm resistido as propostas feitas pela Anac,
Agência Nacional de Aviação Civil, de liberação de tarifas. O senhor ... como é
que o senhor vê a resistência dessas companhias?
MINISTRO: O curioso é o
seguinte. É que a legislação brasileira determina a liberação de tarifas. Nós
temos tarifas liberadas internamente. E você veja hoje nos jornais, essa
liberação de taifas está determinando a concorrência. A Tam e a Gol, com a
entrada da Azul em operação, baixaram enormemente as tarifas de Campinas, etc e
etc. Estão sendo anunciadas hoje. Na América do Sul, as tarifas são liberadas. A
liberação de tarifas, a discussão da liberação de tarifas, são as viagens
internacionais. E aí surge uma situação curiosíssima: o brasileiro que compra
uma passagem ida e volta de São Paulo para Nova Iorque, paga mil e x dólares. O
americano que compra uma passagem, pela empresa brasileira em Nova Iorque a São
Paulo, ida e volta, paga 50 por cento do preço. Ou seja, nós brasileiros, nós
passageiros brasileiros que estamos dentro de uma tarifa mínima fixada pala
Anac, nós estamos transferindo a possibilidade de que o passageiro estrangeiro,
seja financiado por nós mesmos, na redução da tarifa a ser paga lá na base. Lá
na origem de Nova Iorque. Então nós temos que estabelecer, e caminhar para uma
uniformização. O Ministério da Defesa examinou este assunto. E eu, pessoalmente,
estou convencido de que não haverá nenhuma influência. Por quê? Porque a Tam,
principalmente a Tam, opera nas viagens que vêm do exterior, ela pratica as
tarifas que são praticadas pelas empresas internacionais. O que nós queremos é
que estas tarifas sejam também atingidas aos brasileiros. Não seja somente
oferecida aos estrangeiros.
DINIZ OLIVEIRA (Rádio Sociedade/Salvador-
BA): Uma das prioridades do Ministério da Defesa é a melhoria da infra-estrutura
aeroportuária do país, e também o funcionamento da malha aérea. Como o
ministério pretende realizar essas melhorias? Essa atuação ministro, ela tem uma
previsão de quanto tempo?
MINISTRO: Nós já estamos com obras em
andamentos (sic). Um desenvolvimento grande. Nós temos três problemas que
estamos resolvendo. São três problemas que surgiram com o Tribunal de Contas,
que impugnou algumas licitações antigas de três grandes aeroportos: Vitória,
Goiânia e parte de Guarulhos. Ontem nós resolvemos. Acertamos o problema (sic)
de Vitária e de Goiânia. E preciso acertar agora o problema de Guarulhos. Os
investimentos que estamos feito (sic), como se está fazendo, os planos que
estamos fazendo do Galeão é (sic) grande. E em julho teremos ainda a formatação
que vai ser feita pelo BNDES e pela Anac, da forma de concessão dos aeroportos.
Nós vamos ter a possibilidade de fazer concessões de aeroportos. Os estudos
estão vinculados a um modelo de concessão e este modelo aqui, e este modelo de
concessão poderia ser utilizado nos aeroportos. No aeroporto do Galeão, no
aeroporto de Viracopos e também na construção do novo aeroporto de São
Paulo.
MARCELO FREITAS (Rádio Band News/DF): O senhor disse durante a
apresentação do Plano Nacional de Defesa que não faltaria dinheiro para as
Forças Armadas. Mas, a própria estratégia não previa nenhum recurso. Há alguma
previsão para os próximos anos? Principalmente agora que o ministério teve mais
de R$ 5 bilhões do orçamento bloqueados. E ainda sobre o mesmo assunto: o
governo vai antecipar a compra dos caças da FAB para 2009, para evitar o
investimento em ano eleitoral?
MINISTRO: Não há dúvida nenhuma que a
mesma, são duas coisas diferentes. A estratégia nacional de defesa não é uma
relação de compras. A estratégia nacional de defesa não tem como objetivo único
e exclusivo a compra de materiais para as Forças Armadas, A estratégia de defesa
tem como base a reorganização, a modernização das nossas forças, visa a visa o
nosso território. Precisamos ter, por exemplo, a identificação dos pontos
sensíveis, estratégicos sensíveis do país. E ter uma locação de forças naquela
localidade, ou seja, naquele ambiente. Quanto a questão específica do FX,
prossegue. As nossas pesquisas, as nossas discussões sobre a decisão a ser
tomada o senhor sabe que na última short lista feito pela FAB, nós tivemos três
aviões. O F-18 americano, o Rafalle francês e o Gripen sueco. Agora ontem eu
recebi, no Ministério da Defesa, a visita da Rosobonexport, que é uma empresa
russa que elabora o Sukhoi, o SU-35, que é o novo Sukhoi. E deseja complementos
para ver a possibilidade de ser examinado. Eu disse que era possível, trazer
esse material, e que a FAB examinaria. O mesmo se passou com os europeus, com os
italianos em relação ao euro fighter. Ou seja, nós teremos lá por julho, julho
ou agosto, nós vamos ter uma decisão final da escolha técnica, das opções
técnicas da FAB. Para depois tomaremos a decisão políticas, isso de um lado. de
outro lado lembra-se que nós assinamos, agora no final do ano a compra de, em
torno de 50 helicópteros, para construção no Brasil do H 725, que é o Cougar
francês novo. Que é o Super Cougar. Que vai ser construído no Brasil. O problema
com as empresas estrangeiras nesta área é que o Brasil não é um comprador
líquido. O Brasil é um parceiro. Ou seja, deseja investe (sic), investirá. Mas
com uma condição, que isto importe no desenvolvimento da nossa indústria de
defesa. Daí os entendimentos de o Brasil poder construir os helicópteros aqui no
Brasil, na Helibras. E, portanto, importará em investimentos na Helibras que os
americanos ou franceses ou suecos possam ter entendimento com empresas
brasileiras para o desenvolvimento de um caça de quinta geração no Brasil e
mais, assinamos com os franceses e também com a participação da iniciativa
privada brasileira a compra, construção no Brasil de submarinos Scorpéne que são
extremamente convencionais a serem construídos em estaleiros no Brasil, a ser
situado em Itaguaí, e mais, a construção ao fim depois dessa experiência do
nosso submarino de proporção de nuclear.
JOFRE MELO (Rádio CBN -
Recife): Bom dia, ministro, como está sendo feita a reestruturação do Ministério
da Defesa?
MINISTRO: Bem, basicamente lembra-se que o Ministério da
Defesa quando foi criado, ele foi criado de uma forma frágil. O Ministério da
Defesa não tem por exemplo, secretário executivo, tem o ministro da Defesa e sua
chefia de gabinete, então o pensamento por ora que nós vamos estabelecer é o
seguinte: primeiro, nós vamos dividir a parte civil e militar. A parte civil
deverá ter um secretário executivo e a parte militar será o Estado Maior, mas
não será mais o Estado Maior da Defesa, será o Estado Maior conjunto de Defesa,
o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas que será sediado dentro do Ministério
da Defesa e será integrado, chefiado por um oficial de quatro estrelas mais
antigo da força e integrará uma junta que será integrada pelo chefe dos Estados
Maiores das três forças. E com isso nós mudamos o critério e a estruturação,
porque a visão nova é que o Ministério da Defesa será o centralizador de uma
unificação das ações do Exército. Um outro elemento importante é que dentro
dessa reestruturação nós vamos apresentar ao presidente com prazo até final de
março, desse modelo de reestruturação é a criação da Secretaria Nacional de
Compras, ou seja, hoje as compras do Exército, da Marinha e da Aeronáutica são
realizadas por seus setores específicos. Mas não há uma política unificada, está
política de compras será fixada por essa Secretária Nacional de Compras criada
pelo Ministério da Defesa que não deverá ser igual a DEGEÁ francesa. Os
franceses tem uma estrutura pesada de compras, nós queremos ter isso sim, dentro
do Ministério da Defesa, uma estrutura leve, definidora de compras realizadoras
inclusive de compras diretas, como já fizemos nesta questão do helicóptero que
está sendo comandado pelo Ministério da Defesa e definidor de políticas, ou
seja, as forças executarão por delegação as suas compras, mas com autorização e
definição de políticas oriúndas do ministério.
KÁTIA SARTÓRIO: Ministro,
o ministério faz 10 anos esse ano que foi criado, existe uma previsão de ser
criado uma carreira civil para o ministério da Defesa?
MINISTRO: O plano
estratégico prevê exatamente isso, nós não temos nenhuma memória dentro do
Ministério da Defesa. Todos os setores civil, a parte civil do
Ministério da
Defesa é originária de sentenças uns são do Banco do Brasil, outros são da
Petrobras, outros vem daqui, outros vem de lá, outros vem do Ministério da
Fazenda e aí vão se criando um ambiente de conhecimento de defesa. Mas falta uma
estrutura interna e uma carreira de defesa, exatamente por isso, em razão disso
é que nós resolvemos sem prejuízo dos estabelecimentos do Rio de Janeiro de
transferir, de criarmos aqui em Brasília uma sede da Escola Superior de Guerra
para que seja a Escola Superior de Guerra o formador de uma elite civil de
defesa. Questão de defesa, material militar quem conhecem hoje muito e aqui no
Brasil melhor são só os militares e no mundo você tem especialistas que
conhecem, nós temos alguns especialistas civis brasileiros muito competentes,
mas são poucos, muito poucos e queremos criar essa estrutura e fazer uma
carreira de defesa que é que vamos discutir no Ministério do Planejamento.
LEANDRO AMARAL (Rádio ABC 590 AM - Santo André): Bom dia, ministro eu
gostaria que o senhor elencasse algumas diretrizes práticas dessa estratégia
nacional.
MINISTRO: Muito bem, se você quiser essas diretrizes completas
elas são em torno de 17 mas, o que é fundamental em relação as nossas diretrizes
que nós estamos estabelecendo, que foi aprovado pelo presidente da República
naquele ato importante que foi realizado,ela se compõem , por exemplo, a
primeira diretriz fundamental é a de dissuasão e concentração de forças hostis
nas fronteiras. Ou seja, pautua-se essa diretriz evitar isso e dissuadir a nossa
função fundamental e estratégica é a dissuasão de qualquer concentração de
forças seja nas fronteiras terrestres, seja dentro das águas jurisdicionais
brasileiras que hoje são praticamente 4.5 milhões de quilômetros quadrados. A
organização das Forças Armadas sobre a égide de um trinômino fundamental
monitoramento, controle, mobilidade e presença. Nós não temos condições de ter a
presença das Forças Armadas em todos os lugares no Brasil. Nós temos 5.727 mil
quilômetros de fronteiras terrestres, temos o litoral com 8 mil e poucos
quilometro e temos ainda as águas territoriais com 4.5 mil quilômetros quadrados
o que significa? Impossibilidade da presença, logo altera-se o trinômino passa a
ser monitoramento, controle, mobilidade e presença e aí então, representa isso
uma possibilidade de nós desenvolvermos monitoramento com todo o espaço aéreo do
território e das águas adicionais. E aí você nas diretrizes, estratégia e defesa
que se encontra no site você vai verificar, por exemplo, que nós vamos
fortalecer o setor de importância estratégica que é o espacial, submerso e
nuclear. Vamos unificar as operações das três forças muito além dos limites
impostos pelo chamados exercícios conjuntos vamos reposicionar o efetivo das
três forças, tendo em vista a capacidade de estar presente ou não ser presente,
ou seja, poder estar presente no local necessário, isso importa no
reposicionamento. Em relação ao Exército nós teremos um núcleo modular que serão
as brigadas e essas brigadas de deslocamento rápido, vamos adensar a presença da
unidade do Exército, da Marinha e das Forças Aéreas nas fronteiras, observe bem
se você olhar o mapa brasileiro vai verificar que a necessidade de presença e
monitoramento está ao oeste nos grande centros de aquaterlamento milites estão a
leste, ou seja, próximos ao litoral. Vamos também, expandir a Marinha, hoje a
Marinha concentra-se exclusivamente no Rio de Janeiro a Força Naval Brasileira
está lá armada,está no Rio de Janeiro, e vamos ter que criar um local de armadas
junto a entrada do Rio Amazonas tecnicamente possível, tendo em vista naquela
região as águas são mais rasas e com isso nós pretendemos ter uma priorização
global do território , mas tendo em vista sempre a Amazônia.
GETÚLIO
NURENBERG (Rádio Inconfidência - MG -): Bom dia, ministro. Aqui em Minas existe
uma polêmica quanto à reativação de vôos no aeroporto Carlos Drummond de
Andrade, conhecido como o da Pampulha, depois da maior concentração de vôos no
aeroporto internacional de Confins. O governo de Minas já se posicionou ao
contrário, sabe-se que no plano do ministro da Defesa para estimular a
concorrência entre as companhias aéreas existe uma possibilidade de ampliar os
vôos, retomar os vôos em aeroportos menores como o da Pampulha e o de Santos
Dumont. Qual que é o desejo do Ministério da Defesa?
MINISTRO: Nós temos
um desejo e o nosso desejo é cumprir a lei e no cumprimento da lei que criou a
Anac não cabe à Anac, não cabe à nós fixarmos limitações aos aeroportos. Os
aeroportos tem limitações com capacidades físicas, cabe à Anac dizer: o
aeroporto de Pampulha pode operar considerando seu terminal, considerando sua
pista e considerando seu pátio com "X" vôos hora. O aeroporto de Confins cabe
operar considerando a pista, terminal e etc com "X" vôos hora e as empresas é
que concebem as suas malhas. Houve um fechamento que é um fechamento não
autorizado pela lei de Pampulha e de Santos Dumont para operarem com
exclusividade e nós vamos rever esse assunto, mas vamos rever isso dentro de um
entendimento do governo do estado e dentro de um entendimento que o governo do
estado com um privilegiamento. Agora a situação de Belo Horizonte-BH é
completamente diferente do Rio de Janeiro-RJ, por uma razão simples. Confins, já
o terminal de Confins, já está, digamos, aquém do número de passageiros que
passam em Confins. Ou seja, Confins já está saturado, vamos ter que rever,
inclusive, a dimensionamento do terminal de Confins visa a visa sobre os
passageiros. Já Pampulha tem um terminal pequeno e vamos ter que compatibilizar
este terminal com a pista. E eu quero lembrar a você que a Força Aérea vai sair
de Pampulha. Nós vamos deslocar toda a estrutura da base aérea que hoje se opera
em Pampulha, nós vamos deslocar isso para um aeroporto no interior de Minas.
KÁTIA SARTÓRIO: Quando vai ser isso, Ministro?
MINISTRO: A Força
Aérea está estudando a matéria e eu creio que ainda este ano nós vamos tomar uma
decisão.
TÉO CEVEY: (Rádio Clube Bandeirantes 1350 AM de Itajaí em Santa
Catarina)
Ministro, nós vivemos um momento bem difícil ao final do ano
passado, na nossa cidade, com relação à tragédia desenvolvida devido às cheias.
Ministro, no que aconteceu isso, demonstrou-se certas dificuldades por parte da
Defesa Civil, tanto nacional como a Defesa Civil de cada município. E também,
Ministro, você estava falando, antes, sobre a aproximação do Exército e da
Marinha em alguns municípios e isso acabou sendo demonstrado apesar do trabalho
que foi realizado, mas que demonstrou a falta de proximidade do Exército com
relação a algumas cidades. O que poderá ser feito em relação a isso, já que se
demonstrou algumas dificuldades de infra-estrutura em relação à Defesa Civil e à
falta de proximidade do Exército com relação a algumas cidades.
MINISTRO: A experiência de Santa Catarina, os problemas que tivemos em
Santa Catarina que foram lamentáveis, demonstrou uma falta de estruturação.
Primeiro entre a Defesa Civil, a Polícia Militar local, o Exército, a Marinha e
a Aeronáutica. Os trabalhos que nós desenvolvemos, principalmente, na
Aeronáutica e em Santa Catarina foram excelentes, mas nós tivemos problemas de
articulação e de comando. Então, eu inclusive propus ao presidente que nós
viéssemos examinar junto à lei de mobilização nacional uma forma de termos uma
força unificada para o atendimento dessas questões humanitárias. E eu quero
dizer a você, o seguinte: o Exército Brasileiro e a Aeronáutica Brasileira tem
uma capacidade imensa em ações humanitárias. Exatamente para atender enchentes e
etc. A Força Aérea Brasileira, por exemplo, já esteve na Bolívia, atendendo
problemas de enchentes, na Bolívia, etc. Nós estamos extamente com a experiência
de Santa Catarina tentar resolver e encontrar uma forma de ação rápida, ou seja,
o que precisa e ação rápida, e outra coisa, ação logística. Não sei se você
observou, mas quando ocorrem esses desastres metereológicos, principalmente, no
Brasil, todo brasileiro se sente com uma disposição imensa de fazer doações. A
solidariedade aparece. É só surgir um problema, mas às vezes a solidariedade
fica entulhada por não ter uma estrutura logística de distribuição. E aí começam
a ocorrer problemas como ocorreram e fica tudo acumulado, exposto, e as pessoas
começam a pegar para si, etc, etc, etc. Isso tudo, nós estamos fazendo um estudo
com o Ministério da Defesa para fazer uma proposta de que essas doações sejam
conduzidas de forma unificada e não uma disputa entre autoridades municipais,
autoridades estaduais, e autoridades federais. Inclusive em Santa Catarina,
houve um fenômeno. Quando nós estivemos em Santa Catarina, na disputa que havia
entre alguns políticos catarinenses, e em Santa Catarina era que o presidente
tinha que ir em um local e não ir em outro, e tudo aquilo estava dentro de um
conjunto do aproveitamento político do incidente.
LINO RAMOS: (Rádio
Paiquerê de Londrina no Paraná)
Bom dia, ministro Nelson Jobim! A gente
percebe, ministro, aqui no Paraná, por exemplo, onde enfrentamos problemas na
fronteira, na chamada tríplice fronteira, que algumas questões relacionadas à
criminalidade que existe nesse local também tem as suas raízes e as suas
conseqüências nos grandes centros urbanos. A exemplo de Londrina, Curitiba, a
cidade Foz do Iguaçu que enfrenta problemas seríssimos e em outros locais. Como
o senhor avalia essa questão e de que forma o Ministério da Defesa pode ajudar a
amenizar esta situação.
MINISTRO: Veja, a questão do tráfico de drogas,
que é a preocupação maior na região da tríplice fronteira, é algo da competência
da Polícia Federal. E queremos ter ações comuns porque o Exército Nacional tem
funções de polícia, tem autoridade de polícia também na faixa de fronteira que
pega toda aquela região que você está falando. Nós temos um desejo de montarmos
operações, como já fizemos, lembra-se que nós já tivemos duas grandes operações
nessa região. Operações que eram regidas pelo Comando Militar do Sul e
inclusive, teve algumas reações, de algumas autoridades paraguaias porque nós
colocamos um grupo de pelotão junto à fronteira para fiscalizar a circulação,
depois houve uma acusação por parte paraguaia que nós havíamos invadido. Houve
um equívoco porque quando colocamos esses militares nesses locais, um dos
jornais paraguaios atacou dizendo que nós havíamos invadido o território que era
um equívoco enorme. Mas na verdade é o seguinte, nós temos que ter muita cautela
política porque a influência política desses personagens são grandes também nos
países vizinhos. Então, com isso nós precisamos ter muita habilidade de termos
um grande entendimento que já temos com as autoridades paraguaias para ações
conjuntas de fronteira e não só ações de barreira internas no Brasil mas sim
ações que possam ser desenvolvidas no território brasileiro por forças
brasileiras e no território paraguaio por forças paraguaias. Aliás, eu vou
propor nas discussões que teremos no conselho de defesa sul-americano que já foi
formado, que já foi afirmado e criado, em janeiro deste ano, num encontro de
presidentes da Unasul dos presidentes sul-americanos, cujo a reunião do conselho
vai se realizar agora em março, no Chile, eu creio que em 09 ou 10 de março. Eu
vou propor, exatamente, que os países vizinhos como Brasil e Paraguai,
Brasil-Colômbia, Brasil- Bolívia, possam ter operações conjuntas cada um no seu
território, exatamente, na coibição dessas ações ilícitas em
fronteiras.
ANTONIO CARLOS(Rádio Belém FM de Belém no Pará)
Bom
dia, ministro, a rádio Belém FM agradece ao programa Bom dia Ministro. Tivemos a
pouco tempo o Fórum Social Mundial, aqui em Belém do Pará. E o comentário aqui,
é da discussão de um Procurador da República e de uma juíza sobre a ilegalidade
da Força Nacional. Devo dizer que das coisas boas criadas no Brasil, a Força
Nacional foi uma delas. O que nós precisamos aqui no Pará e no Brasil é de muito
trabalho do Poder Judiciário para resolver problemas com os bandidos corruptos,
assassinos que amparados pelas ideogramas jurídicas permanecem aí soltos.
Ministro, eu lhe pergunto, o que você tem a dizer sobre essa polêmica da Força
Nacional e queremos saber também se a Força Nacional faz parte do Ministério da
Defesa.
MINISTRO: Bom dia. Bem, a Força Nacional foi criada numa
tentativa de estruturação das forças militares estaduais e é do âmbito do
Ministério da Justiça. Essas discussões, são discussões criadas meramente
acadêmicas, pessoas que não têm nada a ver com a realidade das ações, não tem a
ver com resultados, não tem a ver com necessidade. Mas tem a ver com a
demonstração de posições. Se essas duas pessoas não tivessem feito essa
afirmação, elas passariam desconhecidas e não vista neste fórum mundial. Esta é
a forma de você estar presente, aparecer, tentar demonstrar. Tudo que você tenta
fazer hoje, é aqueles que pretendem e que não tem nenhuma biografia pretendem
fazer a sua biografia, exatamente, chamando a atenção da imprensa. É opor-se
àquilo que é necessário ao país.
KÁTIA SARTÓRIO: Falando em estratégias
nacionais de defesa, que mudanças ela traz para o serviço militar inicial
obrigatório? Vai ser criado também um serviço civil obrigatório,
ministro?
MINISTRO: Não. O civil não será obrigatório. Hoje, nós temos,
no serviço militar obrigatório, em torno de 1,2 milhão de jovens que se
escrevem, já se qualificam aos 18 anos. Desse 1,2 milhão, a capacidade de
absorção por parte das Forças Armadas desses jovens é da ordem de menos de 10%,
ou seja, disso, nós acabamos servindo o Exército, a Marinha e a Aeronáutica em
torno de 100 mil. Pois bem, o que nós queremos fazer é ampliar a participação de
jovens dentro d Exército, da Marinha e da Aeronáutica é conciliando a
necessidade que temos de ter soldados profissionais para termos também os
conscritos, e por que isso? Porque há uma decisão política do governo e não só
uma decisão politica do governo, mas uma decisão política da nação de que nós
não devemos ter um Exército, uma Marinha ou uma Aeronáutica, ou seja, termos uma
Força Armada que seja uma parte da nação paga pela outra parte da nação para
proteger a nação. Ou para defender a nação. O que nós precisamos ter é que a
nação seja protegida. Portanto, a necessidade da existência do serviço militar
obrigatório é exatamente a forma pelo qual as Forças Armadas se inserem dentro
do país e são um produto do país não uma mera profissão paga pelo país. Então
esses digamos é a decisão, agora nós não vamos ter serviço civil obrigatório,
vamos ter um serviço civil que há possibilidade daqueles jovens que não forem
aproveitados pelas Forças Armadas, exatamente pela incapacidade das forças de
absolverem aqueles contingentes, nós podemos utilizar como voluntariado esses
jovens para atender algumas necessidades do país como, por exemplo, na área da
medicina, você sabe muito bem que o pessoal da Amazônia sabe muito bem a
dificuldade que nós temos hoje de termos médicos no Interlandi Amazônico, todos
esses médicos no Interlandi Amazônico, e inclusive hospitais são administrados
pelo Exército e nós precisamos criar isso dentro de um modelo que nós fomos
tentar ampliar que é o modelo do Projeto Rondon. O Projeto Rondon hoje está na
ordem de 2 mil estudantes que operam no período de 15 dias, nós queremos ampliar
progressivamente o Projeto Rondon, podemos chegar isto a 3, 4 ou 5 mil na
progressão, e com a experiência do Projeto Rondon nós tentarmos criar esse
serviço civil. Logo falando no serviço civil houve uma reação muito forte, e o
curioso que a reação muito forte vem da alta classe média. A alta classe média
grande parte dela não quer saber de nada de serviços sociais no país, a alta
classe média na maioria das vezes, quer serviços sociais para si no país.
KÁTIA SARTÓRIO: Ministro e sobre o projeto São Francisco, hoje a gente
sabe que a ministra Dilma Rousseff, Geddel estão vistoriando as obras, mas o
senhor já esteve lá vistoriando o canteiro de obras do Exército nesse projeto,
qual é a participação do Exército nessa obra?
MINISTRO: O Exército, o
batalhão de engenharia do Exército tem uma grande expertize, aliás é um dos
batalhões no mundo que tem expertizes de obras civis, normalmente os batalhões
de exércitos tem expertizes em obras militares, ou seja, preparando para guerra,
nesse caso não. O Brasil tem um batalhão de engenharia tem uma companhia de
engenharia, em fim, um setor de engenharia fortíssimo, e lá nós estamos
trabalhando em dois pontos, que é a parte da captação de águas do São Francisco.
Eu quero deixar claro a você o seguinte: quando começou a se discutir esse
negócio do São Francisco usou-se uma palavra terrível, terrível e equivocada.
Transposição do Rio São Francisco era a línguagem que se fala (sic), não tem
nada de transposição, o que está se fazendo é o seguinte: você está cruzando ali
uma enormidade de águas, e dali daquela enormidade de águas que vão parar no
Atlântico está se tirando 1.5 ou 1.8 por cento para o centro das águas e
puxando, captando essas águas através de canais que vão ser levadas para o
agreste para o sertão o semi-árido brasileiro. Isto não é transposição, é
captação de água do São Francisco para irrigação e para o fornecimento de águas
a 12 milhões de pessoas. E o Exército está operando na parte inicial, é uma
parte que você faz o canal de comunicação ao rio e traz as que vem por gravidade
e traz a um determinado ponto e a partir daí há uma estação de elevação das
águas, as águas são elevadas a um determinado momento, ai joga num segundo canal
e esse segundo canal vai direto a um lago de acumulação, este lago de acumulação
terá junto a si um outro canal e vai levando subseqüentemente até fazermos 400 e
poucos quilômetros de canais para chegar a esse total. E o Exército está
trabalhando na ponta inicial. Agora algumas empresas estão recuando estão se
afastando e o Exército brasileiro está disposto a prosseguir inclusive em
trechos que não são dos trechos que estamos trabalhando, nós estamos trabalhando
nas duas marginais, nós estamos trabalhando no eixo leste e no eixo oeste,
estamos fazendo o canal de aproximação, mas já estamos tendo problemas em
relação aos demais. O ministro Geddel conversará com o general Avena para ver a
possibilidade de que o Exército possa tomar outras áreas, então veja, nós
fizemos o canal e depois o lago de acumulação. As empresas privadas fazem a
estação de elevação de águas o bombeamento das águas, e o canal de lançamento
das águas bombeadas aos lagos, e o Exército eventualmente terá que fazer outras
coisas. Mas a nossa participação disso é imensa, e lembrem-se bem nenhuma
transposição, meramente capacitação de 1.4% das águas que são jogadas no mar.
KÁTIA SARTÓRIO: Ministro muito obrigada mais uma vez por sua
participação no Programa Bom dia Ministro.